Valentim e a home green

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Depois do caos e da queda das ações industriais só havia uma coisa a se fazer, se juntar ao governo e mostrar que podia oferecer mais que as outras empresas e foi exatamente o que Marilia fez, com a morte de seu marido teve que cuidar da casa e das muitas propriedades que ela e seu filho herdaram, ela não estava acostumada a lidar com os figurões do estado que apenas queriam uma única chance para derruba-la do poder e tomar seus bens. Mas Marilia não era burra aprendeu a lidar com eles muito rápido e os colocou em seu devido lugar, não permitiria que o legado de seu marido fosse deturpado, de todos os bens que ele lhe deixou o que mais prezava era a grande holding chamada de casa verde, a empresa era a maior no ramo de comunicações e informática, tinha ligações com todos os grandes polos tecnicistas do mundo, era uma empresa mais que multimilionária, era difícil comandar sozinha, mas ela não podia confiar em ninguém, então se ocupou da diretoria sozinha, até reencontrar um velho amigo no qual podia confiar, Saulo era um grande empresário do ramo cibernético seria de grande ajuda para ela. E assim ela conseguiu transformar sua casa verde na primeira empresa de linha de frente do país, a única ligada ao estado de fato, apenas pequenas causas das quais não queria participar eram repassadas para as empresas menores, a holding atendia não só o Brasil, mas vários outros países de grande porte. Quando seu filho Valentim fez quinze anos ela começou a ensinar-lhe como gerir o negócio, ele passou pelas mãos de muitos renomados administradores, contadores, engenheiros, cientistas, programadores e técnicos em TI, precisava saber como funcionava cada detalhe e cada parte da empresa, aos vinte anos Valentim já era o mais inteligente CEO do país, suas ideias revolucionarias encantaram o presidente e seu séquito, ele se tornou requisitado e disputado pela alta sociedade como um prêmio, sua mãe estava orgulhosa do filho. Mas Valentim escondia dentro de si muita raiva, cresceu revoltado por ter que tão cedo assumir responsabilidades que não queria, mas nunca disse nada e nem reclamou, não queria decepcionar a mãe que lutou tanto por ele, então resignou-se e cumpriu seu papel de filho e herdeiro, fazia seu trabalho muito bem, aprendia com facilidade qualquer assunto sobre gestão particular ou publica e sobre qualquer assunto que envolvesse a holding. O que ele queria mesmo era pintar, sua paixão estava na arte apreciava os quadros abstratos e os mais complexos, se imaginava como Picasso ou como Da vinc, queria sentar-se e apenas deixar sair de dentro de si as cores, fazia isso trancado em seu quarto, sua mãe achava os quadros lindos e elogiava o filho, mas nunca soube o quão sofrido era para ele não ter seu sonho exposto. A alma de Valentim estava incompleta, ele se tornou arrogante e fechado em sua infelicidade, nunca sorria e estava sempre de cara fechada, isso o conferia uma aparência mais sóbria do que devia, acordava as cinco e saia para correr pelos quarteirões próximos a sua imensa mansão, fazia isso por quase uma hora gostava de correr, se sentia bem. As vezes encontrava alguma moça desavisada que caia de amores por ele, seu porte atlético chamava a atenção, o belo corpo muito bem cuidado, as roupas caras e de boa marca, o belo rosto indicavam o quanto ele era um bom partido, então as jovens se jogavam aos seus pés como a água de um rio, mas ele não se interessava de verdade por nenhuma, apenas as usava uma ou outra vez , quando insistiam demais sua mãe cuidava disso para ele, o típico filhinho da mamãe. As oito ia para homegreen e desempenhava seu papel de CEO com perfeição, nunca deixava pontas soltas e sempre resolvia tudo, viajava constantemente para fora do país em seu jatinho particular, era respeitado por todos apesar da pouca idade, mas pelas suas costas falavam muito sobre ele e sua prepotência, o chamavam de coração gelado isso quando não diziam que não possuía um. Mas o que não sabiam era que por trás daquela frieza e pose arrogante, ele escondia um imenso coração, ele costumava ajudar as pessoas do subúrbio sem que ninguém soubesse, levava alimentos, roupas e as vezes até dava dinheiro e remédios, mas sempre disfarçado e nunca revelava a ninguém o que fazia, não queria que usassem isso contra ele, era melhor ser o duro e arrogante CEO sem coração do que um artista sensível que ajuda os pobres naquele mundo tão deturpado de moral . A empresa casa verde foi fundada antes do mundo ser deteriorado pelos ideais corruptos dos homens de cima, aberta pelo bisavô de Valentim foi crescendo ano após ano mesmo em um cenário caótico como o atual, a mãe dele foi a