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Nunca Mais 

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intro-logo
Sinopse

.."Eu, Alfa Andrew Miller rejeito você Amanda Anderson como minha companheira e Luna"...

Fui rejeitada, humilhada e deixada desolada por ser humana. Meu desejo de ser amada aparentemente nunca se tornaria realidade.

Acabo agindo como se a rejeição nunca tivesse acontecido, como se fosse apenas um episódio irrelevante em minha vida, nem mesmo vale a pena mencionar a alguém o que aconteceu. A minha vida continua. Como dizem, 'o que não mata, fortalece'. E foi isso que aconteceu...

Deixando meu coração partido naquele quarto de hotel, jurei nunca mais cair em uma armadilha chamada 'laço de companheiros'. Nunca mais... Pouco eu sabia que meu juramento seria colocado à prova, meu mundo viraria de cabeça para baixo e meu coração partido começaria a se curar...

Eu sou Amanda Anderson e esta é a minha história...

Livro 1 da série De Novo

*****

AVISO! ESSA HISTÓRIA É CLASSIFICADA COMO 18+

Contém cenas de sexo, violência e abuso.

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1. Coração partido
P.O.V de Mandy ... "Eu, Alfa Andrew Miller, rejeito você, Amanda Anderson, como minha companheira e Luna." Ele declarou, olhando para mim com seus olhos frios. Estou imaginando coisas? Esse é realmente o Andrew - o meu Andrew? Eu rapidamente vasculhei minha mente para verificar se a noite passada foi real. Sim, sim, sim foi! Aqui estou eu na cama do seu quarto de hotel, dolorida, um pouco machucada, e saciada. Eu acabei de encontrar meu companheiro, minha outra metade, e finalmente, completamente feliz. Apenas para ter meu coração destroçado? Não! Isso tem que ser um pesadelo. Pisquei algumas vezes, segurando o lençol no meu peito como se fosse minha vida e olhei para ele, perplexa. "O que você disse?" Eu finalmente perguntei. "Você é surda? Eu disse que te rejeito como-" "Eu ouvi você da primeira vez." Eu o interrompi, levantando da cama em busca do meu vestido "... Mas por quê?" Encontrei o vestido e coloquei rapidamente, não me importando com minha nudez ou a falta de roupa íntima. Ele ficou lá com uma expressão fria. Não conseguia decifrar suas emoções. Onde está aquele cara doce, carinhoso e amoroso de ontem à noite? Talvez ele seja bipolar? Colocando as mãos nos bolsos da calça jeans, ele deu três passos largos à frente. Parando a poucos centímetros de mim, tive que inclinar a cabeça para cima para encontrar seu olhar. Ele era tão alto. "Você achou que eu iria te aceitar?" Ele zombou e continuou, "Você é apenas uma humana fraca e patética. Você não tem capacidade para ser Luna. Eu preciso de alguém forte, alguém capaz de liderar ao meu lado, uma mulher digna." Fiquei lá parada, congelada no lugar, sem ousar mover as minhas pernas trêmulas. Eu sabia que assim que me mexesse, iria desmoronar. Eu me recusava a dar a ele essa satisfação. Não iria me quebrar. Ele levantou a mão e colocou meu cabelo solto atrás da minha orelha, enviando arrepios pelo meu corpo. Seus lábios formaram um sorriso repugnante, e ele acrescentou, "Embora... Devo dizer. Você foi uma boa foda." Ele riu. "Provavelmente a melhor que eu já tive, querida." E foi isso. Eu me afastei dele, com toda a coragem que pude reunir, o medindo com os olhos. Encarei ele nos olhos e abri minha boca, "Eu, Amanda Anderson, aceito sua rejeição". E com isso, eu parti... ... Beep, beep, beep Acordei suando frio, arfando por ar. Meu Deus, o que foi isso? Haviam se passado cinco anos desde aquela noite horrível, e quatro anos desde a última vez que sonhei com isso. O que isso significa? Eu não pensei nele por anos. E eu definitivamente não estava pensando nele agora! Eu estava ficando louca? Era esse o efeito de me sobrecarregar de trabalho? Sim, essa deve ser a resposta. Levantei da minha cama confortável e olhei para o relógio digital na