Minutos depois… Eu tentava acalmar a minha mulher, mas com os hormônios à flor da pele e a irritação causada por aquela mulher, a tarefa beirava o impossível. Soltei uma das mãos do volante e falei, mantendo a voz firme e tranquila: — Amor, por favor. Respire um pouco, baby. Você está grávida. Ela suspirou, mas não foi suficiente para apaziguar o ânimo. — Como quer que eu me acalme? Eu nem cheguei a matar aquela desgraçada. Balancei a cabeça, contendo um sorriso involuntário. Estendi a mão e acariciei sua barriga. Sofia, que permanecia sentadinha e observando tudo com aquele silêncio curioso, levantou-se devagar e se acomodou no colo dela. Sofia — Não chora, mummy. Eu sou sua filhinha. Minha mulher a acolheu num abraço apertado, claramente tentando controlar o choro por causa dela.

