August não podia acreditar todo esse tempo e elas tão perto, na casa dele.
Desceu da carruagem num misto de alegria e receio, sua atenção foi levada para o som de risos vindo dos lados do lago, a cena era bela e inusitada, sua irmã de cabelos soltos, descalça na grama sorria e fazia danças malucas para uma garotinha de aproximadamente um ano a pequenina corria de perninhas trôpegas tentando imitar a adulta e com doces risos infantis caia sentada na grama.
Havia uma jovenzinha que também divertia-se muito com o jogo de Roseline, sua querida irmãzinha, acontecera um milagre, um não, dois a pequena Juliette também estava ali, mas não viu a mãe da menina, não parou para entender o sentimento de desamparo por não vê-la que o perpassou-o como um silencioso relâmpago.
Roseline viu o irmão parado em choque, deixou a pequena com Meg e correu para ele, quase o derrubando num abraço.August a rodopiou feliz!
---Tenho aqui um lindo milagre! ---Falou emocionado.beijou a irmã no rosto, sua atenção foi voltada para a pequena Juliette, era tão linda
---É a filha da minha acompanhante...---A irmão falou
---È a nossa sobrinha! ---August havia emocionado se abaixado
---C-como? ---foi a vez de Roseline ficar embasbacada
---Marie Adelaide não sabe que somos da mesma família, me escreveu dando o endereço da velha cabana da estrada do povoado.
Aproximaram-se de Meg e da menina, a primeira fez uma reverencia a segunda achou muito interessante as botas do Lord---Com uma emoção inexplicável August colocou a pequena no braço, que sorriu para ele, brincando com seu nariz
Rana invisível sussurrou algo para a pequena
Juliette com seus bracinhos, abraçou apertado o pescoço de August, sorriu e disse
---Papai!
Roseline olhou para Meg que espantada olhava para o lord e a criança, a lady por sua vez não se conteve e falou extasiada,ela falou Meg,falou!
---E como da primeira vez que teve a pequena nos braços, August sentiu aquele aperto no peito um sentimento esquisito o aquecendo,não contradisse a pequena que o beijou e se impacientou para brincar,O belo Lord beijou o rostinho rosado e a soltou.
---Vamos August temos muito o que conversar---Os dois irmãos seguiram de braços dados para dentro da mansão.
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Lana andava extasiada pelo campo de jasmins, mas a frente um homem idoso, vestido de túnica verde,parecia concentrado ela parou o observando,ele não notava sua presença,entendeu que estava revendo um evento passado.
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Roseline terminou de ler a carta que Lana havia enviado para seu irmão, agora fazia sentido, os cansaços e a fraqueza m*l disfarçada quando Lana a ajudava a exercitar as pernas...Contou tudo a seu irmão, toda a paciência, carinho e zelo que Lana, cuidou dela até que se recuperasse...Olhou pela janela logo escureceria.
Meg já tinha ido para casa, August achou melhor não se revelar assim, talvez surpresas de mais não fizessem bem, desceu as escadas, trombou com Roseline
---Pronta para jantar maninha! --- Falou em forma de cumprmento, Mas sua irmã não deu ouvidos pediu uma breve desculpa e continuou apressada no caminho da cozinha, ele curioso a acompanhou.
Na porta da cozinha uma Meg esbaforida, com uma chorosa Juliette tentava falar e respirar ao mesmo tempo.A governanta pegou a pequena dos braços da garota, uma criada a abanava outra oferecia um copo com água, e o mordomo perguntava o que tinha acontecido, sem dar chance da pobre garota se recompor, ela também chorava.
---Fui procurar, encontrei Lana...na fonte e....ela esta...eu não sei...não acorda---Iniciou um pranto reprimido, sua amiga era tudo o que tinha.
Roseline colocou as mãos na boca tentando sufocar um choramingo, August seguiu os criados, todos espantados com a presença dos nobres na cozinha, Juliette deu os braços para a tia que mandou ajeitar um quarto de hóspedes para Lana e outro para Meg e o bêbê, ignorou o ar inquisidor da governanta que não ousava perguntar-lhe o porque.
---Cuide de Meg por favor---pediu a uma das criadas e levou a pequena Juliette, sua sobrinha com sigo para a biblioteca.
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August tomou a frente dos dois criados que seguiram, ajoelhou-se ao lado de Marie, lembrou da primeira vez que a beijou tinha sido a tanto tempo,mas o sabor de seus lábios,ainda adoçava suas lembranças.
---Marie querida acorde ---Os criado se entreolharam, ambos tinham vindo da cidade com o lord, o cocheiro e o pajem, e já tinham visto a moça.
O delicado semblante tinha uma expressão de sofrimento, duas lágrimas rolaram pelo canto dos olhos, ela estava sofrendo e ele não podia fazer nada! ---Perturbado com o sentimento de impotência em vão tentava acorda-la.
Como hipnotizado beijou de forma delicada os doces lábios, os enigmáticos olhos verde escuro abriram para ele, estavam meio vítreos, os segundos de felicidade não durou mais que isso, August percebeu que apesar de abrir os olhos a moça não havia acordado, por um momento pensou que ela o via, o olhou nos olhos, correspondeu o beijo, acariciou seu rosto e da mesma forma que abriu os lindos olhos os fechou, perdeu a consciência a mão tombou e a respiração falhou por um instante.
---Tragam Edmund imediatamente---Ordenou aos criados, colocando a jovem nos braços e seguindo para casa, ignorando os olhares assombrados dos seus criados particulares.
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Edmund acordou com uma comoção na sua porta, seu mordomo em trajes de dormir desceu para ver o que acontecia encontrou o pajem de seu amigo august em total desalinho e seu próprio mordomo em trajes de dormir pedindo silencio ao pobre rapaz.
O pajem vendo o lord não perdeu tempo, e falou por cima do ombro do indignado mordomo.
---Senhor desculpe o adiantado da hora, olhou para a escada, mas Sir August, pediu que nos acompanhasse com urgência e que trouxesse sua maleta médica.
"O campo de jasmins...Ao longe um casal beijava-se com paixão, próximo ao carvalho centenário, um ancião passou próximo a Lana seguiu para o casal, algo dentro dela agoniou-se queria avisá-los,da presença do intruso,parecia que se despediam.
O rapaz secou uma lágrima da jovem, ela ergueu a cabeça para ele, beijaram-se novamente.