Capítulo 12

1325 Palavras
---August querido, hoje tem a prova de sua roupa---Falou Beatrice se espreguiçando de forma lânguida, o noivo e amante, desde que aquela criatura vindo dos prostíbulos franceses, aparecera e desaparecera, ele não tocou mas no nome da garota, mas tornara-se as vezes distante, usava todas as artes de sedução que sabia para envolve-lo. Porém o silêncio era muitas das vezes exasperador, as poucas vezes que August falou sobre a infeliz e sua cria, havia a sombra de um grande remorso, como era t**o, t**o e lindo, quando tivessem casados, os sanguessuga de sua fortuna, seriam enxotados como insetos, a começar com a irmã aleijada que a mãe tomasse conta ou as irmãs, e ai da oportunista se resolvesse aparecer com sua cria para tirar dinheiro. August já estava farto, os preparativos dessa cerimônia, mas precisamente suas bodas e os preparativos do seu casamento o estavam deixando louco. ---Preciso ir! ---Falou beijando a bela mulher deitada de costas, nua de pernas cruzadas ---Já! ---Mexeu-se de forma provocante. August começava a achar que só s**o num casamento, não era uma boa ideia, como a falta dele também não. Não sabia mais se era isso que de fato queria, O que procurava? Não sabia, Beatrice era linda, agradável aos olhos, sensual, espirituosa, sabia se portar de forma adequada em qualquer situação social....Mas, ali estava o mas! Passou pelo club de cavalheiros, onde encontrou o amigo doutor Edmund ---Que m*l humor meu amigo! ---o jovem médico exclamou para seu carrancudo amigo. ---A umas semanas tive a ideia de que meus detetives, a procurassem pela a aparência, mas até agora não obtive respostas! ---Resmungou ---Porque essa obsessão? ---Perguntou o amigo curioso ---Prometi a meu irmão, aliás nos prometemos há muito tempo, juramos um diante do outro que protegeríamos nossas futuras respectivas famílias, na ocasião era apenas aliança de jovens cavalheiros que procuravam algo para honrar... ---Mas a vida encarregou-se de cobrar a promessa! ---Completou Edmund, conhecera o Lord quando foram pra a universidade, nunca deixaram de falar-se ou de vez em quando se verem, mas recente Edmund resolveu voltar as suas raízes, era filho único e o pai precisava dele. Sabia que o amigo não tinha uma vida familiar fácil, a mãe era uma lady um tanto maçante e as irmãs fúteis o suficiente para deixar qualquer homem louco, ainda tinha uma irmã doente que vivia no campo, o próprio August vivia mas no campo que na residência da cidade de quebra agora o irmão mais novo morrera na guerra deixando um filho bastardo que a sociedade em peso jurava que era filho do pobre August. Este era um homem honrado, aguentava todas as fofocas sem se defender para resguardar a memória do irmão.Era o único que não era da família que sabia a verdade. August passou as mãos no rosto num gesto de cansaço. ---Vou para casa! ---Decidiu de repente ---Quer que te acompanhe? ---Ofereceu Edmund ---Não é essa casa a que me refiro, vou fugir uns dias, preciso ir ao campo, abandonei minha irmã Roseline já a seis meses, e pelo que sei minha mãe é incapaz de fazer companhia a filha nem que seja por uma hora! ---Incapaz de pensar com clareza resmungou ---Juro quando encontrar essa mulher vou mata-la pelo trabalho que vem me dando a um ano! ---boa viajem então! ---Se perguntarem por mim... ---Viajou a negócios! ---Completou Edmund -------------------------------------------------------------------------------------- August passou em casa apenas para pegar seu pajem e algumas coisas,ao mordomo avisou que viajaria a negócios por uns dias,passou no escritório,pegou as correspondências colocou num livro,para se distrair,gostava de ir para casa,a cavalo,mas se fizesse isso um fofoqueiro ou outro da cidade o veria e certamente Beatrice ou irmãs até sua mãe o descobririam e poderiam segui-lo facilmente definitivamente não queria companhia, precisava de descanso,o casamento que ficasse onde estava,ele precisava respirar! No caminho, entediado pegou as correspondências dentro do livro, a primeira era da sua irmã. "...Querido mano peço que venha com urgência, mas não com tanta que nossa querida mãe e irmãs venham na bagagem para saciar sua curiosidade.                              