Bem, isso não foi conforme o planejado. Nem o sexo, nem o que veio depois — aquelas palavras frias, calculadas, jogadas como lâminas. Eu disse que as câmeras estavam gravando, mas era mentira. Eu sempre as desligava quando estava com ela. Sempre. E os deuses sabiam o quanto eu pensei em tirá-la da inocência. Foram meses com essa ideia martelando minha cabeça, crescendo a cada vez que ela me provocava — mesmo sem perceber — e eu precisava me controlar. Cada toque, cada olhar, cada vez que o meu corpo doía de desejo dentro das calças… tudo me fazia pensar em finalmente tomá-la. Mas eu a estava treinando. E treinamento exigia disciplina, paciência, controle. Era sobre fazê-la desejar a minha aprovação, sobre ensiná-la a me agradar antes de tudo. Pelo menos, era o que eu dizia a mim mesmo.

