capítulo 16

1486 Palavras
A cena era dramática, havia sangue por todo lado, na cama no chão...August aflito e angustiado ninava a francesa que acabara de vomitar e descansava a cabeça no ombro de um desesperado Lord... Alguns dias depois! Vivendo o fim. Lana estava emocionada com o carinho dos irmãos do capitão j**k, sabia que Juliette ficaria bem, com tios que a amavam e a protegiam, porém o receio ainda agarrava a sua alma, a sociedade fechada poderia fazer retaliações a uma criança bastarda, a avó e as outras tias não poderiam ser consideradas como parentas zelosas, August estava noivo da ardilosa boneca de porcelana, Roseline ainda casaria, tinha bons palpites que o felizardo seria o esmerado doutor, mesmo com todo amor, Roseline ainda teria seus filhos, e Juliette teria que ter a aceitação da família do marido da tia, por ser uma bastarda... August ignorava a mão fria que agarrava seu interior quando pensava na possível morte de Marie, só ele poderia tirar o titulo de bastarda da criança, casando com a mãe da criança, uma conversa com o cardeal e um bom donativo em ouro... Mas nada era fácil estava noivo da doce... ---Pensativo August---Edmund interrompeu os pensamentos do amigo. ---Sim, Edmund---Suspirou. Pigarreou fez a pergunta que não queria calar, tinha medo da resposta---Edmund preciso que seja o mais sincero comigo sem meias palavras como ela esta? Edmund havia de fato deixado seu orgulho de cientista e pediu o endereço da tal curandeira, imaginava conhecer uma mulher de idade, mas conheceu uma bonita aldeã de cabelos vermelhos, que morava num casebre próximo da estrada principal. "---Ninguém mora lá milorde, só o demônio---o camponês de olhar assustado fez o sinal da cruz, nem um bom cristão ia no lado oeste da floresta, onde se dizia que as fadas, bruxas e seres mágicos passavam. Edmund sentiu os pelos da nuca arrepiar ao aproximar-se do velho casebre, tinha ar de abandonado, desceu do cavalo a porta estava entreaberta. ---Procura alguma coisa? ---Edmund pulou olhou para baixo,a mulher era de uma beleza exótica de cabelos vermelhos... ---Vim... ---Pela jovem mãe!---Afirmou categórica---Fazendo um gesto para que ele entrasse no casebre. Mandou que sentasse em cima de uma velha arca e sentou na única cadeira com ar de rainha, a criatura destoava do ambiente. ---O que quer saber? ---C-como sabe que vim por? ...Eu não disse nada. ---É o que pensa homem da ciência. ---Por favor, fale-me de... ---O amor... A abnegação... A fé... Só a fé de um incrédulo, pode salvar sua amiga, caso contrário, seu último suspiro... ---Sem charadas, bela feiticeira. Fale de forma clara---Cortou sem paciência---Por favor! ---Amenizou ---O que quer saber? Quase incrédulo. ---Quase? ---Perguntou desconfiado, diante do olhar da mulher resolveu ir direto ao ponto, não iria irrita-la antes de saber do estado de Marie quando chegou ali.---Bem fale-me... ---Precisa de algo para crer!---A irritante e misteriosa mulher falou---A vida escoava dela, muito depressa---Rana se lembrou de Lana desperdiçando a vida numa tentativa quase bem sucedida de suicídio, frustrada suspirou, o feitiço do óleo era... bem...frustrante,nada puder revelar, não ter a chance de interferir... ---A mulher devia ser louca!---Edmund pensou,olhar absorto e semblante carregado, parecia ter esquecido da sua presença no meio da frase, ou pela expressão frustrada, devia estar lembrando-se da paciente... ---E a vida dela continua escoando, não posso conter, não tenho o antídoto, nem você! ---Mas por quê? ---Por que, O quê? ---Por que a vida dela escoa?---Subtendeu que a mulher falava do grande fluxo da jovem mulher. Rana se lembrou do desespero no olhar da humana, olhar para o berço vazio, os humanos a intrigavam. O humano irritante pigarreou como a lembra-la da sua insignificante existência. ---Acredito que sua dor tenha sido por causa da criança, foi como vocês dizem desumano o que aconteceu. ---Qual sua previsão?---Edmund não acreditava na própria pergunta, mas o fato é que seu medo que sua hipótese se confirmou, fora o parto m*l feito, alguma coisa acontecera, uma fissura? O fato era que a ciência ainda não conhecia muito do corpo humano e a bruxa também não tinha recursos, não estavam prontos, e tampouco ele tinha alguma teoria a aplicar, pensou derrotado. ---Hum, um homem bonito e triste---A feiticeira levantou pegou algo na prateleira empoeirada era uma ampulheta a areia era prateada, e a parte de cima estava quase no fim. ---Porque sou benevolente vou te dar isso---Colocou em cima da arca próximo a Edmund, que curioso pegou o estranho presente uma ampulheta com areia de prata? ---O que é Isso? ---Algo para crer, e quando a última partícula de ** de prata descer ao seu lugar, o fino fio de vida a deixara, a não ser que um coração incrédulo volte a crer.