A penumbra do quarto principal na Baía do Sol estava saturada. O ar, pesado e quente, carregava o perfume almiscarado de uma entrega que transcendia o físico. Maria estava no centro de seu universo particular, protegida e, ao mesmo tempo, explorada pelos dois homens que moldavam sua existência. Era o ápice de uma noite que começara com a tensão da volta de Mariana, mas que agora se dissolvia em uma comunhão de peles e respirações curtas. Maria não estava apenas na cama; ela estava no colo de Valério, as pernas entrelaçadas na cintura firme do marido, enquanto ele a sustentava com a força de quem conhece cada curva de sua vulnerabilidade. Ao mesmo tempo, Júlio a tomava por trás, criando um sanduíche de carne e desejo que não deixava espaço para o ar ou para a dúvida. Os irmãos se moviam e

