Então aquilo era... diferente. Sentei à mesa com Damon para o café da manhã no fim da semana. Sim, à mesa, não embaixo, nem ao lado, como um animal obediente aos seus pés. Só de pensar nisso, senti uma pontada de vergonha misturada com alívio. Peguei o garfo e dei outra mordida nos ovos, tentando agir normalmente. Damon lia o jornal, alheio à minha presença — ou fingindo estar. Nenhuma palavra desde que acordamos. Nem quando ele colocou o prato na minha frente, sobre a mesa, em vez de deixá-lo no chão como fazia antes. Era a primeira vez que isso acontecia. Nos últimos dias, mesmo sem a corrente, o prato ainda ficava no chão. Eu não sabia o que pensar. Ele estava me recompensando? Ou simplesmente percebeu que não fazia sentido me prender, já que, se eu tentasse fugir, seria pega antes