---Edmund impressionado e com os pelos dos braços arrepiados tirou o olho do presente inusitado, já não havia ninguém além dele no casebre." ---Edmund, por favor, me responda!---August angustiado diante do silêncio prolongado do amigo falou, trazendo o jovem médico ao presente, que relatou toda sua estranha experiência a August, mesmo sabendo de antemão da sua reação. ---Certo já me contou o conto agora quero a realidade. ---Você não acredita, não é? ---Edmund sabe mais que ninguém que não acredito naquilo que não posso ver ou tocar, ou no mínimo seja racionalmente explicado. Pedi que me falasse sem rodeios... Edmund suspirou, e falou. ---É provável que o parto m*l realizado, somado a falta de cuidados, resultou em uma fissura, que deve estar se abrindo cada vez mais, não há nada que posso fazer. ---falou avaliando o impacto que essas duras palavras tiveram no amigo e foi com desprazer que viu.  August estava apaixonado e ainda não sabia. Lana que estava escolhendo um livro em um dos corredores,ficou escondida ouvindo,o relato de Edmund,havia uma chance se decifra-se o enigma,precisava de tempo! -------------------------------------------------------------------------------------------------------- August ignorou a dor que ultrapassou seu ser,o sentimento frustrado e impotente de não poder mudar o curso da historia,nem seu poder,seu ouro ou sua inteligência poderia mudar aquela sentença,não quis pensar no porque seus olhos sem aviso umedeciam,e a voz estava embargada e as mãos tremiam,deu inúmeras desculpas para aquele sentimento incomum por uma quase desconhecida,talvez,não (corrigiu-se),era certo sentia pena da sorte da pequena Juliette tão pequenina e ficaria órfã e com o estigma de bastarda,precisava fazer algo.---Pigarreou,sentiu que a voz sairia firme,pigarreou. ---Vou me casar Edmund! ---A voz saiu, firme e rude, endurecendo também ao seu dono,que recuperou a muito custo seu autocontrole. ---Sei, vai casar com.... ---Não. ---Cortou o amigo---Me casarei com...---Não conseguia dizer o nome sem sentir aquela dor incomoda---A francesa...---Serviu-se e bebeu todo o liquido de uma vez só,o álcool dando-lhe o que precisava para deixar o sentimentalismo de lado.---Preciso ser prático pelo bem da minha sobrinha,tenho alguns bons conhecimentos,além de ter uma boa oferta para pagar metade dos meus pecados---Falou cínico,se servindo e tomando outro copo de uma vez só ---E legitimar Juliette? ---Edmund completou o raciocínio do amigo.---Só tem,um detalhe,as mulheres amigo,são seres difíceis,Como acha que sua noiva,vai deixa-lo? E como vai propor esse acordo sem ferir a ambas, vai simplesmente chegar e dizer para sua noiva "Querida desmanche nosso noivado por que vou casar com outra e assumir uma filha" ou Marie case-se comigo por que esta morrendo e sua filha pode virar uma órfã, bastarda? ---Tentou por juízo na cabeça do amigo que já estava ficando embriagado já era o terceiro copo... ---Sim, esta m***a de dinheiro tem que servir pra alguma coisa,todos especulam que tenho um bastardo...e uma amante,pois que pensem,não posso trocar nada nesta vida,vamos perde-la então que pelo menos alguém seja feliz.Vou procura-la e ... ---E....---Edmund incentivou na esperança dele se ouvir e ver que não tinha sentido aquela ideia... ---Case-se comigo francesa, é a única forma de garantir a estabilidade de Juliette, já que vai abandona-la... ---Não é culpa dela August... ---E de quem é? Vai m-morrer e me...e nos...vai deixar a filha que já perdeu o pai,agora será a mãe,quando essa menina crescer,qual será a chance de uma vida feliz,sendo bastarda? Lana viu a oportunidade de deixar a pequena Juliette amparada o próximo passo seria, encontrar uma boa mulher e fazer August e a pretensa mulher que não conhecia, gostarem-se de alguma forma, daria certo, ---Se convenceu ignorando a decepção do seu coração,era fato,algo rebelde e sonhador dentro dela,tinha esperança de conhecer o verdadeiro amor,ele existia tinha certeza,mas era provado não era para ela,passaria seus últimos dias com alguém que não a amava... August já meio entorpecido, e a dor, a raiva não passava, colocou a última dose  ---Minha querida noiva não se importará de ser minha amante só por mais um tempo, Falarei assim---Ensaiou---Marie Adelaide, case-se comigo, porque assim protegeremos Juliette, e quando partir, ela ficará bem eu prometo. Lana com lágrimas nos olhos e voz embargada, saiu do meio das estantes, aparecendo para os dois amigos que ficaram sem reação, August com o copo parado no meio da ação de leva-lo aos lábios. ---Aceito Lord August sua enorme generosidade.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR