Capítulo 8

2570 Palavras
Na manhã seguinte,depois de passar a noite em claro resolvendo o que diria para o cunhado de Marie Adelaide,sem que parecesse ser louca,resolveu que Seguiria sendo Marie Adelaide.viúva de j**k quer dizer lembrava de algumas aulas de historia,e sabia que de fato Marie Adelaide não era de fato casada com o finado capitão e que Juliette era uma bastarda,lembrava também que a vida de uma mulher naquela época era bem difícil especialmente se fosse da plebe e mãe solteira,o que poderia fazer? Talvez Marie Adelaide não visse problema em procurar abrigo com pessoas que nunca vira,mas ela Lana não desperdiçaria sua segunda chance dependendo de outros para coexistir,fora exatamente isso o que fizera e destruíra sua primeira vida,custara-lhe a vida da sua pequena joia Sofia.Levou a pequena Juliette para tomar os primeiros raios de sol. no jardim interno onde foi palco e testemunha seja lá do quê entre ela e o cunhado de Marie. ---Veja minha joia,è lindo.---Sentou num dos bancos de pedra próximo a umas roseiras vermelhas apoiou os braços nas pernas e a criança a posicionou como se olhasse para ela recebendo os primeiros raios de sol. ---Precisamos conversar minha flor. não poderia continuar ali,não havia sentido recomeçaria sua vida,depois mandaria uma nota,para que se o conde quisesse visitar a sobrinha.  (3 MESES DEPOIS)  Lana sob o nome de Lana New Hause sentou na simples cadeira pegou o jornal com uma mão e com a outra pegou uma maçã de forma displicente,mordeu e começou a digerir as informações do jornal era do dia anterior,mas estava valendo,Jornal New castle,leu em voz alta imposto de rendimento...fugitivo...coluna social,em destaque o noivado do conde de Wessex Lord August James Benjamim Soundwell Dixon Moutt e a Lady Emilly Beatrice Dundourne stephenson,suspirou havia literalmente fugido. "Na manhã seguinte ao inesperado beijo Lana resolvera correr o risco e contar toda a improvável verdade de quem era,talvez estivesse sendo uma tola romantica,mas talvez...Seus pensamentos foram interrompidos por duas vozes masculinas uma era de August e outra de ...Não sabia, ---Edmund,a razão me diz para livrar-se dela e da criança como mamãe e minhas irmãs exigem ---Seria de fato um grande escândalo para a memoria de j**k,uma criança...Bastarda?!Qual plano? August suspirou desanimado,pela primeira vez na vida não sabia o que decidir,se Marie Adelaide ficasse seria perigoso para ela filha de ilustres traidores da coroa da França além da sua mãe e irmãs que fariam a vida dela um inferno,Se ela partisse...Tudo perderia a cor! Lana por sua vez estava indignada,sua missão era cuidar de Juliette e não permitiria que a criança sofresse o desamor e frieza de uma família que não a deseja,sabia mais que ninguém que uma bela e ornamentada casa sem amor era apenas uma casa,não foi capaz de proteger Sofia,mas com Juliette seria diferente,se prometeu. Fez amizade com sua camareira, expos seu problema e a mulher a indicou uma agência de empregos,usou o ouro que o capitão a dera,alugou um pequeno quarto na pensão da tia da amiga da prima de Lucy a camareira,a mulher adorava crianças . Por um xelim a mais a dona da pensão ficava com Juliette até que retornasse do trabalho,a vida nessa segunda chance não era nada facíl, um desafio diário,o Conde de Wessex ficara a milhas de distancia na realidade em outro mundo,a chance de encontra-lo eram praticamente nulas,descobrira muitas peculiaridades em Londres do inicio do século dezenove,estava vivendo em pleno inicio da era industrial,era muito trabalho,muita exploração para pouco dinheiro,conseguiu comprar dois vestidos de algodão,porque os belos e bonitos não pegou nenhum,a única coisa que levou consigo foi o enxoval de Juliette,deixara-o escrito algumas verdades ...e um agradecimento. Precisava lembrar que estava em uma sociedade onde cada um vivia em seu lugar,na sua classe e mesmo os ricos que não vinha das famílias nobres eram m*l quistos,eram aceitos por seus bolsos,mas uma criança nascida fora do "santo" matrimonio,onde a maioria de cada nobre cônjuge,tinham seus amantes,eram abandonadas a própria sorte,até entre a classe mais pobre havia preceitos e morais familiares fortíssimo,era agora auto intitulada viúva de um soldado raso . Alguém bateu a porta do seu quarto era a senhora Isabel Bran,viúva dona da pensão trazia consigo uma dormecida Juliette. