Ele pegou outra caixa — menor, mas imediatamente reconhecível. Meu coração afundou. Quando ele a abriu, lá estavam eles. Os anéis. O de noivado e o de casamento. Os mesmos que eu havia arremessado pelo quarto na primeira noite. Foi só há duas semanas? Parecia que uma vida inteira tinha passado desde então. Levantei o olhar para o espelho, encontrando o rosto de Damon refletido atrás de mim. Impassível. Frio como mármore. Com dedos trêmulos, peguei os anéis da caixa. Eles pesavam mais do que deveriam, como se carregassem o próprio peso do que eu havia perdido. Deslizei-os no quarto dedo da mão esquerda. O símbolo perfeito da posse. As mãos dele pousaram sobre meus ombros nus, grandes e frias, firmes o suficiente para me ancorar no lugar. Seus olhos encontraram os meus no espelho. —

