Confuso

1351 Palavras
4 semanas depois... — Você está bem Baekhyun? — Chanyeol entrou no banheiro da escola e acariciou minhas costas. Eu estava muito enjoado aquela manhã, nem o café da manhã eu consegui tomar. Dizem que esses enjoos é só no início, mas essa é a parte mais complicada. Eu já estava com quatro meses, minha barriga estava aparecendo aos poucos. Eu tinha que ganhar peso para que o bebê crescesse saudável, mas com tantos enjoos eu já tinha perdido quatro quilos, simplesmente não conseguia comer nada. — Estou, é só mais um enjoo bobo. — disse escovando os dentes e limpando a boca, mesmo que eu não tivesse vomitado. — Vai passar, você está com quanto tempo já? — perguntou sereno, como se fosse uma coisa boba. Olhei para ele desacreditado, que merda de pai meu filho teria. — Quatro meses. A barriga já tá aparecendo um pouco. — levantei a blusa mostrando o pouco da barriga que já estava aparecendo e Chanyeol passou a sua mão ali. Seu toque era tão quente que me fez suspirar. Sua mão passou lenta da parte inferior do meu umbigo a minha cintura. Olhei para ele e Chanyeol estava com aqueles mesmo olhos de quando passávamos as tardes em sua casa não fazendo nada além de sexo. Mordi meus lábios e tentei me livrar de seu toque, mas acabei o trazendo ainda mais para perto. Nossos lábios se tocaram de um jeito necessitado, fazia muito tempo que não nos tocávamos. Aquele beijo esquentou todo meu corpo. Chanyeol me segurou pelas coxas e colocou sobre a pia do banheiro, guiando minhas pernas para sua cintura enquanto ainda nos beijávamos com um desejo evidente. Adoraria culpar meus hormônios por aquilo. — Aqui é perigoso. — disse sentindo seus beijos passarem para meu pescoço. Chanyeol sem parar os beijos me pegou no colo e levou para dentro de uma das cabines, começando a esfregar seu corpo contra o meu enquanto me prensava na parede. — Eu sinto tanta saudade de você. Saudade de dormir agarradinho com você, de estar dentro de você. Baekhyun, sinto meu p*u latejar quando lembro do seu cu se contraindo por mim, depois me engolindo todinho. — sussurrou em meu ouvido, me fazendo gemer, p***a, era tão difícil com esses hormônios da gravidez. — Saudade de sentir você cavalgar tão gostoso. Você ainda ama cavalgar em mim, não é? — Chanyeol, a gente não pode t*****r e você tá me dando muito t***o. — disse baixinho, sentindo seu m****o duro se esfregar no meu, ainda vestidos. — Eu fico lembrando da sua boca gostosa me chupando, Channie... Eu adorava dar pra você.  — Essa frase não deveria estar no passado, a gente ainda deveria estar fodendo muito, Baekhyun. Você vai ter um filho meu, nada mais justo que eu continue aproveitando esse cuzinho com ainda mais vontade. — Chanyeol beijou meus lábios com aquele desejo me fazendo esfregar mais meu corpo contra o seu e gemer durante o beijo. Logo ouvimos o sinal da escola tocar. — Droga, agora eu preciso ir pra próxima aula com uma p**a ereção, eu odeio tanto você. — mordi seu lábio inferior e o suguei pra mim. — Vai lá pra casa hoje, deixa eu te mostrar como é gostoso matar a saudade. — disse dando um chupão em minha clavícula. — Tá, eu te encontro na saída. — desci de seu colo e saí da cabine, cuidando bem para que ninguém entrasse no banheiro e visse a cena, amarrei um moletom, que estava na minha mochila, na cintura e sai do banheiro indo em direção ao prédio de ciências. {•••} — Baekhyun, seu irmão está te esperando no portão da frente. — disse o professor Do Kyungsoo, segurando meu braço antes que eu fosse até o carro de Chanyeol. — Ué, e-eu achei que ele não viesse hoje. — falei constrangido quando Kyungsoo foi me guiando para o outro lado. — O diretor está desconfiando de você e do Chanyeol, ele foi