Com amor Roseline" Sorrindo dobrou a carta e a recolocou dentro do livro Convites que não abriu e a última carta do montante fez com que segurasse a respiração era uma caligrafia feminina o remetente Lana New Hause, abriu a carta com um misto de reverência e avidez, algo lhe dizia que seu conteúdo seria peculiar, apesar de não conhecer a remetente, riu de seu momento de insanidade, no mínimo alguma ex-amante que não lembrava o nome! "August,não sei como começar mas sei como terminar esta carta,você me conhece por Marie Adelaide Celerie,prometi que ao encontrar um lar te escreveria,o encontrei,minha casa é pequenina,não tem grandes confortos,mas encontrei um lar,em toda a minha vida nunca imaginei que conseguiria e muito menos da forma que encontrei, recomecei. Todos aqui me conhecem como uma viúva de um soldado raso,tenho uma família,Juliette hoje completou um ano,sou suspeita em dizer é a menina mais doce e linda que conheci,me parece um pequeno anjo. Estamos bem,tenho um bom emprego e uma boa vida,uma vida digna,estou sorrindo neste momento sim e tenho Meg,é uma menina de quinze anos que precisa da minha ajuda e eu preciso dela,nós três somos felizes" Ele sorria orgulhoso por ela e não sabia por que. Como sedento no deserto continuou a leitura "vivi aqui tudo que nunca imaginei viver, tive Juliette, fiz uma grande amizade Lady Roseline, ela é adorável" ---Roseline?!---Se perguntou em voz alta, continuou "me divirto muito com suas danças malucas," Danças? Não era a sua irmã.  "Juliette ainda não fala, isso me preocupa, mas ela ouve bem, sorri e bate palmas e se faz ser entendida, perdoe-me sou uma mãe apaixonada, vou tentar manter o foco.August meu endereço esta no verso, você será bem vindo aqui, Se não puder vir por favor me permita visita-lo você e a sua esposa." ---Esposa?!Se perguntou em voz alta, depois concluiu que Marie ou Lana pensava que ele já havia casado. "E se não poder me atender, entenderei, afinal, a minha presença e a de Juliette pode não ser bem interpretada..." ---Dane-se os interpretadores da sociedade---Resmungou "Como explicar? O que te peço,não deveria pedir,mas o meu tempo esta acabando e não sei a quem recorrer,não tenho família,é com enorme dor que te peço esse último favor,em nome de uma amizade que talvez em outras circunstâncias teria florescido." O semblante de August mudou de acordo com o teor da carta o sorriso bobo foi substituído por uma expressão preocupada. "Conhece alguma família que queira adotar uma criança e que você confia que a amara mais que suas próprias vidas? Não me interprete m*l, meu tempo esta acabando e tenho medo de que Juliette se torne uma orfã abandonada, não falo isso para angariar sua pena, é um pedido de socorro, estou morrendo August, não sinto medo por mim, porque vivi tudo o que nunca imaginei, usufrui da minha segunda chance de amar.Por favor se puder responda-me. ---Morrendo? Não---Os olhos de August umedeceram sem aviso. Lana não desistiria de viver, não podia simplesmente uma criaturazinha mágica lhe jogar algo e pronto era o fim. A druida sua amiga,a deixou captar algo que nem mesmo o ser mágico atrevera-se em falar,Se havia uma árvore chefe então alguma outra poderia contar-lhe o que fora proibido a Rana,mas algo como "descubra,procure o antídoto",naqueles breves momentos aprendera muita coisa com a druida a porção sua bênção e sua maldição mudou algo dentro de si,desconfiava que o salgueiro antigo que havia próximo a fonte do jardim,pudesse lhe ajudar.Sob a desculpa de estar com dor de cabeça e ir até a horta pegar algumas ervas seguiu em direção a fonte,ali ficava quase desabitado,fechou os olhos,concentrou-se como fizera para atravessar o portal Sim podia sentir a conexão---Suas pernas tornaram-se pesadas, seu corpo,o som dos pássaros,da brisa tocando suavemente as folhas,o cheiro da terra,das flores e o mundo para Lana foi inundado de sonhos,sonhos de jasmins,um campo só de belos Jasmins,era tão lindo...
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