Intrigada

757 Palavras
Helena estava aos prantos, não se conformava ao imaginar que em uma semana estaria casada com um dos homens mais temidos. Foi criada em um convento, vinha para casa somente aos finais de semana, mas se lembrava com ternura dos momentos junto à família. Filha única, tinha uma boa relação com os pais. Mas seu pai prometeu a ela o que não poderia comprimir, uma vida normal, infeliz era o homem que pensava na possibilidade de ter uma vida comum, fazendo parte da máfia Americana. Helena sabia da integridade do pai, e que ele Faria de tudo para vê-la feliz, só não contava que o chefe da máfia viu nela uma esperança de redenção para o melhor amigo. Ela até se engraçou por um soldado chamado Heitor, trocaram olhares, mas quando o rapaz quis avançar, ela teve medo. Ele prometeu que se casaria com ela, mas Helena achou melhor não confiar, também não gostava dele ao ponto de entregar seu tesouro. Tesouro, era assim que a mãe de Helena chamava a virgindade dela. O medo era justamente porque do mundo onde ela vinha, não ser mais pura deixava a opção de apenas dois caminhos, era morte pelo prometido que fez um acordo acreditando que receberia uma moça virgem ou se tivesse sorte, viver como prostituta. Helena já não estava mais no convento, precisava organizar seu enxoval do casamento. A mãe dela organizava umas peças que compunha um jogo de quatro. __ Pare de chorar filha. __ Não consigo mamãe, e nem posso. Ele disse ao papai pelo menos aonde vamos morar? __ Não, mas o casamento... O telefone tocou, interrompendo a conversa entre mãe e filha. Era Rocco. A mãe de Helena se tremeu toda, a voz do homem do outro lado da linha, era grossa e rouca. __ Quem é? __ Seu noivo, e ele quer falar com você. Helena pensou em dizer que não falaria, mas se negar não era opção, uma vez prometida, já estava selado um acordo. __ Diga senhor Rocco, não tenho nem um sobrenome para chamá-lo, espero que não se enfureça vossa excelência. Ela estava de pirraça. Ela não sabia quem era a família de Rocco e nem mesmo ele. __ Senhorita Salvatori. Helena pulou ao ouvir a voz potente dele. __Vá ao jantar na casa do chefe, não me desafie, leve os exames de praxis. Ele desligou e Helena chorou ainda Mais. Ele sabia das pesquisas e ligações feitas por ela, na tentativa de saber mais sobre o noivo. Helena buscava o que descobriria por si só, quem verdadeiramente era Rocco, o homem do coração Tenebroso que insistia em dizer que não possuía um. Naquele dia, Helena chorou muito, mas precisou se obrigar a realizar os exames, se exércitos de homens não desafiava Rocco, não seria ela a fazer isto, esse era seu pensamento, amém do mais não se tratava de uma ordem dele, mas sim um protocolo da máfia. Os exames eram entregues aos noivos da máfia, que deveria entregar aos anciões mais velhos, exames núpcias era realizados pelas moças e os de doenças sexualmente transmissíveis realizados pelos homens, os anciãos avaliavam para ver se estava tudo ok, e só depois os preparativos para o casamento iniciava. No período da tarde, Rocco ligou mais uma vez. __ Tudo ok Helena? Não se esqueça dos exames, eu os pego lá. Os anciões cobravam os exames. __ Não fui convidada. __ Não me desafie Helena, meu último aviso. Ele desligou, ela teve vontade de entrar no telefone e gritar com ele, se sentia morta ao ser obrigada aquele casamento, então morreria de uma vez por todas. __ Helena minha filha, ele deve está querendo te conhecer, vê-la pessoalmente antes do casamento. Helena pensou que poderia ser verdade, talvez a mãe tivesse razão. Helena tentou confrontar Rocco no jantar, foi toda de preto para mostrar que era assim que sentia, sem vida, de luto. Odiava aqueles jantares, por sorte seu pai não tinha um auto cargo dentro da máfia, e raramente sua família era convidada, dificilmente se deparava naquelas ocasiões. O chefe da máfia, Magnus Matarazzo, veio até Helena. A mãe de Helena o reverenciou como todos deveriam fazer. __ Senhoras Salvatori. O olhar dele estava sobre Helena. __ Suponho que seu convidado não veio cumprimentá-la senhorita? __ Ele virá senhor Matarazzo, tem algo para entregar e... Helena olhou para as mãos e a pasta já não estava mais com ela. __ Como eu previ. O chefe se retirou. E Helena ficou intrigada em como aquela pasta tinha sumido de suas mãos.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR