Capítulo 6

1664 Palavras
August levantou-se saiu de trás do gabinete para recebe-la, não quis admitir que sentiu seu coração b*******a ou duas batidas mais rápido, nem que seus olhos brilharam um pouco mais. Como um homem podia ser tão lindo? Seu coração acelerou sem aviso, borboletas revoaram em seu estômago. Você é casada e este é seu cunhado, repreendeu-se. Para disfarçar seus sentimentos e pensamentos desencontrados sorriu e rodopiou ao mesmo tempo que perguntava--- Como estou? --- Parou o rodopio desequilibrando-se.  August a impediu de cair segurando-a pela cintura. ---Magnifíca- August respondeu com sinceridade. Lana ergueu um pouco a cabeça, August inclinou-se, ficaram presos no olhar um do outro, o crepitar do fogo na lareira, era o único som ouvinte naquela sala, os dois cada um com seus motivos debatiam-se a um centímetro e ao mesmo tempo um mundo de obstáculo. Ambos recuperaram o controle ao mesmo tempo. Relutantes e decididos se afastaram ignorando o momento. Ele a largou como se o contato com o corpo delicado e o perfume suave o queimasse, ela continuou parada no mesmo lugar, por instantes sem ação ficou assim parada olhando-o fixamente, encarando tentando entender o que sentia sabia que estava perdida em seus pensamentos e sua vazia memória. ---P-preciso falar-lhe --- Lana sabia que precisavam conversar, sentia-se perdida, não sabia o que fazer e a quem recorrer, só tinha a ele em um país estranho, era o mais próximo de um amigo ou família um nobre desconhecido irmão de um marido que não lembrava direito quem era, pelo diário em seu passado também não havia a ninguém a quem recorrer, tragou saliva o que seria de sua filha e dela própria num mundo com costumes que não conhecia (ou não lembrava)? --- Também tenho algo que tratar com você---August indicou o sofá próximo a lareira, respirou fundo, como daria aquela notícia? Em um átimo de necessidade de um pouco mais de tempo falou---Fale primeiro, o que tenho a dizer pode esperar um instante mais. As lágrimas m*l represadas, desciam silenciosa pelas faces delicadas. --- Preciso da sua ajuda, me desculpe incomodar--- Lana respirou fundo, mesmo sem lembrar tinha certeza que não era usual em sua vida pedir ajuda a estranhos. --- Eu, eu preciso de um emprego para poder esperar j**k voltar não posso indefinidamente incomodar sua vida, e... como direi isso? Algo aconteceu comigo, não lembro de nada, perdi a memória, minhas lembranças estão perdidas em uma espessa neblina, m*l consigo me lembrar de j**k, lembro da voz, dos olhos, parecidos com os seus, depois... é como se minha vida começasse no navio do capitão Bob, tudo que sei sobre mim, sobre nós é por causa de um diário que encontrei em minhas coisas. August ficou em choque, e agora? Não seria c***l de mais dar essa notícia neste momento? Pensava que ela tinha perdido poucas lembranças, mas... ---O quanto você não lembra da vida cotidiana? ---De quase tudo.--- Lana suspirou sentindo-se afogar--- As vezes é como se eu tivesse aprendendo agora, o capitão Bob me explicou sobre a forma de governo, como usar o dinheiro, sobre os direitos da mulher, nesse mundo desconhecido é muito complicado, não poder ter o mesmo trabalho que os homens! Pegou o saquinho com dinheiro que o marido e o capitão haviam dado. È tudo o que tenho, mas não conheço o lugar para procurar uma casa, ou um quarto... August não resistiu e enxugou uma das lágrimas que rolavam na face de anjo... vozes feminina vindas do corredor quebrou o encanto August se recriminava o que estava pensando ela foi a esposa do seu irmão,ainda carregava no dedo a aliança,e... ---Jonas tenho uma audiência urgente com a "irmã" do conde, pode ir dormir,não demorarei---Beatrice sorriu como se tivesse dito uma divertida piada era uma feliz viùva que era amiga,muito amiga da "irmã" do conde de Wessex,o fato é que passava pela doente,falava uma meia duzia de palavras e a criatura pedia para retirar-se,assim se tornaram bons amigos,previa um novo casamento ,condessa de Wessex,Lady Beatrice,soava bem,muito bem... ---...M-Mas milayde...---A porta se abriu e fechou deixando fora um desconcertado mordomo e dentro uma boneca de porcelana,o cheiro de perfume caro se espalhou pelo ar,uma elegante dama de s***s voluptuosos quase pulando do decote quadrado do vestido azul escuro,que insinuava cada curva da cintura fina até a silhueta perdesse no cair das saias do vestido,o cabelo cacheado e castanho num coque semi preso,caia pelos delgados ombros.Para Lana a mulher parecia uma boneca de porcelana que tinha ganhado vida. ---Ou meu querido vim assim que soube que sua irmã o abandonou sozinho--- Beatrice deliberadamente iguinorando a presença de Lana, intepestuosamente foi até August,o beijou como se fizesse mais que duas noite que estivera com ele,se jogando nos braços dele o obrigando a se equilibrar nela para ambos não cairem.sem solta-lo ainda jogando peso sobre ele acariciava o firme maxilar Beatrice, era bela,uma viúva muito prática excelente dama da sociedade,nada enfadonha,August pensava em pedi-la em casamento em breve,não acreditava em amor romantico,e Beatrice daria uma ótima condessa e mãe para os possiveis filhos e herdeiro,seria mais que o seu pobre pai tivera com a mãe,uma bela debutante da época. ---Beatrice! ---Ann parece tão chateado...