Enganada, essa seria a palavra que definiria o meu estado Se acaso houvesse um estado a definir.
Quando você acredita demais na bondade das pessoas você passa a dar brecha para que elas façam com você coisas das quais você desacredita. Achando que todo mundo tem que obrigatoriamente pensar e agir como você, sendo você uma boa pessoa e honesta com seus sentimentos você deixa um espaço vazio dentro de si, espaço esse que deveria ser preenchido com as dúvidas, com a desconfiança.
Mas desconfiar não é o mesmo que acreditar que não há Esperança? Não, desconfiar é não dá margens para que outra pessoa te machuque.
Se por acaso, por um mínimo instante eu tivesse duvidado de quem estava ao meu redor talvez eu não fosse o que eu sou, não ouso me intitular de pessoa pode parecer confuso mas eu não sou mais uma pessoa, fui uma há muito tempo atrás antes de encontrar no meu caminho pessoas dignas de desconfiança e que eu julgava serem minhas amigas.
Eu estava feliz com o meu trabalho ainda que fosse apenas um estágio eu não ganhava bem mas era melhor do que nada, o trabalho era pesado confesso me faziam de boba, eu tinha que andar para cima e para baixo o dia inteiro levando e buscando papéis, atendendo o telefone e distribuindo cafezinhos em reuniões, mas eu não estava triste e muito menos infeliz na minha simplicidade e ingenuidade eu acreditava que aquele era o trabalho dos sonhos para mim, apesar do pouco tempo e da correria eu observava com atenção o trabalho das secretárias e dos empresários assim podia aprender facilmente como agir e o que fazer, consegui uma vaga também na faculdade que eu queria de administração, comecei a estudar no período noturno já que durante o dia eu precisava trabalhar a bolsa integral que minha professora do ensino médio conseguiu para mim me ajudou muito, segundo ela as minhas notas foram suficiente para que eu fosse aceita.
Eu não cabia em mim de tanta Felicidade e embora passa-se a maior parte do tempo cansada eu estava em completo êxtase, dali três anos e me formaria e conseguiria um emprego de verdade em uma empresa de fora do subúrbio, era o que eu queria e sonhar não me custava nada.
Depois de um dia cansativo de trabalho eu troquei de roupa no banheiro mesmo e segui para a faculdade, Eu ainda não tinha feito amigos de fato, tinha agora 16 anos, quase 17 e trabalhava já há 8 meses na CRT, eu sentia falta de Aníbal mas ele andava tão estranho e diferente que eu não queria mais passar tempo na companhia dele, Depois do meu primeiro dia de trabalho da carona que ele me deu passei a evitá-lo, ganhei vales transportes no estágio e pude ir com segurança até meu trabalho então eu não precisava dele fico lá papai insistia para que eu aceitasse companhia dele durante o trajeto mas eu sempre dava uma desculpa qualquer ir embora antes que ele Chegasse.
Naquele dia eu achei que tudo seria exatamente como todos os dias, mas assim que acabou a aula e eu saí da faculdade para ir embora o vi lá fora me esperando em sua moto ,fiquei com raiva por ele não me escutar e ainda assim está ali à minha espera, mas confesso que também gostei de ver eu não podia negar que sentia falta do meu velho amigo não deixa Aníbal de agora o de antes que me fazia sorrir e compreendia o que eu queria.
__ O que você faz aqui?
__ Você tem me evitado tanto, sinto sua falta!
Vê-lo ali na minha frente tão sentimental e frágil fez com que A velha chama da amizade reacendesse dentro do meu peito e eu fosse mais condescendente com ele.
__ Tudo bem, eu também senti na sua falta.
Ele sorri aquele sorriso travesso dele que o faz parecer uma criança prestes a fazer uma travessura e eu devolvo o meu.
__ Então, como vai no seu trabalho?
__ vai bem, é cansativo confesso mas é muito bom trabalhar e saber que vou ter meu dinheiro no fim do mês ainda que pouco, assim que eu terminar meu curso com certeza conseguiria arranjar uma coisa melhor.
