— Eu não sou um péssimo pai. — disse Chanyeol irritadiço, quase batendo o pé no chão. Achei que ele iria começar a fazer birra bem ali.
— É sim. — acabamos por falar os três em uníssono, e eu franzi os lábios, tentando esconder o quase sorriso.
— Desculpe, Chan, mas só pelo fato de você não saber quanto tempo tem a minha gestação você já é um pai horrível. — disse baixinho, dando de ombros.
— Eu não acredito que você não sabia, Park Chanyeol! — Kyungsoo estapeou o braço de dele, fazendo o maior se encolher — Aish, vamos ver o filme antes que eu enlouqueça. — bufou, pegando a mão de Jongin e voltando a seguir o caminho rumo ao cinema.
Comecei a rir, não consegui mais segurar. Seguimos Kyungsoo até a sala de cinema, onde estava passando uma comédia romântica. Ele escolheu quatro cadeiras bem no meio. Ficamos sentados Kyungsoo, Jongin, Chanyeol e eu.
Era um pouco estranho para mim, mas ao mesmo tempo muito fofo, Kyungsoo e meu irmão faziam um belo casal, e devo admitir que não vejo a hora de entender toda aquela história e saber como tudo pareceu acontecer de um dia para o outro.
Lá para a metade do filme eu já estava cansado de tudo aquilo, minha barriga estava revirando com todos os cheiros que tinham naquele lugar e o filme era muito chato, talvez se soubesse daquele tipo de passeio eu teria dito que odeio comédias românticas. Às vezes eu era uma pessoa muito prática. Se os personagens se amam e não conseguem viver um sem o outro, pra que dar toda essa volta? Podemos retirar todo o drama de fingir que são amigos enquanto sofrem em silêncio e ficar juntos logo de uma vez.
Sem dar satisfação a ninguém, apenas saí da sala e fui tomar uma água, lavar o rosto.
Algum tempo depois eu senti duas mãos em minha cintura.
— Eu não queria ser um pai r**m. — Chanyeol sussurrou e eu levantei a cabeça, o olhando através do espelho, o vendo afundar a cabeça em meu pescoço.
— Você não queria ser um pai e isso já justifica muita coisa, tudo bem. — tentei me desvincular, mas Chanyeol me virou de frente para si e me prendeu entre seus braços.
— Eu sei que disse isso a você, mas não me interprete m*l, Baek, eu gosto muito de você. — disse sério, seus lábios muito próximos dos meus.
— Não é o que parece. — suspirei e fechei os olhos.
— Droga, Baekhyun...
Chanyeol tomou meus lábios com vontade, agarrando meu corpo, passando suas mãos por cada pedacinho e me deixando cada vez mais quente.
— Vamos para sua casa... Agora. — pedi antes que toda a coragem fosse embora.
Muito provavelmente eu estava fazendo a maior burrada da minha vida, correndo desesperadamente atrás de alguém que não me dava o devido valor, implorando o carinho de alguém que só me via como um objeto. Talvez.. muito provavelmente... quase certeza que era isso que estava acontecendo ali, mas eu não resisti, eu tinha essa falta total de instinto de auto preservação. E lá no fundo eu esperava que aquele "eu gosto muito de você" significava um "Eu te amo do jeito que você me ama". i****a, né?!
Chanyeol concordou, sem afastar muito os lábios e segurou minha mão, correndo para fora do cinema e depois em direção ao seu carro como se fossemos dois adolescentes. Bem, eu era uma adolescente.
{•••}
Em poucos minutos estávamos em sua casa, trocando beijos muito mais quentes que outrora. Chanyeol se livrava das minhas roupas pouco a pouco, assim como eu das suas, passando a mão por seu peitoral bem definido que me fazia salivar.
Antes dele tirar completamente minha calça, meu telefone tocou, o peguei no bolso e deixei que Chanyeol continuasse tirando a calça jeans para que seguíssemos para o quarto.
— Baekhyun, onde você está? — Jongin perguntou num tom sério, provavelmente preocupado com meu sumiço irresponsável.
— Ahn... na casa do Chanyeol. — acabei rindo quando ele mordeu minha b***a, me direcionando ao seu quarto que eu bem conhecia e me colocou na cama.
— Tá rindo do que? O que estão fazendo? — Jongin falou um tanto irritado.
— Chanyeol está me ajudando com uma coisa... Muito importante. — Chanyeol pegou o tubo de lubrificante em seu guarda roupa e voltou para cama, tirando minha cueca e começando a beijar minhas coxas. — Melhor a gente se falar depois, é bem importante isso.
