Ela estava deitada na cama, imersa na leitura do livro que havia se tornado seu refúgio nos últimos dias. O quarto, que antes parecia um confinamento, agora era um espaço de escape silencioso. A monotonia do ambiente era quebrada apenas pela presença esporádica das funcionárias, que, seguindo ordens que ela não ousava questionar, entravam e saíam sem dizer uma palavra além do necessário. O silêncio da tarde foi abruptamente interrompido quando a porta do quarto se abriu com um rangido. Diana entrou, seu semblante impassível e seus olhos fixos em um ponto distante, como se tentasse não se envolver com o desamparo que talvez refletisse no rosto da jovem. — Se arrume e desça. Seu noivo está na sala — a voz de Diana era firme, mas havia um toque de indiferença que soava quase c***l. — Cubra

