Mas eu tinha só quinze anos naquela época, e esperei — ingenuamente achando que alguém mais competente viria tomar a rédea. Um ano depois, minha irmã estava morta. Não esqueci a lição: atacar primeiro, atacar rápido, aproveitar cada pedaço de poder que você tiver nas mãos. Passei a acreditar que eu era um m*l necessário — a única coisa que mantinha o caos sob controle. Observei as luzes da cidade deslizarem pela janela enquanto o carro cortava o asfalto. A leste, as ruas se apertaram; o motorista resolveu parar num beco estreito demais até para um sedã. Saí do carro e examinei o cruzamento com a calma de quem já viu demais. — Me cubra — falei, sem cerimônia, e o homem de preto assentiu, os olhos vasculhando o escuro. — Tem certeza? — ele perguntou, desconfiado. Uma porta se abriu num p

