Capítulo 9

609 Palavras
O carro entrou lentamente no pátio da mansão da família Stone, e só então Alice percebeu a verdadeira extensão da extravagância daquele império. "Mamãe, aquele é o parque de diversões onde brincamos", disse Noah, apontando para uma roda-gigante particular ao longe. "Mamãe, aquele é o ginásio de esgrima onde eu e meu irmão treinamos", acrescentou Theo, indicando um prédio moderno que acabavam de passar. "Mamãe, aquela é a minha sala de piano!", exclamou Mariana , querendo atenção. Alice apenas assentia com um sorriso, mantendo a boca fechada para não deixar o queixo cair. Essas crianças aprendem tudo isso com apenas três anos?, pensou, impressionada. Arthur, por outro lado, estava incomodado com a atenção devota que seus filhos davam àquela mulher. Para ele, ela não parecia ser alguém de confiança. "Uau!", Alice finalmente deixou escapar um suspiro ao chegar ao portal principal da mansão. "Isto é luxuoso demais!" Assim que desceram, as babás levaram as crianças para suas rotinas. Arthur subiu as escadas com sua figura esguia e elegante. Era inegável que ele era um homem belo e poderoso; não era de admirar que Jéssica estivesse desesperada para fisgá-lo. Um mordomo aproximou-se de Alice educadamente: "Senhorita, o Presidente deseja que a senhora vá ao gabinete dele." Alice assentiu e o seguiu. A casa era vasta, mas havia vestígios dos pequenos por toda parte, sugerindo que, apesar da frieza, Arthur era um pai presente. Ela entrou no escritório após o criado bater à porta. "Quanto dinheiro você quer para desaparecer da vida dos meus filhos?" A pergunta foi direta e cortante. Alice sentiu-se insultada imediatamente. Foi a primeira vez que alguém tentou comprar sua dignidade. "Sr. Arthur, é verdade que o senhor tem muito dinheiro, mas nunca pensei em aceitá-lo", respondeu Alice, mantendo a postura, sem humildade nem arrogância. Arthur zombou. Em sua experiência, todas as mulheres tinham um preço. Mas ela era um caso à parte; aquelas crianças carregavam os genes dela. "Conheço muito bem o passado da família Ricie e não pretendo me repetir", disse ele, fixando os olhos nela como se pudesse ler sua alma. "Estou decepcionada", Alice sorriu levemente. "Como meus genes puderam ser comprados por alguém tão frio e implacável? Alguém que só enxerga o mundo através de cifras?" O rosto de Arthur escureceu. Sem dizer uma palavra, ele preencheu um cheque com um valor exorbitante e o jogou sobre a mesa. "Aqui estão dez milhões. Saia daqui agora!" Alice achou a cena patética. Ela caminhou lentamente até a mesa sob o olhar vigilante de Arthur, que pensava: "No fim, elas são todas iguais. O dinheiro resolve tudo." Ela pegou o cheque, olhou o valor e suspirou ironicamente: "Pelo visto, meus óvulos são realmente valiosos para fazer o grande Arthur gastar como se não houvesse amanhã." De repente, a expressão dela mudou. "Arthur, você me subestima!" Com um movimento firme, ela rasgou o cheque em vários pedaços e os atirou no rosto dele. Em seguida, virou-se para sair. Arthur ficou momentaneamente surpreso com a audácia, mas reagiu rápido. Antes que ela pudesse tocar na maçaneta, ouviu-se o clique eletrônico. A porta estava trancada. Alice virou-se, furiosa, encarando o controle remoto na mão dele. "O que exatamente você está tentando fazer?" "Você acha que pode simplesmente entrar aqui e tentar levar meus filhos? Está cansada de viver? Pegue o dinheiro e suma sem fazer barulho, ou então..." "Ou então o quê? Vai me m***r?", desafiou Alice friamente. "Sinto nojo de você ser o pai deles. Não quero te ver nunca mais. Abra essa porta agora!" Nenhuma mulher jamais ousara falar com o presidente do Grupo Stone daquela maneira. Alice sentiu um orgulho amargo por ser a primeira.
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