Capítulo 18

1140 Palavras
August contemplava a esposa que espreguiçava-se ao sol, Juliette o vira e correu com seus passinhos trôpegos para ele ---Papa! Pegou a pequena nos braços e a rodopiou ---August---Ela também correu para ele, e como sempre ambos perderam-se na alma um do outro,perdidos assim,negando o inegável,foi o beijo de Juliette que os tirou do transe ---O rei nos mandou um convite... ---O rei? ---Sabe o que significa? ---August perguntou. ---Que o rei nos convidou ---Deu de ombros sorrindo, fazendo troça ---significa que ele nos aceitou, e sendo assim senhora condessa de Wessex, ninguém ousará distratar a você ou a Juliete---A abraçou com o braço livre. ---Obrigada! August---Ergueu a cabeça e na ponta dos pés beijou o queixo quadrado e sexy do amigo e marido. Juliette voltou para seus jogos de criança com Meg e o casal foi para a biblioteca, August sentou na escrivaninha e Lana jogou-se na poltrona próxima a janela, pegou alguns envelopes na mesinha ao lado. ---August advinha quem escreveu? ---Não sei... ---Minha amiga a viúva Isabel Bran,sabe quem esta com pensamentos românticos com ela... ---O capitão! ---Ora não vale, levantou sorrindo fingindo zanga,abriu as portas francesas que dava para um dos jardins---Que lindo!Inspirou,expirou olhou para August,tão lindo,sério e compenetrado,por impulso parou em frente a mesa dele e ficou o encarando ---O que foi! ---Esta tão sério, senhor meu marido! ---Foi para traz da cadeira e começou a massagear os ombros largos e musculosos do lorde. O cheiro de jasmins tão característico de Marie, a suavidade das suas mãos, o calor dos delicados dedos, August não resistiu a puxou para o colo e assim se renderam as forças que os atraia e os arrastava desde o primeiro momento. ---Nós não podemos! ---Disse August conseguindo suspirar, sem nunca larga-la. ---Porque?!---Lana perguntou de forma provocadora, diante do embaraço de Marie meio hipnotizado August---Negou com a cabeça enquanto seu corpo teimava contra sua razão saboreando de forma calma os formosos lábios da sua flor francesa com pequenos e delicados mordiscos. ---Não quero causar danos a sua saúde---Falou usando toda a força de vontade a tirou do colo, Lana riu de forma enigmática, sim partiria, mas, não antes de provar de alguns momentos de prazer,foi até a porta da biblioteca fechou a chave,August como criança perto de um prato de doce a olhava. ---O..O que esta fazendo? ---Tragou saliva ---O que eu e você desejamos desde o primeiro momento que nos vimos...---Falou saindo de dentro do vestido, Lana sabia que seus dias estavam contados, viveria intensamente e não se lamentaria, não era porque não recebesse o amor verdadeiro é que morreria amarga. ---Eu...Eu...---August perdera a capacidade de raciocínio, aproximou-se com um misto de desejo e..não quis parar para assimilar o segundo sentimento e concentrar-se apenas na luxúria do momento, beijaram-se com sofreguidão, tombando seus corpos e suas vontades no tapete próximo a lareira apagada, os raios de sol da tarde como testemunhas do casal e o leve farfalhar das rosas do jardim de inverno como testemunhas. ----------------------------- Lana(Marie) observava o baile de uma sacada a orquestra tocava,os pares dançavam,parecia estar diante de um filme de época,tão absorta estava que não viu a sogra se aproximar,viu uma chance de ouro quando é que teria a chance antes de partir de usar seu poder na megera?Era super protetora sim,não poder estar presente na vida da pequena Juliette a estava fazendo sofrer milhões de vezes mais...e ainda uma avó tão seca como a mulher ao seu lado... ---Porque meu filho casou com você? ---A mulher mais velha cuspiu as palavras,quem olhasse de longe era apenas duas damas da sociedade conversando amigavelmente ---Porque não casaria?---Tocou o ombro da mulher tirando um cisco imaginário do ombro da elegante senhora.Nesta fração de segundo Lana agora Marie viu,memórias antigas dores e frustrações cicatrizadas na alma da mulher a sua frente,uma jovem obrigada a casar por conveniência,um Lord de coração entristecido pela perca de uma jovem camponesa,a única mulher que amou,esperando a bela Lady no altar dizendo sim,cenas de um casamento frio,uma mulher ressentida porque só os filhos recebiam atenção do pai,carência,amantes nunca ter conhecido o amor,ser valorizada de fato mais que um bem,uma peça luxuosa da mobília de um Lord,viu também uma mulher que agora recebia devotado amor do atual marido. ---...Você uma mendigazinha... ---Eles não tem culpa se para seu falecido marido a única coisa que aquecia o coração dele eram os filhos!---Essa frase calou a boca da mulher que a olhava de forma assustada,esquecendo a compostura arrastou a nora para o reservado,podiam vê-las mas não ouvi-las ---D-do que esta faalando ramei... ---Do seu passado,do seu presente e do seu futuro, minha querida sogra estava tão cega na sua dor e esta tão cega na sua frustração,pode ter tudo agora,tem um marido que a ama,aceite o amor dele,tem filhos que apesar de adultos estão carentes,August e Roseline são distantes por sua conduta e as outras coitadas precisam tanto da sua aprovação que a imitam em tudo até na amargura... ---C-como ousa falar comigo desta forma, uma... ---A mãe da sua neta, filha de j**k, para ele é tarde,mas ame a filha dele,devote amor e receberá em dobro,o amor querida sogra é algo,mágico quanto mais dividimos,multiplica-se,mas se o guardamos só para nós ele definha,não é tarde... A velha lady chorava, aquela garota estranha dissera tudo que não admitia,com elegância enxugou a umidade dos olhos com um lenço de renda e sem dizer palavra deu as costas e saiu. Lana suspirou se recostou no batente de madeira adornado com flores olhou para o luar,usar aquela estranha mágica a exauria,mas o tempo acabava precisava deixar a casa organizada para Juliette. ---Enfim encontrei a flor mais bela do baile---Galanteou August,se aproximando.Me concede uma dança milady---Falou fazendo uma mesura,a conduzindo para baixo para o salão de baile,a música tocava e os dois unidos corpo,alma e coração rodopiavam esquecidos do mundo perdidos nos mistérios da alma um do outro,a música cessou a dança acabou e o casal saíram de braços dados para o jardim Rana e Runa conversavam do plano mágico, observando Lana dançar com o marido: ---Formam um lindo casal!---Suspirou Rana ---É frustrante, o tempo dela acaba em cinco luas e esse palerma... ---Você me deve uma intromissão,lembra do que fez,da rosa que deu para minha protegida? ---Mas uma intromissão? Se não me engano foi você que usou o óleo...---Justificou Rana,irritada ---Eu estava errada,feliz?---Confessou a um só fôlego a mais velhas das irmãs---Graças a essa menina,talvez possamos ter nossa irmã de volta... Se... O que posso fazer?---Runa pensou alto ---Isso irmã,não sei. Tudo o que podia e não podia fazer, eu já fiz (a druida ruiva lembrou de quando falou com o humano entregando um enigma e até uma ampulheta) ---As vezes um coração incrédulo,precisa de um incentivo para crer...---Runa falou enigmática ---Pelo Grande Carvalho Runa,essa b***a não crerá em nada,veja---Rana falou exasperada. Apontou para o casal que conversava agora ao luar."
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR