Pesadelo narrando Pela primeira vez na vida, eu me permiti viver. Não era só sobre festa, decoração ou presente. Era sobre sentir que eu também merecia. Que tudo aquilo, cada detalhe, cada gesto tinha sido feito pra mim, pelo cara que sempre viveu no escuro, desconfiando de tudo e de todos. Pela primeira vez… eu me deixei fazer parte. Quando sentei na mesa, confesso que fiquei meio pá. De um lado, Ratão. Do outro, Talibã. Os dois, rindo e trocando ideia como se nada tivesse acontecido. Meu instinto gritou pra eu ficar alerta, mas… eu respirei fundo e deixei o momento rolar. — Pesadelo, eu queria pedir desculpas pelo que rolou naquele dia no baile, — Ratão começou, meio cabreiro. — Eu não fazia ideia que a mina estava no seu porte, tá ligado? Só queria deixar claro que se eu soubesse, e

