Aziago

1437 Palavras
Capítulo-XXV. Aziago " Nenhuma tristeza dura para sempre; quem disse isso esqueceu que não podemos viver sem o calor do sol e que muitas pessoas tem o próprio sol. E quando ele por alguma razão se vai, são os sorrisos que não duram para sempre." Camila Ele se entregou para mim com loucura, desejo, e eu sentia um despertar feroz. Éramos nós entre os lençóis, entre os caminhos da paixão. De onde ele vem? Não sei. Apenas obedeço ao sentir do meu coração. Varuna desceu pelo meu pescoço com beijos e o raspar de dentes que acendiam um incêndio em mim. Senti suas mãos apertando minha pele, explorando meu corpo em muitas partes. — Se fizermos, não terá volta — sussurrou. — Não procuro volta, e sim seguir em frente. Eu quero que seja você... me toque. Ele atendeu. Seus lábios me preencheram de beijos, como se fosse um lençol invisível cobrindo minha pele. Cada toque dos lábios dele nos milímetros que me compunham fazia faíscas se espalharem pelo meu interior. Varuna ficou de joelhos entre minhas pernas e me olhou. Em suas íris cintilava um brilho especial. Suas mãos deslizaram por minhas pernas, pelo interior da minha coxa. — Você é linda. Senti vergonha, mas também fui preenchida por uma sensação de pertencimento. Fechei os olhos conforme o corpo dele abaixava-se. Senti o ar quente de sua respiração contra o meu sexo. Meu coração acelerou tanto que achei que iria perfurar meu corpo e se expor aos olhos do homem que amo — porque é isso: eu o amo. Varuna encostou a ponta da língua lá, e um choque percorreu meus ossos. Logo senti beijos molhados, quentes, e em seguida fui ch*pada como se fosse uma bala. Mãos grandes, poderosas, me abriam como se abre um livro. Soltei suaves gemidos. A sensação era nova, boa e diferente. Senti a umidade se expandir, a língua dele fazendo suaves carícias. Era terno, mas feral; havia loucura e entrega. Os barulhos da sucção preenchiam o espaço onde estávamos. Eu era dele... sim, eu era. No momento isso me emocionava, como se em todo esse tempo meu corpo aguardasse por aqueles toques, por aqueles beijos, para saciar o desejo junto com ele. A sensação da ponta de alguma coisa querendo me invadir chegou. Não era bruto, porém estranhei. Causou-me algum incômodo. Remexi meu corpo devagar, não em uma dança sensual, mas procurando me desligar do contato. Varuna percebeu, retirou e acariciou minhas coxas. As sensações cresceram, meu corpo começou a esquentar de uma forma anormal. Varuna percebeu o momento em que ergui levemente o quadril em busca de mais contato. Ele não aliviou: prendeu-me, e a sucção ficou mais forte, impiedosa. Segurei o lençol com força; parecia prestes a cair de algum lugar, mesmo estando segura em cima da cama. Meu corpo estremeceu e em seguida sacudiu, acompanhado do meu grito rouco, perdido devido à delícia de uma nova sensação. Por segundos minha mente parou, minha v****a contraía sem parar. Estava de olhos fechados, ofegante, quando senti os lábios do homem de encontro aos meus. Varuna me beijava delicadamente. Era estranho sentir o meu gosto em sua língua. Ele se acomodou no meio das minhas pernas já afastadas, levou a mão ao meu meio, e algo duro se alojou bem na minha entrada. — Esperei muito por isso. Esperei por nós por tanto tempo. Eu posso te sentir, Camila. Posso te sentir como nunca antes. Estamos aqui juntos, minha menina... Não entendi o que ele queria dizer, até pela forma com que falava. Transmitia algo além: como se já nos conhecêssemos há tempos, como se tivéssemos nos encontrado, nos perdido e agora fosse o retorno. No entanto, tais palavras acenderam meu coração. Pareciam dedos invisíveis encostando em minha alma. Não respondi. Acariciei suas costas. Ele mostrava-se tenso. De certo modo, eu também estava, porém tinha convicção do que queria — e o que eu queria era ele. Estava acontecendo. Sabia que viria a dor da perda da castidade, sabia que meu corpo iria estranhar outro me invadindo. — Tenta relaxar, minha menina — sussurrou Varuna, beijando meu pescoço. Nos olhamos, e a penetração teve início. Apertei minhas pálpebras por causa da pressão. — Dor? — Não... pode continuar... — Seus olhos... Não os feche para mim, Camila, não o faça. Olhe para mim. O tempo