— Baekhyun, eu não posso voltar pra casa sem você. — disse bravo e suspirou frustrado.
— Em meia... Uma hora, em uma hora eu te encontro no shopping novamente. — desliguei o telefone e me concentrei em sentir os dedos de Chanyeol dentro de mim, pois ele fazia um ótimo trabalho quando o objetivo era me fazer gemer.
Em poucos minutos Chanyeol estava dentro de mim, me fazendo gemer seu nome como tantas vezes antes.
— Você é tão lindo com essa carinha de prazer. — sussurrou em meu ouvido, logo depois beijando e mordiscando meu pescoço.
— Channie... Channie... Ahn... — gemi, agarrando seus ombros e cravando as unhas ali, descontando meu prazer e deixando marcado o quanto estava bom.
— Droga, esse telefone não para de tocar. — Chanyeol reclamou, porque fazia um bom tempo que meu telefone tinha voltado a tocar, talvez fosse a quarta chamada que eu não atendia, mas não é como se eu conseguisse me concentrar em outra coisa naquele momento.
Abracei o corpo de Chanyeol, cravando minhas unhas em suas costas, faltava pouco para que eu atingisse meu limite.
— Jongin, eu vou levar ele, para de encher o saco, você sabe bem o que estamos fazendo... — suspirei alto e abri os olhos quando Chanyeol começou a se mover lentamente em meu interior, quase parando. — Depois ele retorna. — Chanyeol desligou o telefone e ficou imóvel, me olhando como se alguém tivesse morrido, quase acabando com o clima.
— O que foi? Por que parou? Não para agora, eu tô quase!
— Baekkie... Eu... — tentou me alertar, mas eu não queria e não conseguia ouvir nada naquele momento.
— Por favor, não para agora... — puxei Chanyeol para mais perto e tomei seus lábios, sentindo ele voltar a se movimentar dentro de mim. — Isso... Tão bom. — passei minhas mãos por suas costas, descendo até as nádegas e apertando, o incentivando a continuar.
Fazia muito tempo que Chanyeol não me tocava daquele forma, embora parte de mim enlouquecesse pelos problemas e raiva, a outra enlouquecia com a distância.
Eu estava sempre meio a meio. Meio perdido, meio bravo, meio adulto, meio pai, meio feliz, meio ansioso. Sempre pela metade, nos últimos meses nada era por inteiro. Mas naquele momento eu me sentia um inteiro novamente. Como na época em que não haviam preocupações, a única coisa que eu precisava me importar era com seus beijos. Mesmo que por um instante.
{•••}
— O que o Jongin disse no telefone? — perguntei ainda ofegante pelo recente orgasmo. Abracei Chanyeol deitando minha cabeça em seu peito, me sentindo confortável no calor da sua pele, passando o indicador por seu peito, como uma caricia.
— Era isso que eu tentei explicar, Baek, não era o Jongin. Era o seu pai. Por isso eu parei. Eu... Baekhyun ele parecia muito irritado. — suspirou e desviou o olhar do meu.
— M-meu pai? Meu pai? O que ele disse? Como assim? — perguntei assustado, ou melhor, apavorado.
— Ele perguntou quem eu era o que estávamos fazendo, mas acho que ele ouviu seu gemido, Baek...
— Droga Chanyeol, eu preciso encontrar o Jongin. — me levantei o mais rápido possível, ficando um pouco tanto, respirei fundo e esperei me sentir melhor antes de catar minhas roupas pela casa rapidamente.
Em poucos minutos eu já estava vestido, a primeira coisa que eu fiz foi ligar para Jongin.
— Jongin, onde você está?
— É uma longa história Baek, mas o papai já sabe sobre onde você está. Me encontra em casa, estou indo pra lá. — disse frustrado e lá no fundo eu podia sentir a sua decepção comigo. Ele estava fazendo as coisas para me proteger, estava tentando ser um bom irmão e eu continuava a pisar na bola.
— Tudo bem. — encerrei a chamada e guardei o celular no bolso. — Eu preciso ir pra casa, melhor eu ir sem você, foi legal voltar aqui e tal. — acabei por falar sem jeito.
Chanyeol concordou e eu me senti constrangido com aquilo, no fim, apesar de tudo, não tínhamos um relacionamento.
Saí da casa de Chanyeol e peguei o primeiro ônibus que passava próximo a minha.
Quando cheguei em casa Jongin ainda não estava lá. Ninguém estava, nem meu pai Yixing, ou meu irmão mais novo Taehyung.
Estava apenas papai sentado no sofá, com as pernas cruzadas e um olhar de ódio, com celular ainda em mãos.
