Lucas narrando Já era por volta de meio-dia quando bateram na porta da minha sala. Eu nem tinha terminado meu segundo café quando o soldado entrou, pálido, os olhos arregalados. — Senhor, tem uma mala lá fora… com o seu nome. — ele falou, hesitante. — Acho que foram os traficantes que mandaram. — depois que o capitão me elegeu como Tenente, ele explicou para geral que eu estava infiltrado no morro e que eu merecia esse cargo. Na hora, meu sangue gelou. Peguei a arma que estava em cima da mesa, encaixei no coldre, e saí da sala com o coração batendo diferente. A cada passo que eu dava em direção à recepção do batalhão, minha mente trabalhava em mil possibilidades. E nenhuma delas era boa. Quando virei o corredor e vi a mala preta largada no meio do piso frio, já senti um cheiro forte

