Os próximos dias foram iguais, Alcivan sempre com o trio da grifinoria, Draco com a Pansy e eu com meu pai, apendendo tudo que eu podia sobre o preparo de poções, podemos dizer que as técnicas dele são perfeitas.
Eu encontrei os meninos não salão comunal. Fazia tempo que não conversávamos sem ser em salas de aula.
–Está pronta?– Pergunta Draco com a voz animada.
–Sim!–Respondo confiante.
–É normal eu está ansioso para ver nossa casa perder ponto?– Alcivan fala meio indeciso.
–Nessa condição sim.– responde Draco.
Fomos andando animadamente até a sala de poções, meu pai entrou na sala fazendo todos se calarem, pai passou uma poção para que a sala a preparasse. Uma poção relativamente fácil, algo simples porém útil.
Eu estava esperando qualquer brecha para dar minha deixa e perder pontos para Sonserina e ganhar aquela vassoura. Sempre fui competitiva, culpa do meu irmão!
Estava preparando minha poção calmamente, enquanto esperava por uma oportunidade.
–Parece que o dragão vai para mansão Malfoy–Draco começa a cantar vitória.
–Será que você senhor longbottom não consegue fazer uma poção sem erra ou explodir alguma coisa.– Escuto a voz do meu pai brigando com algum aluno incompetente.
Dou um sorriso de lado, essa é minha deixa para fazer m***a.
–Será?– Olho para o leiro que estava desmanchando o sorriso.
–Vamos testar a sua poção Longbottom, beba!– Meu pai exige.
–Mas professor– Agora escuto a voz de Hermione.
–Calada– Meu pai fala para a garota– Beba Longbottom.– Exige ele novamente.
Ainda sentada viro meu corpo em direção ao meu pai e colega de turma
–O senhor não pode fazer isso professor Snape– Toda a sala que antes olhava para meu pai e Neville agora olhava para mim
–Como senhorita Black?– Pude ver a irritação começar a realmente sair do controle.
–Seu dever em sala de aula é ensinar a poção, e não fazer um aluno tomar a poção quando erra.– Acho que estou indo em direção a minha morte.
Por um momento e senti que toda a sala parar até de respirar
–É melhor a senhorita ficar quieta.–Meu pai falou diretamente para mim.– Beba Longbottom
Meu pai coloca a poção no frasco e entrega na mão de Neville.
Sei que o que eu vou fazer agora pode me dar mais que detenção, ele pode me deixar de castigo. Ou me m***r.
Me levanto e vou até Neville. Tento parecer confiante mas estou "com o cu na mão" meu Fred falara isso.
–Não beba Longbottom, se você colocou Vagem sudorífera de mais, os efeitos não vai ser legais– Não sei como consegui falar essa frase com firmeza.
–Senhorita Black, minha ordem é que Neville beba a poção.– Quase posso ver uma veia saltando da testa dele.
Neville já estava com a poção perto da boca quando eu pego a poção da mão dele. Que frase eu coloco na minha lapide?
–Você não Pode fazer ele beber isso.– Falo dando ênfase na palavra você.
Pego minha varinha e faço a poção sumir, junto com a que estava no caldeirão do Longbottom
Meu pai me olhava sério e m*l humorado, eu olhava ele também Sério. Como eu consegui? Não sei, mas espero que isso me faça ganhar a aposta e não a morte.
–Menos 70 pontos para Sonserina e detenção, hoje a noite após o jantar.– Meu pai se controlou para não gritar comigo.
–Tudo bem, com licença.– Agora coma vitória da aposta posso finalmente volta para minha cadeira antes que eu desabe aqui mesmo.
Dei as costas ao meu pai olha para Draco e Alcivan, os mesmos estavam com a boca aberta, eu sorri para os dois e sentei entre eles.
–Acho que alguém vai ganhar uma vassoura nova.– Falo tentando me concentrar em algo bom que talvez possa acontecer.
E uma detenção, talvez castigo, uma bronca com certeza e por último uma azaração.
–Você desrespeitou o Snape, questionou do jeito que ele da aula e está prensando vá vassoura?– Draco fala indignado.
