Continuou August exasperado e frustrado---Podemos voltar ao assunto principal?!
Edmund pigarreou e voltou a seriedade do momento, continuou suas reflexões em voz alta
---Talvez as minhas respostas estejam no "do nada" revelado pela mocinha que acompanha Juliete.
---Não entendi! ---Roseline falou, Edmund não conseguia resistir em ver a expressão de contrariedade que deixava os olhos dela de uma cor bem definida...
---Talvez milady devesse sair da sala, com seus ouvidos sensíveis---Espetou
---fale logo doutor, exijo---ordenou a lady.
---Suponho que esse" do nada”, sejam manifestações de pequenas hemorragias nas regras da mãe da pequena Juliete.
Rose ficou vermelha como uma bela rosa, pensou o médico!
Lana acordou com cólicas, terríveis, cólicas menstruais, e uma dor de cabeça terrível uma ressaca sem bebida ninguém merecia, pensou!
Teve um sonho, sem abrir os olhos puxou pela memória aquelas vivências como um sonho que sabemos que tivemos, mas não nos lembramos dos detalhes, mentalmente refez seus passos até aquele momento, tentando ignorar a sensação de m*l estar geral,a dor de cabeça era terrível, desistiu.Uma enxaqueca enorme das que não tinha a anos explodiu em toda sua glória lamentou-se.
August estava sentado na poltrona ao lado da cama, observando a face descorada e inocente da misteriosa adormecida, no meio dos brancos lençóis parecia ainda mais pálida, m*l conhecia a mulher, porque aquele sentimento de perca e.... dor!?O engolia mesmo que não admite-se.
O sol entrava pelas janelas não alcançava a cama que Marie estava adormecida mas iluminava-lhe cada traço.
As criadas a mando de Edmund, médico com métodos inovadores deixou ordem expressa para manter a higiene da moça, como se estivesse acordada, a principio as criadas mais velhas resistiram,até qe August nada educado as mandou obedece-lo,as mulheres levaram tão a sério,a ameaça de demissão que escovara-lhe até os cabelos fazendo uma trança lateral,cheirava a Jasmins,havia algo de especial na estranha,ela conseguira com sua irmã o que chamavam de milagre,se ele acreditasse em Deus,diria o mesmo.
Apesar da vontade de continuar de olhos fechados, padecendo da maldita enxaqueca precisava levantar e fazer sua higiene matinal (não lembrava de muita coisa do dia anterior, apenas tivera uma ideia louca de conectar-se com a árvore, depois...acordara,como chegou a cabana?Porque a cama parecia mais macia?Só teria respostas se criasse coragem para enfrentar a luz do sol que insistia em passar por suas pálpebras fechadas.---Gemeu.
Um gemido escapou dos deliciosos lábios, August querendo acreditar e com medo de crer que a jovem mãe estava voltando a consciência, não se moveu olhando para o anjo que criava vida...
---AI! Maldição dos infernos...--- Lana Praguejou, porque que a voz estava tão débil? assustou-se sem entender o que se passava com o próprio corpo, seria o veneno mágico?
August resolveu chamar Edmund imediatamente, ela estava acordando, saiu em silencio apesar da urgência, se deteve na porta e olhou uma vez mais para a jovem...
Lana gemeu ao sentir o grande fluxo menstrual que chegou e sua chance de ficar na cama se esvaneceu com a chegada do sangramento, sofria com pólipo uterino, era hereditário,aquelas pequenas intensas e dolorosas hemorragias chamadas menstruação era exasperante!
Bufou junto com outro gemido,e mais fluxo,enfrentou a dor de abrir os olhos,a surpresa fora tanta,onde estava?Na casa de Roseline?Porque?As perguntas perderam sua importância ao imaginar a vergonha de explicar a quantidade de sangue nos lençóis,levantou rápido sem levar em conta a enxaqueca e as intensas cólicas,levantou,a cama era disposta no amplo quarto de modo que dependesse do lado que a pessoa levanta-se estaria de costas para a porta e de frente para a janela de vidro,Lana deu alguns passos vacilantes até a parede próxima a janela.
O belo Lord perdeu a compostura ao ver a delicada figura apoiada na parede e a parte de baixo da sua roupa de dormir maculada com sangue, olhou para os lençóis era muito sangue, esqueceu sua discrição e gritou a plenos pulmões por Edmund.
Lana paralisou, aquela voz, virou rápido, August lindo e viril estava a centímetros de si, antes que pudesse esboçar qualquer reação ele a colocou nos musculosos braços, Lana olhou para o belo rosto, ele estava em pânico.