__ Eu não tenho dúvidas disso!
Eu não sei o que estava acontecendo com ele mas alguma coisa estava incomodando e não era uma coisa boba e também acho que não tinha nada a ver com o fato dele estar apaixonado por mim não ser correspondido, era uma coisa maior algo que parecia que assim ele disse ou pensasse Se tornaria real a tal ponto Que não teria mais volta.
__ É você? Espero que tenha desistido de entrar para a gangue dos cobras, como vai seu trabalho?
__ Claro!
Ele estava mentindo e eu sabia disso, quando ele mentia levantava a sobrancelha esquerda e franziu o nariz e ele estava fazendo aquilo constantemente nesta conversa, notei também que estava nervoso alguma coisa não está certa, eu sabia que não devia estar ali conversando com ele alguma coisa dentro de mim me avisava para ir embora e deixá-lo sozinho, mas a bondade que ainda existe em mim naquela época me fez subir na moto dele e deixar que me levasse embora, maldita confiança que existia dentro de mim se eu pudesse voltar no tempo arrancaria a força de qualquer modo.
No meio do caminho enquanto ele pilotava calado eu também permanecia assim em silêncio, Parece que alguma coisa soprava no meu ouvido que eu não deveria estar ali que eu tinha que descer naquela moto e embora como sempre sozinha, quando ele fez a curva mas que nem errada meu coração acelerou instintivamente e eu perguntei
__ Você está indo pelo lado errado, para onde vai?
__ Eu quero te mostrar uma coisa.
Eu não queria ver coisa algum estava cansada, só queria ir para casa me deitar e dormir Mas ele parecia tão nervoso que talvez fosse alguma coisa importante
__ Eu não posso demorar Aníbal, estou cansada preciso dormir acorda amanhã cedo e ainda não vi papai hoje.
__ Seu pai está bem não se preocupe.
No dia em que ele me deu carona e prometeu me contar o que estava acontecendo com meu pai e de onde vinha os machucados no seu corpo ele cumpriu a promessa, segundo ele meu pai andava usando drogas além do álcool, descobri que ele andava pegando o dinheiro dele e usando para comprar crack, fiquei chocada pois ele não parecia um viciado não agia como um pelo menos não na minha frente, comecei a prestar mais atenção nele bem á tempo, Descobri que os machucados ele arranjava quando atrasava os pagamentos ou queria mais do que podia pagar, não eram a gangue dos cobras felizmente que estavam vendendo as drogas para ele era uma menos perigos, Se fossem os cobras ele com certeza já estaria morto.
Quando confrontei ele prometeu que não faria mais aquilo e que eu podia confiar nele, e ele cumpriu a palavra dele parou de usar aquelas porcarias não foi fácil e eu vi o sofrimento dele mas ele aguentou por mim.
A moto parou e eu voltei das minhas lembranças, não tinha nada por perto apenas a escuridão e barulhos estranhos
__ Lugar é esse Aníbal? não estou gostando melhor irmos embora daqui.
__ Vem o que eu quero te mostrar está logo ali atrás.
Minha mão começou a suar imediatamente quando desci da moto, uma sensação arrepiante cruzou meu corpo e eu comecei a andar lentamente na direção para onde ele ia.
__ Aqui, Desculpa, por favor me perdoa!
Olho para ele confusa não tem nada ali e por que ele estava me pedindo desculpa? seis homens enormes, não, são sete. fico me perguntando o que eles querem e por que parecem conhecer Anibal, olho para ele e dou alguns passos para trás quando eles se aproximam.
__ Anibal, o que está acontecendo ?
__ Desculpa !
Ele diz visivelmente transtornado, leva as mãos a cabeça confuso e se encosta em uma parede me dando as costas.