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- August tinha procurado a viúva do irmão,contratado detetives e ninguém as encontrou,e corria a boca pequena que tinha um bastardo,sentia-se m*l por ela ter ouvido aquela desastrosa conversa,passou a chave na porta do quarto e pegara a sua leitura de todas as noites,com a chave abriu a gaveta do criado mudo,tirou o caderno de couro e a chave,Marie tinha deixado no seu quarto junto com uma carta "August a mim pouco importa seus inúmeros títulos nem a riqueza e posição da sua família,com a morte de j**k nossos frágeis vínculos não existem,não o obrigarei a responsabilizar-se por nós,sei cuidar de mim ou melhor de nós,não admitirei que minha querida Juliette cresça num lugar onde não conhecerá o amor,me assegurarei que terá um lar,simples mas um lar,quando me estabelecer prometo que envio meu endereço,é um bom homem agradeço por tudo que fez por nós,como um último e não menos importante favor peço que mantenha nossa existência em segredo como sua mãe deseja,é melhor assim. Ps. lembrei de quem sou! Vi j**k momentos antes de tudo...Ele pediu para te dizer que o amava e pedia desculpas,tenho certeza que você deu o seu melhor, Deixo-lhe meu diário e assim devolvo um pouco do seu irmão, são pensamentos íntimos,mas já não importa a mulher desse diário morreu no mesmo dia que seu amado. Tenha uma boa vida! Adeus" A breve nota acabava sem nehuma assinatura. Ás paginas que falavam das conversas detalhadas de j**k foram como bálsamo em feridas,e a perca do irmão se tornou suportávelporém encontra-las tornara-se uma obsessão! Os dias de Roseline eram tediosos e solitários,quando August estava em casa tinha companhia para jogar xadrez,ler...Já fazia meses que o irmão vinha poucas vezes em casa,não o culpava tinha direito de ter uma vida,o que não confessava a ninguém,e tão pouco diria a seu irmão era que,inválida como era seria um peso pouco aceito na casa principal pela futura esposa de seu irmão,Lady Beatrice,não era tão c***l quanto sua mãe e irmãs,mas nas entrelinha já deixará claro,que a casa principal depois do casamento seria a da cidade,com doces palavras já a convidara a permanecer no campo, "---Querida Roseline,após o casamento eu e seu irmão permaneceremos,na capital,mas não se preocupe,contrataremos uma boa acompanhante,Sei que o campo para você é mais tranquilo e melhor para sua saúde,não precisa sacrificar,sua frágil saúde por nós.E se sentir solitária poderá sempre visitar suas outras irmãs e mãe! Roseline forço um sorriso,com delicadeza colocou a xícara de chá na mesinha ao lado da sua cadeira de rodas. ---Que gentil da sua parte Beatrice!---Tinha vontade de gritar para aquela b***a enfeitada,que não tinha o direito de isola-la daquela forma,que não era uma i****a,apenas uma aleijada,mas sua natureza tola a impedia e tudo o que fez foi sorrir em tácita aceitação. Eram termos femininos,era melhor viver ali isolada do que nas garras de sua (doce) mãe,aquela ameaça velada fez as mãos tremerem, após o acidente viveu sob guarda da sua querida mãe,ao se recuperar dos ferimentos e os médicos não entenderem porque mesmo que não tenha quebrado a coluna,não andava foi levada ao sanatório,para o que havia de mais moderno em questão de saúde mental,a coluna não estava quebrada então é coisa da cabeça não andar,ela esqueceu como anda esse fora o laudo médico. A mãe ralhou com ela depois a enviou para uma novidade (não é um hospício)A mãe dissera,è um manicômio,Nome novo para velhas torturas,pensou amarga Roseline,tinha sido um convento,médicos seguidores de novos métodos,aprendidos na França com um célebre médico Doutor Phillipe Pinel,foi colocada em cadeiras que giravam tanto e tão rápido que algumas vezes a fizeram desmaiar,era arrastada pelos braços por mão rudes que a ladeavam, suas pernas um peso