Brianna
Ele está sentando com uma tigela em minha frente.
Eu estou sentada em frente de Liam em seu misterioso santuário, e ele cozinhou meu jantar.
Ninguém vai acreditar que nada disso aconteceu. Eu poderia muito bem dizer a eles que o lugar parecia uma Boate.
Eu saboriei um pouco do que ele conzinhou. E isso é absolutamente delicioso.
Eu olho boquiaberta para o cara enquanto ele olha para cima.
— p**a merda — eu digo.
— Você realmente fez isso?
— Não tenho certeza se devo me sentir insultado por esse tom.
— Eu sinto muito, isso é apenas... eu achei que você tinha um chef pessoal.
— Eu tenho sim, mas quis dar a ele uma noite de descanso. — Ele interrompe sua refeição.
— Você não gostou?
— Não, não, nada disso, está realmente incrível — eu digo com uma risada estranha.
— Eu só não percebi que você estava me convidando para jantar.
Suas sobrancelhas se elevam.
— O que você pensou que seria então?
— Não sei, quer dizer, está tarde. Quem come às dez?
— Pessoas que trabalham quinze horas por dia.
— Certo. Eu me mexo desajeitadamente na cadeira.
— Quer dizer, acho que eu só imaginei, uh, sabe, você convida uma garota tão tarde — Minhas bochechas ficam vermelhas.
Seus lábios se curvam em um sorriso.
— Você achou que isso era outra coisa?
Merda. Merda, merda, merda. Minhas bochechas ficam vermelhas e queimam. Eu poderia gritar, estou tão mortificada.
— Não, quer dizer, eu presumi que você estava puto comigo, sabe, por causa do meu irmão.
Eu estava com total razão.
O sorriso dele não se move.
— Certo, e então você estava esperando que eu… te repreendesse?
No caminho eu pensei que e ele queria t*****r comigo em troca da vida do meu irmão, eu estava angustiada atoa.
— Sim — eu digo em uma voz muito baixa.
— Isso vem depois. — Seu sorriso é enorme agora enquanto ele gesticula com seu pão. — Coma enquanto ainda está quente. Discutiremos o que você pode fazer por mim em breve.
Eu poderia jantar em paz agora, o que seria perfeito, a comida estava maravilhosa.
Mas não tenho como terminar meu prato. Meu estômago está envergonhado e nervoso, no entanto eu lido com ele dando algumas mordidas. A comida está saborosa. — Ovos de purgatório, ou seja lá como ele chamou. Liam parece extremamente entretido enquanto termina tudo na minha frente, comendo metodicamente e roboticamente, e só então ele serve duas taças de vinho.
Aceito uma, não posso recusar. Eu poderia beber uma garrafa inteira agora mesmo.
— Obrigada — eu digo enquanto ele pega meu prato, sem comentar sobre a quantidade que sobrou.
— Estava bom.
— Fico feliz em saber disso. Não tenho muitas oportunidades de cozinhar. Minha mãe costumava fazer isso quando éramos mais jovens, e é uma comida reconfortante para mim agora. Ele diz tudo isso sem olhar para mim enquanto coloca o prato na pia, endireitando-se um pouco conforme faz.
Tenho a sensação de que essa foi a primeira vez que ele falou sobre si mesmo para um funcionário na história do cassino.
— Sua mãe é realmente legal — Eu digo. — Todos no hotel a amam.
— E ela ama o cassino — ele diz, embora pareça quase sarcástico sobre isso. — Um pouco demais.
— Oh, uh, eu não sabia disso. Quer dizer, eu sabia que ela amava o lugar, mas — Eu fecho minha boca, nem mesmo certa do que estou tentando dizer, e afogo meu constrangimento desconfortável com um grande gole de vinho.
Pegue sua taça, venha comigo!
Ele me estuda por um momento, seu sorriso desaparecendo enquanto a refeição desaparece na geladeira. Assim que os restos são embalados, ele pega sua taça de vinho e gesticula para que eu o siga.
Eu me esforço para descer da cadeira. Quando ele percebe o quão hesitante estou me movendo, ele se aproxima e me oferece sua mão. Eu hesito, mas aceito a ajuda.
— Obrigada — murmuro.
— Cadeiras altas não são fáceis para mim.
Outra coisa que aprendi cedo: não tente fazer esforço demais. Teste meus próprios limites ou vou acabar de cara no chão. Então quando um homem lindo me oferece sua mão, eu não recuso. Sou orgulhoson e sou teimosa pra caramba, mas não sou burra.
Ele não diz nada, apenas me mantém firme. Por um momento, fico ao lado dele, ainda segurando seu braço. Sinto músculos sob sua camisa social e olho fixamente para seu profundo olhos azuis, sinto como se estivesse caindo neles. Ele cheira aos temperos,
mas também especiarias e uísque e um leve almíscar. Há uma sombra em suas bochechas e queixo, e seus lábios carnudos estão pressionados juntos.
Fiquei impressionada novamente com o quão bonito esse homem é.
Ele é grande, atlético, um espécie deus musculoso — ele está sempre neste hotel.
É uma pena que um tipo como ele se mantenha trancado longe do mundo, como se fosse um animal raro que não deveria ser exibido por aí.
— Por aqui — ele diz, leva de volta ao salão principal.
Eu o sigo arrastando os pés. Ele diminui o passo quando percebe que estou ficando para trás. Acabamos voltando para o saguão, e eu olho para as escadas.
— Tem, outro andar? Você sabe, para o quarto?
Suas sobrancelhas se erguem quando ele para.
— Sim, há, e sim, o quarto é lá em cima.
— Os passos são difíceis para mim.
Por que diabos eu disse isso?!