minha mesinha de cabeceira. Ele mostrou a hora em grandes números verdes: 6h45. Arrastando meu corpo entorpecido para o banheiro, parei em frente ao espelho e verifiquei o estrago. Meu cabelo castanho estava uma bagunça, uma confusão. Definitivamente precisava ser cuidado. Não apenas meu cabelo - meu rosto parecia pálido, e eu tinha olheiras sob meus olhos cinzentos, provavelmente o efeito da falta de sono. E meus olhos, meu Deus, meus olhos estavam sem vida. Eu poderia interpretar um papel de zumbi em algum sitcom i****a. Essa sou eu? Perguntei-me. Infelizmente, sim. Suspirando, comecei minha rotina matinal. Depois de um banho quente e revigorante, enrolei uma toalha branca em meu pequeno corpo e fui direto para o closet buscar uma roupa apropriada para o trabalho. Depois de procurar por alguns minutos, finalmente decidi vestir um vestido vermelho sem mangas até os joelhos que se ajustava bem na parte superior do meu corpo e soltava sobre meus quadris numa saia fluída. Escolhi uma lingerie combinando e sapatos de salto alto pretos para acompanhar. Depois de secar meu cabelo, coloquei maquiagem suficiente para parecer pelo menos apresentável. Então, deixei meu quarto e fui para a cozinha em busca do amor da minha vida: café. A cozinha se abria para a sala de jantar, separadas apenas por uma ilha com uma bancada de madeira escura. Minha cozinha era pintada de cinza escuro, que se encaixava perfeitamente com os armários brancos e equipamentos de aço inoxidável. Eu amava o estilo industrial, por isso minha casa inteira foi organizada dessa maneira. Obrigada, 'Magnolia Design' e Debbie Mitchell, pelo trabalho de vocês. Eu amava a minha casa. Isso me dava uma sensação de segurança e paz. Depois de ligar a máquina de café, comecei a fazer o café da manhã. O especial do dia era uma omelete de legumes. Pegando os ingredientes na geladeira e começando a cozinhar, meus pensamentos voltaram para o meu sonho. Por que agora? Era um aviso ou algo assim? Como interpretar isso? Era um sinal bom ou r**m? Fui rejeitada, humilhada e meu coração foi partido - tudo porque eu era humana. Meu desejo de ser amada era a coisa mais estúpida que eu poderia ter ansiado. Não era que eu ainda me importasse com ele ou sentisse falta dele ou até mesmo o amasse. Foi apenas uma noite - uma noite de sexo. Foi apenas um pequeno episódio irrelevante na minha vida. Não vale a pena mencionar para ninguém. Depois de terminar meu café da manhã e o café, fui para o meu carro e dirigi para o trabalho. Depois de dirigir por 30 minutos na minha adorável BMW dourada, cheguei ao estacionamento subterrâneo e estacionei meu carro no meu lugar designado. Entrei no elevador para o prédio da William's Holding. Apertei o número do meu andar e esperei. No saguão principal, as portas do elevador se abriram, e mais pessoas entraram, me cumprimentando com um sorriso, ao qual eu retribuí. Me sentindo um pouco cansada, dei alguns passos para trás e fechei meus olhos, encostando minha cabeça na parede do elevador para descansar. "Olá, Sra. Anderson, como foi o seu fim de semana?" Uma voz familiar me fez despertar do meu descanso. Damian Kelly, nosso novo gerente de projetos de TI, que começou duas semanas atrás. Uma grande adição para o nosso departamento. "Olá, Sr. Kelly, foi cheio de relaxamento, boa comida, muita diversão e uma grande quantidade de sono!" Respondi com um sorriso falso treinado. Meu fim de semana foi o oposto do que eu acabei de dizer, mas ele não precisava saber disso. "Parece que você se divertiu, Sra. Anderson. Talvez você compartilhe algumas boas histórias na nossa reunião mensal esta tarde?" Ele está tentando me irritar? Porque ele pode conseguir. "Bem, Sr. Kelly, minha vida privada fica privada. Espero que você apresente algumas ideias de projeto magníficas nessa reunião." Respondi friamente para calá-lo. Lembre-se de quem é o chefe aqui. Ele respondeu com uma inclinação de cabeça e virou-se, esperando pelo seu andar. Ao chegar ao último andar, fui direto para o escritório do CEO, e ao entrar sem bater, me deparei com a pior cena. Meu chefe, o famoso Ryan Williams, estava se beijando com a nova paixão da semana. Acho que o nome dela é Darcy ou Daisy, tanto faz. Nojento. Parei na frente deles e pigarreei para anunciar minha presença. Eles imediatamente pararam e olharam para o meu lado. Envergonhada, ela pulou do colo dele e arrumou seu vestido preto, curto demais para a manhã, e se colocou ao lado da mesa de Ryan. Eu pigarreei de novo para atrapalhar o clima. "Ora, ora, ora, vejo que você teve um ótimo fim de semana." Provoquei. "Você deveria tentar também. É refrescante e alivia o estresse. Estou à sua disposição." Ele disse, mexendo as sobrancelhas. Eu ri; gargalhei tanto que tive que colocar as mãos na barriga. Algumas lágrimas escaparam dos meus olhos. Momentos depois, finalmente consegui abrir os olhos e olhar para Ryan. "Toda vez é a mesma reação. Você um dia vai considerar minha proposta?" Ele perguntou, irritado com minha resposta. "Você sabe que eu te amo, Ryan, mas isso..." Apontei meu dedo entre nós. "Nunca vai acontecer." "Sou persistente." "E eu sou teimosa." Suspirando, ele se sentou na sua cadeira e colocou as mãos sobre a mesa de madeira escura. "O que te trouxe aqui às 8h00? Não é algo que eu me esqueci, é?" Ele perguntou, um pouco nervoso. "Não, você está livre desta vez." Sorri. "Ufa, então o que é?" Ele relaxou visivelmente. "O Peter." Foi minha resposta simples. Peter Collins, meu melhor amigo, entrou para a nossa empresa há seis anos, e nós imediatamente sentimos uma conexão, como se fôssemos gêmeos. Embora parecêssemos muito diferentes. Enquanto eu era baixa, com 1,63, ele era alto, com 1,88. Peter tinha cabelos castanhos-avermelhados, enquanto meu cabelo era castanho escuro. Ele tinha lindos olhos âmbar, os meus eram cinzentos. Eu era humana, enquanto ele era um lobisomem, mas mantivemos isso em segredo. Além de termos aparências físicas opostas, tínhamos características parecidas: teimosos, malucos, trabalhadores e leais à família e amigos. Ultimamente, ele começou a agir de forma estranha. Pular as maratonas de filmes nas sextas-feiras na minha casa. Arranjar qualquer desculpa razoável para não ir às noites de cerveja de segunda-feira no Barry's. Ele até parou de passar a noite na minha casa depois do jantar de sábado com a família dele para reclamar deles. Deve ser algo sério. Isso não pode ser algo tão simples quanto um parceiro escondido com quem ele estava saindo em segredo para não assustá-lo com seu estilo de vida ou problemas familiares. Ele teria vindo a mim primeiro para encontrar uma solução para algo assim. Eu estava preocupada com ele, e precisava descobrir o que estava acontecendo. "O que tem o Peter? Ele está morto?" Ryan arregalou os olhos. Suspirei, balançando a cabeça e coloquei minhas mãos na mesa dele. "Não. Ele não está morto." respondi. "O comportamento dele vem sido estranho nas últimas duas semanas, e eu não sei o que está acontecendo." Engoli em seco para fazer uma pergunta assustadora... "Ele..." Engoli em seco novamente. "Ele pediu demissão?" Olhei para ele nos olhos, esperando que sua resposta não me quebrasse ainda mais, mas seus olhos suaves e tristes disseram tudo. "Ele pediu." Afirmei, derrotada. Abaixei ainda mais minha cabeça, tentando conter as lágrimas que apareceram nos meus olhos. Mordi com força meu lábio inferior para não deixá-las escorrer. Momentos depois, me levantei ereta e soltei o fôlego que não sabia que estava segurando. Me virei para sair do escritório. "Escute, Mandy, ele me pediu para não te dizer até ele estar pronto." A voz de Ryan me fez parar quando eu estava estendendo a mão para a maçaneta da porta. "Obrigada por me contar. Seu segredo está seguro comigo." Respondi, sem olhar para trás. "Me desculpe, Mandy!" Foi a última coisa que ouvi antes da porta se fechar. ... Finalmente, o dia terminou, e depois da minha conversa matinal com Ryan, minha mente não conseguia se concentrar em mais nada além de Peter. Ele estava me abandonando. ELE ESTAVA ME ABANDONANDO. Por quê? O que aconteceu? Eu precisava de respostas, mas eu não poderia me intrometer. Eu prometi segredo a Ryan. Todas as reuniões hoje passaram como um borrão. Eu apenas pedi para minha assistente me enviar as anotações por e-mail. Eu lidaria com elas à noite quando minha mente estivesse clara. Espero. Nem mesmo Daniel fez comentários sobre meu comportamento. Bom garoto. Descendo no elevador até o meu carro, meu celular tocou. Alcançando minha bolsa, peguei-o, e quando vi o nome na tela, meu coração começou a bater a 100km/h. Deveria atender ou não?! Fazendo algumas respirações profundas e me preparando para 'o fim', cliquei no botão de atender. "Oi lindo, que bom que você lembrou da sua melhor amiga." Eu disse com um sorriso, ouvindo-o rir do outro lado da linha. "Bem, olá para você também, linda." Ele respondeu, com uma voz feliz. "Estou no elevador agora. Posso te ligar de volta quando chegar em casa?" Tentei adiar minha desilusão por mais um tempo. "Tudo bem. Na verdade, estou na sua casa agora. Pedi uma pizza e trouxe cervejas. O que você acha?" Isso não teria me surpreendido antes, mas agora, depois de não saber o que está acontecendo, estou confusa. Qual é a ocasião? "Pode ser para mim, amor." Estarei aí em 40 minutos, preciso pegar meu pedido na Padaria da Pam, certo?" Respondi. "Ah, por favor me diga que você pediu muffins de morango?" Ele perguntou sonhadoramente. "Você sabe que eu amo eles. Droga, garota, eu já estou babando!" Ele gritou. "Sim, eu pedi." Eu disse com um sorriso debochado. "Ok, tenho que ir se você quiser aqueles muffins." Encerrei a ligação e suspirei. "Oh Deus, por favor não faça isso comigo." Orei enquanto colocava o cinto de segurança e ligava o motor para voltar para casa. "Você consegue fazer isso. Você é forte." Disse a mim mesma, deixando o estacionamento. ... "Precisamos conversar." Engoli em seco. É isso. Prepare-se para o impacto. Quando cheguei em casa, Peter já estava sentado no meu sofá de couro preto, devorando pizza e bebendo sua quarta cerveja. 'Ótimo, obrigada por esperar.' Pensei comigo mesma. Ele me cumprimentou como sempre com um abraço de urso e um longo beijo na minha bochecha, me dando seu sorriso de um milhão de dólares. Percebi seu comportamento. Ele parecia confiante, feliz, até um pouco orgulhoso, mas o que era mais perceptível era o seu brilho. O que diabos aconteceu? "Eu sei, amorzinho, que eu venho evitando você há algum tempo." Ele disse, colocando os braços em meus ombros. "Mas tenho meus motivos." Ele continuou, "Você sabe que você é meu amorzinho, minha melhor amiga, e a pessoa em quem confiar." Ele olhou nos meus olhos, e eu não pude deixar de engolir novamente. Ele estava terminando comigo. Ele estava me abandonando. "Merda!" Ele xingou, tirando as mãos dos meus ombros para passá-las nervosamente pelos cabelos e virando as costas para mim. Fiquei parada; congelada e com medo. Uma súbita sensação de déjà vu me atingiu. Toda a cena parecia familiar. Onde eu já senti isso antes? De repente, a memória do meu sonho apareceu na minha frente. Rejeição. Era isso que a sensação familiar era. Todo o sangue sumiu do meu rosto, meu coração afundou no estômago e minhas pernas começaram a tremer. Era isso, o fim. Mais uma pessoa estava me deixando. Eu perdi meu parceiro. Agora estava perdendo meu melhor amigo. Limpei minha garganta seca, coloquei minha mão nas costas do seu ombro e sussurrei. "Me diga o que está errado?" Ele soltou um grande suspiro de ar e se virou. Colocando as mãos nos bolsos da calça, ele abriu a boca. "Eu encontrei meu companheiro."

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