Capítulo 8

596 Palavras
O ponto fraco de Arthur sempre foram as lágrimas de sua filha, a pequena Mariana. E, de fato, Arthur imediatamente se transformou de sua indiferença anterior em um pai carinhoso. "Tudo bem, minha pequena Mari, papai vai te levar para casa para comer algo delicioso." A voz de Arthur era tão suave que derretia o coração. Alice observava tudo, incrédula. É aquele mesmo demônio de antes? Como ele se transformou nessa versão de "anjo"? Este mundo é simplesmente bizarro!, pensou ela. Arthur ficou furioso ao perceber a expressão de deboche de Alice. Como essa mulher se atrevia a rir dele internamente! Percebendo a insatisfação do homem, Alice imediatamente retomou sua expressão impassível. "Você vem também!", ordenou Arthur, embora com visível relutância. As duas crianças bateram palmas felizes, finalmente podendo ficar com a mãe. A pequena Mariana também parou de chorar na hora. "Mamãe, você vem conosco?", perguntaram os pequenos. Alice refletiu: essas três crianças interromperam seu plano de vingança, mas também salvaram sua vida. Para retribuir, ela teria que aguentar a presença daquele homem por um tempo. "Está bem!", ela sorriu e assentiu, dando um tapinha carinhoso na cabeça de Noah. "Prima, você ainda não se recuperou totalmente, deixe-me ir com você para lhe fazer companhia!", disse Jéssica, fingindo ser gentil e atenciosa. Ela não queria que Alice ficasse sozinha com Arthur. Sua intenção era aproveitar a oportunidade para se aproximar do presidente do Grupo Stone e, a partir daí, tomar o poder. Alice não ficou nada surpresa com o cinismo de Jéssica. Afinal, ela já havia usado essa mesma máscara de inocência para roubar seu ex-namorado. Desta vez, porém, Alice não deixaria passar. Ela sorriu radiante: "Engraçado... quando minha Prima mandou os criados me espancarem agora há pouco, ela não pareceu nem um pouco preocupada com a minha saúde!" Arthur nem sequer olhou para Jéssica uma segunda vez, entrando primeiro no carro com as crianças. Alice, observando a expressão de ódio no rosto da prima, sentiu uma satisfação profunda. Ela se aproximou e sussurrou no ouvido de Jéssica: "Priminha, como é a sensação de ser rejeitada por um homem de verdade?" Jéssica a encarou com olhos malévolos. Alice entrou no carro com um sorriso vitorioso, sentindo-se revigorada. No entanto, ela logo percebeu que o clima dentro do veículo era gelado. O homem estava sentado sozinho na parte de trás do Rolls-Royce alongado, com seus três filhos sentados eretos ao lado dele, sem ousar dizer uma palavra. O carro começou a se mover sob uma atmosfera pesada. Alice sentia-se extremamente envergonhada. Embora as crianças fossem biologicamente dela, ela m*l as conhecia, e o homem à sua frente era o pai delas. "Hum... meu nome é Alice Ricie", disse ela, tentando quebrar o gelo. Arthur lançou-lhe um olhar frio, ainda irritado por ela ter colocado as crianças em perigo. Noah riu e interveio: "Mamãe, o nome do papai é Arthur Stone. O nome dele significa nobre e corajoso." Alice assentiu. Os genes eram fortes; aquela criança de três anos tinha um vocabulário e uma percepção impressionantes. Ela lançou um olhar furtivo para Arthur; de fato, aquele homem tinha um ar de inacessibilidade. "Mamãe, finalmente posso ficar com você." Theo se aconchegou nos braços de Alice, esfregando a cabeça em seu peito. "Mamãe, eu sonho com você todos os dias." A garotinha imediatamente subiu no colo de Alice. Alice sentiu uma sensação suave e inédita no coração. Seriam essas crianças, nascidas de meus genes, naturalmente ligadas a mim?, pensou. Pela primeira vez, ela sentiu o peso e a doçura de ser mãe; era uma sensação estranha, mas maravilhosa.
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