Já nos três vassouras, eu tomo minha cerveja amanteigada enquanto observo os ruivos em minha frente.
–Três anos atrás, ficamos de detenção após jogar bolas de neve no professor Quirrel.– Fala Jorge orgulhoso.
Coloco minha bebida na mesa, enquanto penso no professor que dava defesa contra artes das trevas a alguns anis atrás.
–Não era esse que tinha Voldemort na cabeça? Literalmente.– Falo assim que lembro de quem eles estão falando.
Os gêmeos a minha frente ficaram desconfortável com a palavra Voldemort, mas decidimos ignorar. Nunca entendi porque ter tanto medo de um bruxo.
–Isso mesmo, então nós ficamos de detenção após jogar bolas de neve em Você-Sabe-Quem.– Fala Fred orgulhoso.
–Interessante.– Falo fingindo pouco caso. O que não foi pouco caso. Estou impressionada, mas não acho que eles teriam feito isso se soubesse que Voldemort estava no professor. Então não conta muito.
–Só interessante?– Pergunta Fred meu decepcionado com minha falta de interesse.
–Nós jogamos bola de neve no maior bruxo das trevas.– Jorge reexplica a situação.
–Não tem muito credito jogar bolas de neve em um professor meio lesado. Duvido que vocês jogariam bolas de neve nele se soubesse sobre Voldemort.– Falo enquanto tomo minha bebida.
–E você? O que fez?– Pergunta Fred para mudar de assunto.
Tomo mais um pouco da minha bebida, enquanto penso em algo a altura dos gêmeos.
–Eu me lembro que quando eu tinha 11 anos, eu e meus dois amigos ficamos cansados das aulas, então fizemos todos as professores ficar doente de uma só vez.– Falo. Claro que tinha coisas bem piores, mas não quero esses dois me copiando por ai.
Os gêmeos jogaram a bebida que estava na boca fora. Não acho que eles tenham acreditado facilmente. Seria difícil acreditar que três crianças de onze anos fez todos os professores ficarem doentes. Mas o que posso fazer? Eu Fred e Marcos erámos umas pestes.
–Como?– Pergunta Fred interessado.
–Poção do vômito, tivemos ajuda dos poltergeist da escola, mas queríamos algo mas prático que uma poção, mas foi o que deu para usar.– Falo simplista.
–Seria legal se fizermos isso com nossos professores.– Fala Jorge com um sorriso sugestivo.
–Ver o professor Snape doente alimentaria meu ego, e a nossa fama.– Fred também sorri cínico.
–Não sabemos como prepara essa poção.
Dou um sorriso de lado, chamando a atenção dos dois. Seria legal recriar uma brincadeira de criança.
–Então vocês estão com sorte, sou praticamente a melhor em poções da escola. E essa não é difícil.– Falo. Os gêmeos deram um sorriso de lado
–O que vc vai quer em troca?.– Pergunta Fred.
–Nada de mais, só quero apontar com vocês. Estou sem amigos nessa parte.– Saudades de quando eu e os meninos aprontávamos todas.
–Então está dentro, você faz a poção, depois nós três vamos até a cozinha e coloca a poção no sucos dos professores.– Jorge parecia animado coma ideia.
–Mas como faremos isso?– Pergunta Fred pensativo.
–Já pensei nessa parte, só que vai ser um pouco complicada, e eu vou ter uma ajuda de Alcivan.– Faz tempo que quero pedir a capa da invisibilidade emprestada.
–Você vai contar para ele?– Pergunta Jorge.
–Não.– Respondo.
Passamos muito tempo no três vassouras conversando sobre nosso plano. Já estávamos de saída quando encontramos Draco.
–Então você não pode ficar comigo, para sair com seus amigos grifinorios?– Draco não parecia feliz por ser trocado.
–Não exagera Draco.– Falo simplista. Não quero ficar irritada com pouca coisa.
–Como não?– Draco cruza os braços enquanto olha os gêmeos de cima a baixo
–Relaxa malfoy, não fiquei m*l só porque ela preferiu a gente do que você– Fred não perdeu a oportunidade para alfinetar Draco.
Fred e Jorge estavam com uma cara sarcástica, enquanto Draco ficava com raiva.
–Fred, Jorge, por favor, não tentem piorar a situação.– Falo, os gêmeos dão de ombros.
Porque eu sinto que lá vem m***a?
–Thamy vamos.– Draco praticamente ordena.
Olho séria para o mesmo e suspiro. Acho que devo isso a ele. Mesmo sabendo que ele não fico o tempo todo sozinho.
–Fred e Jorge podemos conversar melhor no castelo?– Falo apenas para irritar o Draco. Eu e os gêmeos falamos tudo o que tínhamos para falar.
–Por mim tudo bem.– Falaram os dois em conjunto.
Eu já estava saindo com o Draco quando a Pansy aparece.
–Oi Pansy– Draco comprimenta a garota, enquanto ela me olhava de cima a baixo
Além de aguentar essa garota no dormitório, na comunal da Sonserina, nas aulas, não quero ela perto de mim, isso é sufocante. E entediante.
–Quer saber Draco, eu vou com "meus amigos grifinorios" tenha uma boa tarde com a Parkinson.–Tento ser o mais gentil possível, mas essa garota consegue me tirar do serio de um jeito que eu não sei explicar.
Sai de lá com os gêmeos atrás de mim.
–Odeio aquela garota.–Reclamo.
–Eu achei que era ciúmes.–Fred fala com aquele tom debochado.
–De quem pelo amor de Merlin?–Dou um sorriso mais debochado que ele.
–Do Malfoy.–Jorge responde.
Eu simplesmente cai na gargalhada. Ciúmes do Draco? Nem na minha decima encarnação. Longe de mim, eu apenas não suporto aquela garota.
–Pelo amor de Merlin.– Bato com minha mão em minha testa.
Volto a ficar seria, eu e os meninos estávamos andando rumo a escola
–Mudando de assunto, quando vamos colocar nosso plano em prática?– Pergunta Fred empolgado.
–Acho que depois da detenção que eu vou pegar depois da aula de poções.– Falo.
–Mas você não tem detenção.– Jorge fala já percebendo minhas intenções.
–Até a próxima aula não.– Dou um sorriso nada inocente.
–Cuidado com o Snape.– Fred avisa.
Não é a primeira vez que me avisam isso, mas não quero perder a aposta, não quando uma vassoura está em prêmio. Sem contar do Luk, nem a p*u que eu vou deixar ele nas mãos do leiro.