primeira mulher da família a gerir a empresa e fez isso com total sucesso, a holding era grande não só no tamanho, ocupava quase um quarteirão inteiro, subdividida em vários setores cada um responsável por uma área específica. Sob o olhar vigilante e metódico de Valentim ela só crescia e progredia mais, disputada pelos maiores líderes mundiais por seus serviços sempre bem feitos, a casa verde era a número um em todos os rankings. O pai dele estaria orgulhoso do quanto ele amadureceu e de como tem feito bem o seu trabalho, a holding já não era um problema de Marilia, ela agora podia aproveitar a vida sossegada esperando apenas que seu filho encontrasse uma moça decente e lhe desse netos para mimar. VALENTIM Eu nunca fui um cara de meias palavras, criado apenas para vencer e nada mais, feito para o sucesso, a vida foi muito boa comigo me jogou no seio de uma família tradicional e rica, mas isso não queria dizer que eu não tinha que trabalhar ou me esforçar, muito pelo contrário eu tive que aprender a ser o chefe perfeito, arquiteto, administrador, diretor, consultor, programador e muito mais, o trabalho era árduo e os estudos constantes, mamãe pegava no meu pé e me lembrava sempre da obrigação que eu tinha de dar continuidade ao legado de meu pai, eu me sentia pressionado e acabava abafando meus próprios desejos para não decepciona-la, mas eu sabia que não era certo e saber disso acabou me tornando alguém reservado além da conta, eu achava que ter meus desejos suprimidos era normal e que eu precisava fazer isso por mamãe. Cresci vendo os outros jovens da minha idade, saindo para se divertir enquanto eu estudava planilhas, enquanto eles se apaixonavam e viviam seus melhores anos apenas farreando, eu aprendia a gerir uma empresa, com o tempo me conformei com o meu destino, e haviam as horas vagas que me eram concedidas, então eu podia pintar nos jardins e pensar sobre minha vida. Em uma tarde eu estava nos jardins quando Alice irmã mais nova de uma amiga de mamãe apareceu, eu tinha 16 anos e já era muito atraente segundo mamãe, meu corpo se desenvolveu rápido, os exercícios que ela me obrigava a fazer cuidaram disso, eu passei a gostar de pratica-los, me faziam sentir bem assim como a corrida, Alice sentou-se aos meus pés na grama felpuda e observou meu desenho, era só uma réplica da casa. __ Isso tá incrível, você é bom. __ Obrigada é gentileza sua ! Eu era tímido com as mulheres, ainda não havia tido nenhuma experiência com elas, Alice era bonita, não tanto quanto as outras meninas que eu conhecia da escola, mas era bonita, devia ter uns 25 anos por ai, os cabelos eram negros e espessos, a boca grande e fina, era magra demais para o meu gosto. __ Você não faria um quadro meu ? Olhei para ela curioso, eu nunca havia pintado uma pessoa, talvez tivesse sido a curiosidade que tenha me feito aceitar pinta-la, ou outra coisa. __ Faço sim, quando ? __ Amanhã, na minha casa, o aguardo as seis, depois dos seus estudos. Ela se foi me deixando ali sentado, não pude deixar de notar o sorriso nos lábios dela, mais tarde descobri o motivo dele, eu agora só precisava pedir permissão para minha mãe. __ Mamãe, Alice pediu que eu pintasse um quadro dela, você tem algo contra? __ Não meu filho, ela já havia esboçado esse desejo, eu confesso que a encorajei a pedir-lhe. Estranhei aqueles modos dela, já que era sempre tão rígida e contra minhas praticas artísticas, mas até ali não desconfiei de nada, no dia seguinte fui até a casa de Alice, ela abriu a porta de seu apartamento para mim, era um lugar colorido e cheio de vida, diferente da minha casa que era sóbria e sem vida. __ Oi, você veio mesmo! __ É claro que vim, você desistiu de fazer o quadro? __ Não, vem vamos nos preparar. Tinha alguma coisa nela que me fazia desconfiar, mas eu não sabia o quê, as mulheres naquela época me eram seres completamente sem sentido. __ Senta ali Valentim, quer um suco ? __ Ah, não obrigada, mas se puder deixar água aqui eu agradeço. __ Claro. Ela trás uma jarra e um copo deixando em cima da mesa de apoio, e sobe as escadas enquanto eu preparo meu material, armo o pedestal e coloco a tela nele, se ela me mandou para ali com certeza vai sentar-se no sofá, a luz ali era boa e com certeza ela ficaria bem, ali naquela zona tão alegre, combinava com ela. Ela volta vestida em um robe de cetim vermelho, com os cabelos soltos e um batom vermelho na boca, sinto uma fisgada no meu estômago quando ela me olha __ Pronto ? __ Sim, podemos começar. Ela se coloca de frente para mim e tira o robe, não está vestindo absolutamente nada, minhas mãos começam a tremer e minha boca seca, eu nunca havia visto uma mulher nua assim de verdade na minha frente, os s***s dela eram grandes e a