Devo ser a garota mais i****a do mundo. Simplesmente saiu dos meus lábios, sem pensar, meus pensamentos idiotas vomitando entre meus lábios.
Deus, às vezes eu sou a pior de todas.
Seus lábios se abrem em outro sorriso.
— Acho que você pode estar pensando algo errado, Brianna.
— Não, desculpe, estou apenas nervosa e balbuciando — digo rapidamente, levantando as mãos. — Esqueça o que eu disse antes — eu sou a pessoa mais burra do mundo inteiro.
Se eu parasse de pensar em sexo por um segundo e******o, talvez eu pudesse sair dessa com a minha dignidade intacta — embora provavelmente já seja tarde demais para isso.
Seu sorriso cresce.
— Por que você estaria nervosa?
— Meu chefe me convidou para seu apartamento às dez horas da noite para discutir o destino do meu irmão mais velho — Eu digo Inclinando meu queixo acima. — Você pode me culpar por pensar assim? É uma situação incomum.
— Eu terminei de trabalhar de nove e meia. Eu precisei de meia hora para fazer o jantar.
— Você não me disse isso.
— Eu não sabia que deveria ter te falado. — Ele inclina-se mais perto, seu sorriso desaparecendo. — O que você pensou? Que eu não planejo te f***r hoje à noite?
Minha mandíbula se abre perplexa. Meus olhos se arregalam. Mas sim, eu merecia isso.
Sinto um estranho sentimento de que gostaria de ser fudida aqui mesmo, como se eu realmente quisesse que ele fizesse isso.
— Eu não pensei que você fosse… — eu digo, balançando minha cabeça rapidamente. — É que, eu falei com Emilly e ela disse que um convite para às dez horas é um convite de sexo para a maioria dos humanos normais, e eu pensei que…
— Você pensou que eu te chantagiaria em troca de sexo? — Ele cruza seus braços musculosos, sorriso desaparecendo. Inclinando-se para longe de mim.
— Uh — eu digo, sem ter muita certeza de como responder. Já que sim, é bem isso que eu pensei. Quer dizer, eu não usei a palavra chantagem, mas é isso que seria.
Talvez chantagem eu fosse aproveitar, mas isso é constragedor.
— Eu não preciso coagir meus funcionários a t*****r se tudo o que eu quero é sexo — ele diz, balançando a cabeça.
— Eu sou podre de rico, relativamente jovem e moro na p***a de Las Vegas. Se eu quiser sexo, posso ter quando eu precisar. Embora você seja atraente, Srta. Bianna, você está longe de ser o meu tipo.
Dou um passo para trás, totalmente atordoada.
Que p***a foi essa?
Ele disse que eu sou atraente? O Sr. Chase, o solteiro perfeito mais cobiçado no mundo inteiro, me chamou de atraente?
Então ele me jogou de volta ao chão com um movimento impressionante.
— Você também não é meu tipo — eu o repreendo, começando a ficar furiosa. Não sei por que estou tendo essa reação. Nem me importo se ele está a fim de mim ou não — na verdade, é melhor assim.
— Vamos falar sério, você está aí de pé agindo como se estivesse ofendido? Você nem sequer considerou a fofoca que seria por você convidar sua jovem funcionária para seu apartamento particular no meio da noite?
Sua mandíbula se move.
— As pessoas no cassino fofocam demais. Eu queria que nossa conversa fosse entre nós. Este é o único cômodo em todo este prédio que eu posso garantir que é realmente privado.
— Talvez se você me disesse isso, Eu não pensaria assim, p***a me tire daqui!
Ele respira fundo várias vezes. Posso dizer que ele está irritado, mas estou achando difícil ter empatia no momento.
Foi ele que me arrastou até aqui. Foi ele que marcou nosso encontro no meio da noite. Foi ele que fez parecer que estava tirando algo de mim esta noite, algo sério, algo grande, em troca da vida do meu irmão.
Eu pensei que a Emilly podria está certa — eu pensei que ele queria t*****r comigo, p***a eu. Ninguém mencionou a porcaria do ovos de sei lá o quê.
— OK — ele diz com arrogância. — Eu reconheço que você pode está certa por ter pensando isso.
Sua concessão me surpreende, mesmo que seja meia-boca.
— Uau. Sério? Hein. Ok, eu não esperava que você dissesse isso.
— Mas — ele diz, falando por cima de mim.
— Eu não vou me desculpar pela sua mente imunda. Agora, por favor, você pode me seguir para que eu possa te levar para o meu calabouço, te amarrar e te f***r em cada buraco até você implorar por mais?
Minha boca se abre novamente. Como esse cara faz isso? Me chocar até eu ficar em silêncio? Palavras tentam sair da minha garganta, mas eu só consigo fazer um som estranho de grunhido. Estou meio brava, meia zumbindo com um desejo repentino e penetrante.
Então ele ri, balançando a cabeça.
— Não consegui me conter — ele diz, virando-se. — Só estou brincando com você. Venha, vamos para a sacada. Há algo que quero que você veja.
Então ele vai embora, passando pelas portas duplas que levam a um escritório.
Fiquei boquiaberta atrás dele, com a cabeça girando.
Então eu grito furiosa.
— Você é um i****a! — Eu falo atrás dele.
Penso em voltar para o elevador. Ele está bem ali — eu poderia apertar o botão e desaparecer dessa situação psicótica.
Liam está claramente me torturando por diversão.
Mas a vida de Jasper ainda está por um fio, e mesmo que eu esteja tendo uma situação bizarra de flerte e ódio com meu chefe agora, ainda preciso ter uma conversa séria com ele sobre não assassinar nenhum m****o da minha família.
Eu o sigo, não me sentindo feliz, e de certa forma esperando que ele me jogue por cima do parapeito e acabe com meu sofrimento.