morto,apesar de senti-las elas não a obedeciam. O lugar de corredores e pavilhões era dividido por classe social,nunca fora levada pelas pesadas portas que dava para ala leste dos escuros corredores,mas em seu caminho,também não encontrou docéis salas,o alimento eram servidos em pratos e copos de metal,quase sempre m*l lavados ou sujos,as pesadas mesas de nogueiras e seus bancos a hora da esquálida refeição sentavam as mulheres mentecaptas. Loucas ou não eram mantidas ali por suas ricas e nobres familias,conheceu uma que foi parar ali por ter engravidado antes do casamento,a familia para livrar-se do escanda-lo a jogou ali e nunca mais voltou,apenas os cheques chegavam a direção,como lembrete de sua condenação,ela estava dolorosamente tão lúcida quanto Roseline,sempre que podiam se falavam,quando eram levadas para o pátio aberto para tomarem banho de sol. Roseline,era como sempre arrastada,se recusavam a deixarem usar uma cadeira com rodas de madeira precisava lembrar como andar a diziam,Beth esse era seu nome,de fato enlouqueceu após levarem seu bêbê natimorto,aquele lugar gritava crueldade,todos os seus direitos foram-lhe tirado,junto com sua capacidade de andar,sabia apenas se era dia ou noite,pela claridade que vinha das altas janelas,tão altas que não dava para ver nada,as portas eram duplas pensadas para passar com um ou dois seres fora de si. Havia também os cadeirões,com argolas de ferro,mesmo ela que não podia andar,algumas vezes fora algemada neles,(mesmo nobres,precisam de correntes,contrário o que fora pensam)Recitava um agente enquanto passava-lhe as correntes nos mortos tornozelo-los,ali desenvolveu pavor por lugares fechados,não esqueceria nunca após uma sessão fracassada o doutor frustrado a mandara uma semana para uma sela para ficar só com os pensamentos e lembrar como se andava,havia ratos e sujeira,ninguém se apiedou dos seus gritos de medo e terror,ainda tinha pesadelos terríveis ditados daqueles negros dias,estava de fato meio louca quando August chegou de Portugal o pai estava morto,ele era o chefe da família..." Lady Beatrice após perceber que conversava com a louça do chá suspirou impaciente,a garota era meio louca,de forma leve mas era fato era uma demente,só ficava tranquila pelos futuros herdeiros,porque a demência de Roseline foi depois do acidente que matara o pai,o noivo e quase a própria Roseline,a olhou e pensou(Teria sido melhor se também tivesse sucumbido,agora era um estorvo a ser administrado,que a esperta da mãe deixou nas costas do meu august Lana olhava pela janela de vidro da pequena pensão,suspirou, precisava partir,não tinha entrado em contato com o tio da criança, August ou melhor Sir August conde de Wessex,porque ainda não estava em um lar,lar! A lágrima teimosa escorreu,sentiu saudades do irmão que nunca mais veria,estava morto para ela da mesma forma que ela para ele,partiu sem ter tido a chance de se despedir da forma certa,não lamentava a vida perdida,por que não havia nada lá,apenas solidão. Lembrou do seu passado,dos erros,chegou a conclusão que fora tola e mimada por toda a vida,sempre dependendo de alguém,Perdeu tudo por deixar que outro tomasse todas as decisões,para ela estava bom se o marido tomasse as decisões,se seus desejos fossem atendidos tudo estava bem,e fora isso que césar fez,até mesmo a filha Sofia foi fruto do seu querer e ele cedeu mesmo já dando indícios que estava farto dela e de suas infantilidades,tudo ruiu em parte era sua culpa,até mesmo o acidente. "---Nessas férias vamos a Itália,depois levaremos Sofia na Disney!---Lana anunciou ao calado marido. ----Cala a boca Lana---O celular tocou---d***a--- César esbravejou---Bateu no volante e falou de forma ríspida ---Você não pode ir a lugar algum!---Falou descontrolado. ---Porque?--- Lana perguntou tentando manter a calma diante da atitude aparentemente sem propósito do marido--- Tem outro planos?---Sorriu para quebrar o clima tenso e brincou---Já sei resolveu nos levar a Russia... ----Acabou!---Falou sucinto ---Andou bebendo de novo?