parte abaixo da barriga delicada e pequena como a de uma criança, sinto uma coisa estranha dentro de mim, vontade de pegar nela, de sentir como é o toque, começo a suar frio e ela diz __ Algum problema Valentim ? __ N-n-não ! Gaguejo sem jeito, mas é claro que havia ela estava nua na minha frente e eu precisava simplesmente pinta-la quando minhas mãos sequer me obedeciam, respiro fundo enquanto ela se ajeita no sofá, ela deita sob um lado do corpo mantendo as pernas levemente cruzadas, uma mão na cabeça próximo ao rosto e a outra descansando nos quadris, tento fazer o melhor que posso, ela me olha atentamente e de um jeito que parece ser perigoso. __ Valentim, você parece tenso, quer parar um pouco ? __ Não, eu estou bem, foi só a surpresa, não imaginei que quisesse um quadro assim! __ Assim ? __ Sem roupa alguma! __ Na verdade eu sempre quis, só não achei um pintor a altura e de confiança sabe. __ Como sabe que sou de confiança ? __ Apenas sei, falta muito? confesso que estou com cãibras ! __ Estou apenas dando retoques, já pode se vestir. Ela se senta no sofá respirando aliviada, olho o relógio, faziam duas horas e meia que estávamos ali, eu nem percebi, o quadro estava ótimo, os detalhes do corpo dela ficaram muito parecidos, mas o fato dela ainda estar nua na minha frente me deixava nervoso, se mamãe soubesse o tipo de quadro que vim pintar não ficaria tão feliz, pensava eu. Ela levanta e anda até mim, prendo a respiração quando ela se inclina por trás de mim para ver o quadro, sinto o cheiro de jasmim vindo dela é suave e bom, os s***s dela roçam nas minhas costas e eu fico com meu m****o duro, aquilo não era novidade para mim, eu costumava ficar naquele estado constantemente, tento me concentrar mas é impossível, ela parece não se importar, me ergo do sofá a deixando a vontade para olhar o quadro, pego um pouco de água tremulando e tomo rápido, ansioso por sair dali. __ Eu não sou tão linda assim, sou? __ Eu só pintei o que vi! __ Então você acha que eu sou bonita Valentim? Ela se coloca na minha frente e da um giro em torno de si mesma para que eu olhe, o que ela pretendia ? __ Sim, você é bonita. __ E você quer me tocar ? Engasgo com minha própria saliva diante da ousadia dela, ela queria que eu a tomasse, sim, e eu queria fazer isso, mas era errado, não era ? e além disso eu não sabia o que fazer exatamente. Ela não espera eu responder, pega as minhas mãos e leva até seus s***s, sinto o calor deles e a maciez se espalhar pelas minhas mãos, eu queria morde-los, beija-los, suga-los tudo ao mesmo tempo e me deixo levar pelas sensações, ela me guia passo a passo e eu vou permitindo, assim Alice me inicia no mundo s****l, sem pudor e sem receio, me mostrando o que fazer e como ser, naquela noite eu me tornei um homem, descobri o quão maravilhoso era sentir o corpo de uma mulher embaixo do seu, apalpar e gozar dentro dela, era a melhor coisa do mundo, e eu só pensava naquilo, por dois anos eu e Alice vivemos aquele romance clandestino sem ninguém nunca saber, até que um dia eu a procurei e ela simplesmente havia sumido, só restou uma mensagem que me deixou escrita na pagina de um livro. " Me desculpe, sua mãe me pagou para que eu o seduzisse e o torna-se homem, eu me apeguei a você e ela descobriu, o que vivemos foi de verdade acredite, você foi a melhor coisa da minha vida, use o que aprendeu comigo com outras e seja feliz ". O choque inicial foi grande, eu estava apaixonado por ela, ou melhor achava que estava, por ser a primeira com quem estive e por ter tido tantas noites maravilhosas ao seu lado acreditei que a amava, com o tempo percebi que não era bem esse o sentimento que eu tinha por ela, minha raiva pela minha mãe cresceu naquele momento e eu a confrontei __ Mamãe, como você pode mandar Alice me seduzir? para quê ? __ Você precisava ser homem, e tinha que encontrar prazer em algum lugar. __ E porque a mandou embora? __ Ela se apaixonou por você, deixei claro que nenhum sentimento podia existir entre vocês. __ Como pode ser tão má ? Depois daquele dia, passei a vê-la como o que ela realmente era, uma mulher fria e calculista que não se importava com mais nada além da fortuna, eu podia ir embora, fugir com Alice, mas ela me encontraria aonde quer que eu fosse. Resignado com o c***l destino que tinha a minha frente, me fechei para os sentimentos como ela queria, passei a focar só no prazer, aprendi muito com Alice e aprendi mais ainda em determinados estabelecimentos que encontrei por acaso. Eu sou Valentim, criado para ser um robô sem sentimentos, mas não o sou, por baixo de toda a arrogância e pose de m*l existe um coração machucado a espera de alguém para cura-lo.
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