---Falou esfregando a ponta do nariz arrebitado no rosto de August, ---Beatrice! --- Conseguiu pegar nos braços da mulher e afasta-la um pouco,conseguindo captar um pouco da atenção da lasciva criatura,isso sempre funcionava com ele,aquele olhar,mas não naquele constrangedor momento,a um instante estava quase beijando sua cunhada e no outro estava nos braços de outra na frente dela,o que pensaria dele? ---Os poucos e ínfimos momentos de êxtase que sentiu nos braços do belo August,se transformaram  em constrangimento.---Enxugou rapidamente as lágrimas, levantou-se. August pigarreou, se afastou um pouco mais de Beatrice,tentou dar um ar de normalidade a situação. ---Beatrice, essa é...--- Beatrice analisou sem disfarçar a curiosidade sobre a bela estranha,levava os cabelos meio presos,e apesar do vestido comportado,evidenciava belas curvas femininas,que escandalosa e atrevida,não usava espartilho. ---...Sou Marie Adelaide, esposa do capitão Jack.--- Lana se apresentou com aquele nome que soava-lhe estranho aos próprios ouvidos apesar de ser seu. Acentuou a informação sobre ser a esposa do capitão j**k na tentativa falha de lembrar a si quem era. Suspirou com um misto de contrariedade e agradecimento olhando para a mulher com ar possessivo ao lado de August, sendo sincera consigo mesma se a vaca de porcelana não tivesse entrado,certamente não tinha parado em poucos beijos,pensou maldosa ao mesmo tempo se repreendeu em que estava pensando?ou não pensando,o pobre j**k não merecia isso,lá em meio a guerra,arriscou-se para tira-la de lá,e como retribuia?Perguntou-se decepcionada com o próprio caráter. Beatrice, recuperou-se logo. --- Encantada sou Viscondessa viúva Barfknecht, mas pode me chamar de Lady Beatrice.Não sabia que o capitão tinha obtido matrimônio antes de falecer! ---Olhou inquisidora para seu pretenso futuro marido, estava curiosa para saber como seu querido August, iria apresenta-la,diante de tão vexatório.... Fez uma graciosa reverencia, quem era aquela criatura?Alguma camponesa que o desafortunado j**k arranjou na guerra?---Lamento,o que ocorreu.---A graciosa criatura falou com pesar. ---Lamenta?!---Perguntou sem querer compreender, as palavras chegaram pesadas para serem processadas era como se o significado delas não fizessem sentido, falecer?Morrer? j**k estava m-morto? Tinha que ser mentira sentiu o chão ser arrancado de seus pés, a primeira pergunta que veio a sua mente o que faria? Olhou para August procurando uma resposta o olhar dele estava brilhante de lágrimas contidas e seu sentimento fou querer conforta-lo por sua dor, em seu íntimo é como nunca tivesse conhecido j**k. Baixou a vista, estava totalmente perdida, tinha que sair dali para pensar e agir, precisava se afastar daquele lugar o quanto antes. August se desprendeu de Beatrice e foi ao encontro de Marie ela estava em choque ajudo-a a voltar para a poltrona em que estava sentada. ---Ò querida você está bem?---Beatrice fingiu empatia, tentando entender a situação era óbvio que August e a pretensa viúva estavam quase aos beijos.Isso não era bom! August serviu um licor para Marie, que seguia sentada olhando para as mãos, parecia ter se transformado em uma estátua de cera. Ela não esboçou reação, o lorde ajoelhou-se em sua frente, tentando chamar-lhe a atenção. Sem sucesso, tomou-lhe as mãos frias e trêmulas nas suas. “---Minha flor francesa, te amei desde que a vi pela primeira vez---Acariciou o rosto delicado, obrigado, por me presentear com vida, me ensinar a viver--- Os sons da batalha se encontravam cada vez mais perto, abreviando a despedida... O jovem capitão olhou atentamente para a filha era tão delicada e fofinha ---Juliette, tenha uma boa vida filha papai te ama---Suas mãos estavam sujas de sangue, ou cheias de vida? Não sabia diferenciar naquele momento.Beijou a face delicada da filha e devolveu para a mãe, beijou a esposa e munindo-se das última forças se levantou, deixando atrás de si, sua vida, seus sonhos e seu amor... ... ---"Au revoir mon amour!"(adeus meu amor). Marie viu seu marido descer da barca, cambaleante subir no cavalo preso no cais e sumir para sempre na neblina do amanhecer...”   Lembrou, mas era como se não fosse com ela, era como se assistisse de algum lugar aquele cenário triste, na época também estava terrivelmente triste, tanto que desejou a morte, tinha muito mais a lembrar mas tudo seguia encerrado em espessa neblina.   ---Estavamos ambos morrendo, queria que j**k chegasse para ficar com nossa filha, o parto foi tão difícil eu sabia que não resistiria...Mas ele estava ferido, gravemente ferido, não queria morrer desonrado, eu não podia contar que também estava partindo, ele não merecia isso...   August ficou em silêncio, o choque a estava fazendo recuperar a memória... Lana sentia-se perdida,a esperança dita em seu diário era Jack.Não havia mais ninguém com quem contar,apenas Juliette,o que seria da sua pequena? August esperou que as lágrimas e os gritos tão tipicos femininos chegassem aos seus ouvidos,mas o que viu foi mais aterrador e mais profundo, um olhar perdido em desespero.esse olhar só havia visto na sua irmã quando conscientizou-se que não podia mais andar.
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