---Lana perguntou,estava começando a se preocupar, seu mundo cor de rosa vez ou outra andava ficando purpura,César Era carinhoso,mas andava distante e monossilábico,mesmo quando faziam amor ele estava...Diferente ---Você esta ouvindo?---Gritou e acelerou,acordou a pequena que assustada começou a chorar ---O celular dele tocou---Os credores me ligam a cada dez minutos---outro t**a no volante e acelerou mais. ----Para! esta muito rápido,e as pistas estão molhadas...--- pediu perdendo a calma enquanto Entregava o chocalho que acendia as luzinhas na medida que balançava ,a criança pegou o brinquedo se calando como por mágica  O telefone dele tocou novamente,a jovem mulher com raiva da atitude grosseira do marido atendeu e colocou no viva voz ---Amor---Uma voz sexy e languida ronronou do outro lado da linha,ouve silencio ---Está dirigindo?você esqueceu suas chaves aqui no meu apartamento,estou com saudades,inventa uma desculpa e volta pra mim. ----Andressa depois te ligo!--- desviou a atenção da pista,com a mão livre tomou o celular da mão da esposa de forma brusca e Desligou rápido---Eu posso explicar... -Pare esse carro quero descer agora!---Lana gritou,a pequena Sofia que estava no bebe conforto atras recomeçou a chorar,César tinha bebido mais cedo na casa da amante e foi buscar a mulher e a filha no Shopping,maldição,ele estava falido,não sabia como contar que perdera tudo num negócio arriscado,deu uma sacada errada,(A chuva torrencial começou sem aviso)em um cruzamento um caminhão avançou o sinal vermelho tudo foi muito rápido,e para Lana tudo mudou mais rápido ainda,em um só instante perdeu tudo e todo seu mundo se quebrou."   A dona da pensão entrou na simples porém limpa sala. sala essa que fazia as vezes também de saguão,ali existia um pequeno birô de madeira de frente para a porta de entrada com uma cadeira de madeira de cada lado,era a recepção.Diante da lareira duas poltronas de tecido desbotado e uma mesinha de centro ao lado da porta uma janela de vidro com cortinas brancas onde a jovem mãe ninava o bebe,que chupava o gordo dedinho enquanto adormecia,com a mão livre a moça enxugou uma lágrima solitária. Sua hóspede trajava um simples vestido de algodão florido,campo bege e miúdas flores azuis,o belo cabelo de um castanho com reflexos avermelhados , amarrados em um frouxo coque,dizia ser uma francesa viúva,francesa de fato era,Isabel era também francesa filha de franceses huguenotes não tinha sotaque algum,mas o reconhecia, a jovem lembrava seus pais enquanto fugiam. Isabel Bran já vivera muitos verões e muitos invernos,teve a ideia de transformar sua pequena casa em uma pensão para mulheres de respeito,por viver muito só e claro precisar do dinheiro,já conhecera muitas jovens e muitas historias,a moça dizia-se viúva,não havia duvidas que aquele jovem coração estava em luto,mas também era certo que havia muito mistério,na origem daquela criança,a viúva Bran era esperta e reconhecia um bastardo longe,como não?  se...sua pequena Gina foi uma,para proteger a criança mudou-se da sua cidade, alegou viuvez,mas a pequena foi levada para os verdes campos do senhor sendo ainda um bebê,a vida andou,casou,mas não teve mais a graça da riqueza de ter outro bebê em seus braços,agora com quarenta e cinco anos,o amor não era para ela. A dona da pensão queria bem a jovem, se sua filha tivesse sobrevivido teria aquela idade,talvez já fosse mãe... Isabel Para sobreviver a suas perdas aprendeu a olhar sempre para frente,apenas muito de vez em quando o passado chegava assim,como aquele momento. Endurecida pela vida aprendeu a não mais chorar,precisava conversar com a jovem,oferecer-lhe algums conselhos,ensinar a juntar os pedaços que sobram para um sobrevivente,Se suas observações estavam certa aquela jovem no minimo já havia pertencido a nobreza e era protegida até a pouco tempo pelo pai da criança não era dada a mexericos mais Genoveva uma de suas hóspedes,dissera que entre os nobres corria o boato de que o criado pessoal do conde de Wessex que estava publicamente noivo procurava de forma discreta uma moça francesa com uma criança de poucos meses.
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