todo, olhe para mim... por favor... Balancei a cabeça em afirmação. Varuna me deu outro beijo de língua, gostoso, calmo e cheio de algo que não sei explicar. O olhar dele me dizia tanta coisa sem a necessidade de palavras. Era o meu mar, o meu mundo, a minha vida todinha espelhada ali. Varuna forçou. Senti que entrava, senti dor como se algo estivesse sendo levado de mim. Chorei em razão de uma emoção pura. — É sua... minha v*rgindade é sua, Varuna... — sussurrei por entre lágrimas. Meu peito parecia que ia explodir. — Você esperou por mim, minha menina... por mim. Lágrimas desceram pelo rosto mais belo que vi na vida. Ambos estávamos chorando e sorrindo; a mistura de alegria com um êxtase inenarrável nos envolvia. Nos beijamos vagarosamente, a emoção dando lugar ao desejo e à vontade da carne. A boca do meu amor escorregou pelo meu rosto, indo parar próxima ao meu ouvido. — Não posso falar das grandezas das estrelas, mas posso falar da sua grandeza dentro de mim. Minhas mãos, que se encontravam livres, o abraçaram. Eu sentia seu corpo, suas palavras, sentia o momento e algo que nos conectava. Beijei o ombro do paulistano, percorri meus dedos por suas costelas, sentindo cada músculo se movimentar enquanto ele investia dentro de mim com movimentos suaves. Ardia, queimava, e eu resfolegava com o m****o avantajado me abrindo. No entanto, perdi-me em carinho pelo homem que me fazia mulher, que me fazia dele. Ganhei beijos em meu pescoço, gemidos ao pé do ouvido, arfares descontrolados de quem sente o prazer. — Você é uma delícia... — ele sussurrou. Sorri boba por ouvir semelhante coisa. Varuna começou a transpirar. Passei a reparar que sua temperatura corporal começou a subir muito. Ele passou a sofrer com estremecimentos, seus gemidos se tornaram uma mistura de dor com prazer. — Varuna, você está bem? — indaguei preocupada. Ele ergueu-se alguns centímetros e olhou-me nos olhos. O cabelo estava encharcado, gotas de suor escorriam por sua face, parando no queixo e caindo sobre minha pele. Ele não respondeu, apenas continuou a me olhar com intensidade. Passou a mão trêmula por meu rosto. Varuna parecia feito de brasas vivas, seus toques eram demasiadamente quentes. — O que está acontecendo? — sussurrou, como se eu pudesse lhe dar alguma resposta. — Não sei... — sibilei. Varuna tocou meus lábios com o indicador, deslizando-o pesadamente. De repente meu corpo começou a estremecer; sofri arrepios e tremores. Olhei para o homem que estava por cima de mim e que retornava ao encaixe do meu pescoço. Conforme ele voltou aos movimentos, meu corpo parecia entrar em combustão. Minha pele recebeu uma camada generosa de suor que substituiu o leve porejar. Abracei-o mais forte, o sangue em minhas veias passou a correr com mais velocidade. A ardência em minha v*gina já não existia: o prazer tomou conta, e meus gemidos se juntaram aos de Varuna. Estávamos em pleno deleite do novo, do pecado que gera vidas, do pecado que une pessoas por muitas razões. — Sou sua... — sussurrei, embebida no elixir da luxúria. — Para sempre minha... somente minha... Meu coração explodiu ao ouvir sua confirmação. Varuna acelerou a p*netração; sucumbimos juntos, nos apertando, e entre urros e gemidos altos g*zamos. Eu voei nos braços dele, atingi o ponto mais alto e pousei nos seus olhos azuis que olhavam para minha face com... com... não sei explicar. Agora, nesse momento, ele dorme com a cabeça apoiada em meu peito. Teço carinhos em seus fios levemente dourados. Suas mãos envolvem minha cintura, e perto de nós está a leve mancha de sangue, a prova cabal do que aconteceu há poucos minutos. Olho para Varuna, que tem uma fresta fina de a******a entre os lábios. — Sinto que te conheço... que sei mais de você do que acredito. Sinto que em algum tempo nossas vidas se cruzaram. Pensar nisso faz meu coração gelar. Sinto algo estranho. Olho para Varuna e meu peito aperta tanto que choro em silêncio. Olho para o teto do quarto. “O que significa isso, meu Deus? O quê?” Olho mais uma vez para o homem abraçado à minha cintura. Puxo uma respiração profunda. A agonia medra em mim. Fecho os olhos, querendo que essa sensação r**m desapareça.
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