— Você tem namorado, Baekhyun? — perguntou com um leve tom de deboche.
— Pai, eu posso explicar! — odeio essa frase, ainda mais que... Não, eu não podia explicar.
Eu ia dizer o que? "Sabe o que é pai, meu professor me come quando tá com vontade, eu tô grávido dele, mas não é nada muito sério." Não né.
— Pode explicar você ficar dando pra qualquer um? — seu tom era de ódio, papai levantou do sofá e veio até mim. — Não foi isso que ensinei aos meus filhos. Tenho certeza que sempre fui muito claro quanto a isso.
— Eu sei pai. Ele não é qualquer um, não é bem assim... Eu... — eu não consegui me explicar e as lágrimas saiam compulsivas. Essa era outra parte difícil da gravidez, qualquer onda era um tsunami.
Quando senti ele chegar mais perto fechei os olhos e apenas esperei os tapas, o primeiro não demorou a vir, acertando meu rosto com força.
— Não, pai, não faz isso. — Jongin chegou finalmente e me abraçou, deixando que eu escondesse meu rosto em seu peito.
— Jongin, você já é maior de idade e está longe dessa casa há muito tempo, não se meta nisso. — ele me puxou dos braços de Jongin. — Baekhyun precisa aprender que eu não ensinei nenhum dos meus filhos pra isso. Pra ser uma p**a. — disse com raiva.
— Baekhyun não pode passar por estresses tão grandes, muito menos ser agredido, pai, ele está esperando um bebê...
Papai me largou no mesmo minuto, respirando fundo. Suas face já não esboçava mais ódio, mas também não era de espanto. Ele está apenas... Frio.
— Eu avisei. Eu avisei. Mas você quis ser a desgraça dessa família não é. Baekhyun, arrume suas coisas, você não mora mais aqui. Vá atrás de quem fez um filho em você. Não é mais responsabilidade minha.
{•••}
— Ele já atendeu o telefone? — Jongin perguntou mais uma vez secando minhas lágrimas.
Fazia uma hora que estávamos estacionados em frente a uma praça qualquer, ligando de forma desesperada para Chanyeol, Jongin precisava voltar para o Japão e agora eu eu estava sem casa para morar, o mínimo que ele podia fazer era me ajudar nisso.
— Não. Só chama até cair.
— Tudo bem, eu vou te levar para a casa do Soo então.
Eu não falei mais nada, nem tinha o que falar. Jongin apensar seguiu um caminho que, para mim, era desconhecido.
Em poucos minutos chegamos em uma casa não muito grande em um bairro residencial.
Não precisamos tocar a campainha mais que duas vezes para que Kyungsoo abrisse a porta, nos surpreendendo por estar com uma pequena garotinha em seu colo.
— Soo, eu preciso da sua ajuda. — Jongin falou em um tom quase desesperado e Kyungsoo assentiu dando passagem para que a gente entrasse.
— Eu só vou colocar a Nana para dormir, ai a gente conversa.
— Pode deixar que eu coloco, estou com saudade de fazer isso. — Jongin pegou menina no colo e ela logo se agarrou forte a ele, meu irmão encheu o pequeno rostinho de beijos antes de seguir rumo ao que devia ser o quarto da pequena.
— O que aconteceu? — Kyunggie perguntou sentando no sofá ao meu lado.
— Meu pai me expulsou de casa e Chanyeol não atende minhas ligações. Eu preciso de um lugar para ficar, mas eu juro que é bem provisório. — disse, mas na verdade era o que eu esperava, não é como se eu tivesse certeza de alguma coisa.
Passamos alguns minutos em silêncio, Kyungsoo era meu professor e tudo parecia estranho demais, eu não sabia como agir e provavelmente ele também não.
— Eu tenho que voltar para o Japão no domingo, só por isso não resolvo isso agora, mas sabe que logo eu estou de volta pra ficar né. — Disse para Kyungsoo, que fez um bico. Jongin sentou no braço do sofá, abraçando ele.
— Pode ficar o tempo que quiser, Baek. Eu entendo bem como é passar por isso. — Kyungsoo disse por fim, talvez estava esperando meu irmão chegar para podermos resolver aquilo como... Família?!
— Eu não sabia que tinha uma filha.
— Somos bem reservados quanto a Hanna, até porquê, nossas famílias não gostariam nada de saber sobre ela. — explicou Jongin, o que me deixou ainda mais confuso.
— Como assim somos?
— A Hanna é minha filha Baekhyun. É assim que eu conheço o Kyunggie, e temos tanta i********e, apesar de eu morar no Japão, nós somos casados.