–Sou seu fã, eu e meu irmão queríamos falar isso desde o primeiro ano.–Alcivan me olhava orgulhoso.
Depois disso a aula seguiu silenciosa, ninguém queria perguntar nada, até a Hermione controlou a língua, o que é bastante raro.
Depois da aula de poções seguimos para feitiços que não demorou muito. A tenção da aula de poções continuou durante toda a aula de feitiços que também foi mais silenciosa que o normal
Ja no salão principal todos me seguiriam com o olhar principalmente meu pai. Estou acostumada com olhares desse tipo. Qual é, não é a primeira m***a que eu apronto na escola.
Não demorou muito para os gêmeos de ouro estarem na minha frente, coisa que não passou despercebida por ninguém. Eles pareciam eufóricos.
–Você fez o que estão dizendo que fez?– Fred foi o primeiro a perguntar.
–Acho que sim.– Tombo a cabeça para o lado. –O que falaram que eu fiz?–Pergunto com uma falsa inocência.
–Você quer leva um Avada? Nem eu e Fred fomos tão longe assim.– Mesmo perguntando, Jorge sabia que era verdade.
–Do que vale está viva se não for para ser lembrada?– Tento justificar-me.
–Sonserinos suas vontades de serem lembrados.– Fala Fred como se ele realmente não tivesse a mesma vontade.
–né.– Concorda Jorge.
–E vamos conversar enquanto vcs me acompanha até a detenção.– Falo.
–Até sua morte isso sim.– Jorge me corrige.
Dou um leve sorriso e eles saem de perto da mesa da Sonserina.
O jantar seguio normal, bem mais do que eu pensei que seria. Eu não sei o que esperar, mas eu estava esperando alguma coisa.
Meu pai saio da mesa dos professores 20 minutos antes de mim então quer dizer que ele já está me esperando.
Sigo com os gêmeos ate a sala de meu pai, só conversamos sobre as diversas passagem secretas do castelo e de como usa-las para se livrar do pirraça.
–Boa sorte.– Fred me deseja em frente a sala.
–Obrigado.– Agradeço.
–Qualquer coisa é só chamar– Fala Jorge.
–Não é como se ele fosse me matar.– Eu acho. Completo a frase mentalmente.
–Mesmo assim.– Falam os dois juntos.
–Se cuida baixinha.– Fala Fred
Fiz uma cara de deboche e eles riram e logo saíram. A gora é so eu e meu pai.
Bato três vezes e escuto um "entre".
Respiro fundo e faço a minha melhor cara seria, mesmo estando nervosa, e quase tento um ataque do coração
Abro a porta e vejo meu pai e Potter na sala
–Potter? Você aqui?– Pergunto
–Você não é a única que quebra regras.– Ele fala rindo de leve.
–Mas fui a única a desafiar o professor Snape durante a aula dele.– Falo em língua das cobras.
Não iria arriscar né. Pai já está bem zangado comigo. Acho que nada pode piorar minha situação com ele.
–É, você foi a única pessoa doida o suficiente, e o Neville quer te agradecer– Harry responde também na língua das cobras
–diga a ele que não foi nada.– Não foi mesmo, se fosse por mim ele beberia a poção, mas eu tenha que ganhar a aposta.
–Senhor Potter está dispensado, eu tenho que conversar com a senhorita Black.
Pai parecia admirando pela nossa pequena conversa, acho que ele não entendeu.
Mas se ele não é ofidioglota, onde diabos eu herdei isso? Essa coisa esta mais complexa do que eu pensei.
Harry andou até a porta e parou para falar no meu ouvido
–Não force muito a barra, ele está uma fera pelo que você fez
–E você, porque esta aqui?– Pergunto.
–Ele acha que eu joguei bolas de lama no príncipe da Sonserina.
–E não jogou?– Pergunto levantando uma sobrancelha sugestiva.
–Talvez– O sorriso dele deixava tudo explicado.
Como resposta eu apenas dei um leve sorriso
Harry saiu da sala me deixado a sós com meu pai.
Ele logo lançou um abaffiato na sala. Foi aí que eu percebi que a coisa está mais serias do que eu pensei.