__ Tu vai olhar mané!
__ Por favor, não, eu já trouxe ela!
__ Vai olhar sim, ou nós vai comer tu também !
Meu coração dispara loucamente como se uma escola de samba inteira estivesse dentro dele, minha respiração começa a faltar, a ansiedade e o nervoso começam a fazer meu sangue gelar, olho com mais atenção para os homens que me olham com jeito de quem viu um prato de comida, reconheço quem são, são da gangue dos cobras.
__ Que coisinha linda meu irmão, ei tu é virgem mesmo é ?
Um deles diz tocando meu cabelo, o nojo me faz recuar e afastar a mão dele de mim
__ Olha, olha como é bravinha, melhor tu ficar de boa se não quiser que eu arranque esses olhão verde ai.
__ Anibal!
Eu chamo ele assustada, a ficha ainda não havia caído que meu melhor amigo apesar dos últimos acontecimentos havia me entregado para poder entrar para a gangue, olho para ele encolhido em um canto me olhando tão assustado quanto eu. Dois dos homens pegam minhas coisas de mim e jogam no chão
__ Vem cá coisinha linda vem!
__ Não, me larga!
Me desvencilho dos braços deles e corro para um canto da parede, o que posso fazer? estou acuada, são sete contra uma, eles me cercam e eu fico baratinando de um lado para o outro feito barata tonta sem saber pra onde fugir.
__ Não, não,por favor, deixa eu ir embora, eu não fiz nada pra vocês.
__ Desde a primeira vez que eu te vi menina meu p*u chorou chamando você, tu vai ser minha primeiro e depois dos meus homens se sobrar alguma coisa seu amigo ali pode ficar para ele.
Um homem alto e branco, com dreads no cabelo diz, ele tem ouro nos dentes e é alto e forte, uma arma de alto calibre pende de suas costas
__ Eu prefiro morrer!
__ Ah é ? corajosa você gostei.
Por impulso dou um tapa na cara dele que estrala alto, minha mão dói, um dos homens tenta devolver o tapa, mas o líder diz
__ Não, isso é preliminar pra mim, vigiem o beco ela vai ser minha agora, ajoelha menina.
__ Não, não.
Me recuso a obedecer, mas eles não estão nem ai para o que quer que eu faça ou diga, sinto duas mãos fortes nos meus ombros me empurrando para baixo e logo meus joelhos estão no chão, as lagrimas descem pelo meu rosto, o desespero deixa um gosto amargo na minha boca, mas não pior do que o gosto dele, sinto o pênis sujo e fedorento na minha cara e fecho a boca tentando evitar que ele entre, o cheiro é de urina com algo podre, ah quanto tempo ele não tomava banho e onde andou enfiando aquilo?
Balanço o rosto de um lado para o outro com fervor, eu não ia me render fácil, se quisessem me ter seria depois de morta
__ Segura a cabeça dela!
__ Da um tiro na p**a chefe assim ela sossega.
__ Atira logo, anda, já disse que prefiro morrer.
Eu grito encarando ele nos olhos.
__ Ela tem mais coragem que vocês todos juntos! Eu gostei de tu guria, se ficar viva me procura depois.
Ele aperta meu rosto com força enquanto os outros me seguram tentando abrir minha boca
__ Se enfiar isso ai na minha boca eu arranco fora, eu juro!
Vendo que eu faria mesmo aquilo ele desisti daquela ação, joga o p*u sujo na minha cara algumas vezes me atingindo com o odor e eu quase vômito em cima dele.
__ Não vou arriscar meu amigo com você p*****a.
Ele rasga minha roupa enquanto eu grito e esperneio
__ Anibal, me ajuda por favor!
Ele parecia não ouvir minhas suplicas estava com os olhos bem abertos observando os novos amigos rasgando minhas roupas.
__ Ele não vai te ajudar querida, não percebeu ainda, você é a porta de entrada para ele, ele deu você para nós como pagamento para poder entrar.
__ Não, não, Anibal por favor, você disse que me amava.
Eu grito quase me soltando para avançar em cima dele, mas os homens me seguram com força, minhas roupas já não existem, estou completamente nua na frente daqueles homens que me analisam como um pedaço de carne a venda.