esperar para você se você aparecia naquele lado. — sussurrou no meu ouvido. — Ele deve ter se enganado, Jongin está a uns bons minutos te esperando no portão da frente. — disse alto dessa vez, e logo chegamos até a parte do estacionamento onde estava meu irmão, mexendo no celular e escorado em seu carro. — O que faz aqui, Jongin? — perguntei um tanto confuso — O Kyungsoo pediu para que eu viesse te buscar, além disso, achei legal te levar pra fazer umas compras. — sorriu gentilmente e eu desconfiei. — A gente se encontra no shopping. — Kyungsoo deu um selinho em Jongin e seguiu para o outro lado. — O que eu perdi? — estava totalmente confuso com toda aquela situação. Ele tinha acabado de voltar para a cidade depois de anos e a sua vida está mais evoluída que a minha. O que estava acontecendo ali? — Nada, entra no carro. Eles vão nos encontrar no shopping. — disse Jongin e assim eu o fiz. Faz nove meses que tudo começou, desde as aulas a toda essa situação. Faz quatro meses que estou grávido e a cada dia que passa é como se eu tivesse passado semanas dormindo e acordado no meio de uma vida que não é minha. Chanyeol e eu passamos algum tempo sem nos falarmos. Mas então ele foi se aproximando aos poucos e, droga, eu sou perdidamente apaixonado por ele. Tem coisas que não tem como negar. Às vezes eu sinto uma raiva tão grande por ele não parecer se preocupar tanto com o bebê, ao mesmo que eu só quero tê-lo ao meu lado e pensar numa solução no futuro. Eu deveria contar para meus pais, eu não deveria meter meu irmão nisso tudo e muito menos deveria ter engravidado, mas tudo foi virando uma bola de neve de coisas inevitáveis e cá estamos nós. Eu me sinto perdido a cada passo que dou em direção aquele lugar. Desde quando meu irmão namora meu professor? Desde quando o direto desconfia de mim? Desde quando minha vida foi fugindo do controle desse jeito? Chegamos no shopping e na frente da porta estava Chanyeol e Kyungsoo. — Vocês vão se atrasar pro filme. — disse Kyungsoo pegando a mão de Jongin e o levando para dentro do prédio. — Foi o trânsito. — meu irmão respondeu como deu, entre os sermões de Kyungsoo e eu nem tinha nada a dizer, já minha cabeça estava tão cheia de coisas que apenas lembrava de ter entrado no carro na escola e saído no shopping. — Eu não estou entendendo mais nada. — disse para Chanyeol. — Depois eu te explico. — antes que eu pudesse dizer alguma coisa Chanyeol me beijou, e não um selinho e sim um beijo de verdade, que me fez ficar mais fora do ar do que eu já estava. — Estava ansioso para f***r você a tarde inteira, mas eu espero. — sussurrou em meu ouvido me deixando completamente arrepiado e beijou minha bochecha. — Não faz isso comigo. — minhas bochechas estavam em um tom de vermelho intenso, enquanto Jongin me olhava com uma sobrancelha arqueada, me fazendo endireitar a postura e ir em sua direção. — Baekkie, já que o Chanyeol é um pai de merda, eu deixei um presente separado em uma lojinha para você, só precisamos pegar. — Jongin sorriu sapeca e pegou minha mão, caminhamos quase correndo pelo shopping, já que o Kyungsoo já havia comprado ingressos para um filme e Jongin estava supostamente atrasando tudo. Assim que chegamos em frente a lojinha de bebês, meu irmão parou e fez um gesto com as mãos para que eu ficasse parado. Em pouco a minutos Jongin voltou da loja com um lindo pacotinho nas mãos e me entregou. Abri com cuidado para não estragar e logo vi os dois sapatinhos brancos e tão pequenos que cabiam no meu dedo. Foi impossível conter as lágrimas que escorregaram por minhas bochechas. — Obrigado. — agradeci, sem conter o enorme sorriso que se abriu em meu rosto.
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