---Marie, calma vai ficar tudo bem! ---Falou a levando para cama, parou abrupto ao ver a cama ensopada de sangue.
---August?!Como...---Lana tentou em vão chamar a atenção dele
---Edmund! ---Gritou aturdido---Calma Marie! ---Falou nada calmo, estava pálido, parecia que ia desmaiar, Lana estava roxa se fosse possível ficar mais envergonhada, sentiu o maldito fluxo vir em demasia---Meu Deus! ---August chamou até por quem não acreditava, sentiu algo quente e viscoso no seu antebraço, teve certeza era sangue, lembrou da hipótese de Edmund...
Ele ia desmaiar com ela no colo, a jovem constatou, apesar de muito envergonhada e precisando de muitas respostas a urgência maior era acalmar o delicioso...
August estava sentindo as pernas trêmulas, ela não... se recusava...entrega-la para a morte---Sentou na poltrona de veludo com sua fada no colo.
Lana nem se desejasse não estaria mais contrangida, se esforçou para não revirar os olhos, até porque a dor da enxaqueca era lancinante, sentiu outra lufada de sangue.
---August, August---Segurou o rosto imbuído de beleza masculina, com as duas mãos o obrigando olhar para ela ---Estou...---A enxaqueca chegou ao seu ápice---Estou bem! --Conseguiu formular tentando sair do colo, imaginava que ele também devia estar com as pernas sujas de sangue, a forte nausea não permitiu que se desvencilha-se do colo de August a tempo chegando assim ao ápice da humilhação antes de mesmo de sair do colo viril, vomitou.
Depois disso tudo, como que orquestrado, entrou um desconhecido, seguido por Roselinde que gritou por criadas, uma horda delas rostos conhecidos por trabalharem juntas, via no rosto das colegas um misto de curiosidade e compaixão!
Roseline admirava o jardim,lá fora a pequena Juliette brincava com a ama,no gramado.Sua sobrinha era a coisinha mais linda que já vira,a amava sobremaneira,o riso lembrava o pai,Os cabelos era igual ao da mãe,mas era a cópia do tio,August,a vida era muito curiosa,o mundo dava voltas essas máximas eram comprovadas,lembrou da época que gostava do lord Edmund,agora também doutor,ela o amava,mas foi trocada pela ciência,logo conheceu o falecido noivo,talvez tivesse sido feliz com ele,de natureza calma a vida não seria cheia de emoções como...Ora o que estava pensando?!
Edmund estava irritado e cansado, a doença da dama francesa sem aparente solução, o fato era que estava explicito que o amigo nutria um sentimento especial pela francesa, O que poderia ser, aceitar o diagnóstico de uma curandeira? Como a tal mulher poderia saber mais que a ciência?
Ao questionar a paciente de quem tinha dado-lhe o diagnóstico de que estava morrendo, a mesma dissera-lhe que fora a uma curandeira antes de ir trabalhar na casa de Roseline.
Roseline estava mais linda que antes,estava feliz em saber que ela estava bem,estava longe quando tudo aconteceu,ela não o esperara,era passado isso,tinha muito o que pensar,Por exemplo.Como uma curandeira sabe tanto?devia deixar o orgulho de lado e pesquisar, era um cientista,precisava de fatos,não sabia quando ou se a paciente morreria com a precisão da curandeira,mas era certo que se não achasse como parar as hemorragias mensais da paciente ela logo sucumbiria,estava convencido que esse malefício foi contraído no parto ou no pós parto da paciente...---Pensando sobre essas coisas abriu a porta da biblioteca
---Roseline? ---Perguntou surpreso
---Edmund? ---mediram-se negando a atração que os chamava e os irritava ao mesmo tempo.
---E então?!---A bela lady perguntou com um brilho de esperança no olhar.
---Eu...Queria poder dizer mais sobre sua amiga...---Roseline sentou olhando para as mãos não era justo...Sem perceber as lágrimas corriam no rosto delicado,Edmund aproximou-se sentou ao lado do antigo amor com delicadeza e infinito carinho ergueu o rosto da jovem pelo queixo,perderam-se no olhar um do outro,suas almas lembrando de um tempo imemorial não passavam de crianças e juraram amor eterno naquela mesma biblioteca,não resistiram ao apelo de algo mais forte que eles e beijaram-se despertando um amor que julgavam já não existir,ambos se olhando em choque em transe,querendo negar o inegável...
--Edmund...Edmund..---A voz urgente de August chegou até eles,correram para atender o chamado,August na frente e Roseline logo atrás.