__ c*****o chefe a p**a é ruiva mesmo, olha os pentelhos dela!
Ele se abaixa até minhas partes e olha bem de perto e com atenção pega um pelo pubiano entre os dedos e puxa com força.
__ Ai!
Grito com a dor aguda que isso me provoca.
__ Vou guardar isso comigo, quando vou ter a chance de ver isso de novo ?
__ Tira uma foto chefe !
__ Boa !
Ele faz várias fotos minhas com o celular enquanto eu tento me soltar, meus braços já estavam doloridos de tanto eu puxar, eu sentia que podia romper um ligamento a qualquer instante.
__ Me soltem, por favor !
Eu implorava quase sem voz, já estava no limite da minha exaustão, tanto física quanto psicológica, eu não aguentava mais lutar, estava me entregando a situação, só queria que aquilo acabasse logo.
Sinto mãos pelo meu corpo, mordidas, tapas, arranhões, e dor quando o primeiro penetra minha v****a rompendo meu hímen, as lagrimas descem pelo meu rosto, mas eu não digo uma única palavra, nem um gemido sequer.
__ Perdeu a voz, querida, geme pra mim, geme gostosa!
Enquanto eles revezavam em suas torturas eu olhava fixamente para Anibal do outro lado do beco, ele mantinha os olhos na cena e eu nele, quero que ele veja o que fez comigo, quando cansam da minha v****a começam a deflorar meu ânus também, embora doa bem mais permaneço quieta, quando cansam daquilo me jogam no chão e começam a usar armas, bastões, e o que mais encontram pelo caminho, sinto algo perfurar meu útero e o sangue escorrer pelas minhas pernas, uma faca entra pelo meu ombro rasgando a pele, e chutes e socos atingem meu corpo enquanto eles riem.
__ A p**a ta morta ?
__ Ela não dá um pio olha, olha !
__ JÁ CHEGA! ELE JÁ PAGOU A PASSAGEM DELE!
Diz o chefe
__ Bem vindo aos cobras, esperamos você amanhã!
Eu já não sinto nada, nem dor, nem raiva, nem amor, nem coisa alguma, Anibal se aproxima do meu corpo caído e me cobre com seu casaco, tentando me fazer parar de sangrar.
__ Tudo bem, você conseguiu o que tanto queria!
Digo com a voz entrecortada e apenas em um suspiro, ele se agarra a mim chorando e pedindo perdão.
__ Eu não queria, me desculpa, me desculpa, por favor!
Vejo quando ele pega o celular e liga para alguém, antes que tudo escureça de vez eu levanto uma mão sem força e aponto para ele
__ Eu, E-eu vou te pegar!
Eu nunca soube de onde veio aquela certeza ou o por que eu disse aquilo, mas naquele momento eu morri, fiz a passagem por um lugar de onde eu nunca deveria ter saído, mas alguma coisa me trouxe de volta e quando eu abri os olhos no hospital já não era eu, só uma única certeza pairava em minha mente, eu queria causar dor, mil vezes pior que a que me causaram aqueles homens, e eu iria conseguir ao contrário deles não deixaria nenhum vivo para se vingar, apenas Anibal, ele sofreria e ficaria vivo para sentir-se da mesma forma que eu.
A minha história só está começando, e eu garanto que enquanto eu existir nenhum homem como eles ficará impune de seus atos, eu posso ser julgada e condenada como uma assassina mas eu não sou só isso, eu limpo o mundo de homens que não merecem pisar nele, aqueles que usam de força e poder para fazer m*l aos mais fracos, eu sou Eva meu nome foi o primeiro que existiu no mundo, e como Eva eu escolhi não me submeter aos comandos de um homem, assim como ela desacreditei de Deus e passei a escutar apenas a Lúcifer ou ao d***o como vocês conhecem.
QUE COMECE A CARNIFICINA!