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Sem querer... Te encontrei

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família
os opostos se atraem
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intro-logo
Sinopse

O plano de Elis era simples: nova cidade, novo emprego, estabilidade, e uma vida tranquila para o seu recém adotado filho, um menino cheio de traumas... Ela só não contava que junto de tudo isso, viesse Tom, um músico famoso e arrogante, que parecia disposto a virar o mundo dela de cabeça para baixo.

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Capítulo 1
                                                                                            Elis Elis Novaes olhou ao redor da pequena sala, para as caixas de papelão cheias de seus pertences, espalhadas pelo cômodo e ficou se perguntando se tinha feito a coisa certa. Essa era uma dúvida que ela vinha carregando por semanas. Quando decidiu que ela e Lucas se mudariam de Santo Amaro, São Paulo, para um dos bairros da zona sul do Rio de Janeiro, ela não tinha realmente noção do quanto aquela mudança significava. Tanto para ela quanto para Lucas. Mas era justamente pelo garoto que estava fazendo aquilo. Para que Lucas pudesse ter um pouco de paz de espírito, pudesse ser a criança que ele ainda era. Depois de tudo que o garoto havia passado, aquilo era o mínimo que Elis poderia fazer por ele. Ela esperava ainda ter a chance de fazer muito mais. _ O que achou da casa?_ ela perguntou a Lucas, assim que o menino desceu as escadas, depois de ir conhecer seu novo quarto. _ É boa_ Lucas disse simplesmente. Ele estava parado no último degrau da escada como se pensasse se devia ou não se aproximar mais. Como sempre, ele parecia receoso. _ Gostou do seu quarto? _ Sim. _ Desculpe não ter comprado sua cama ainda, amanhã vamos sair para comprar alguns móveis. _ Não me importo de dormir no chão, eu já dormi antes, não tem problema. Elis engoliu em seco. Lucas falou aquilo com tanta naturalidade, que a assustava. A assustava pensar que o menino estava tão acostumado ao pouco, que isso já não o incomodava mais. Mais uma vez se perguntou, como era a vida dele com a mãe antes dela falecer. _ Bom, de qualquer forma, eu vou forrar um colchonete para você. Só por algumas noites até resolvermos esse assunto da cama. _ Obrigado_ o menino disse, evitando olhar para ela. _ Como está o Lourenço? _ Acho que está bem. Está no terrário, acho que está dormindo. Elis assentiu. Lourenço era a cobra do milho que Lucas tinha e era outra coisa com a qual ela precisava se acostumar. Ela não era muito fã de répteis, mas Lucas tinha aquela cobra há bastante tempo, desde a época em que sua mãe, Carla, ainda estava viva. Não seria Elis a tirar aquilo de Lucas, ele já tinha perdido muito. Mas ajudava o fato de as cobras do milho serem inofensivas. _ O que acha de uma pizza para o jantar?_ Elis perguntou tentando sorrir. Lucas deu de ombros, caminhando até o meio da sala e se sentou no chão entre as caixas. Ele começou então a abrir uma delas, onde se lia “Coisas do Lucas”. Elis o observou por um tempo, suspirou e então pegou seu celular e pediu a pizza por um aplicativo. O jantar foi silencioso, como a maioria dos jantares com Lucas desde que o garoto havia ido morar com ela. Se Elis não falasse alguma coisa, o menino dificilmente puxaria algum assunto, o que tornava tudo mais difícil, uma vez que ela estava constantemente tentando se aproximar dele. Quando Elis recebeu a ligação do advogado de Carla há quatro meses, ela nunca imaginou que sua vida viraria de cabeça para baixo. Descobriu de uma só vez que sua melhor amiga de adolescência havia morrido de câncer e que havia deixado papéis assinados lhe passando a guarda do filho de 14 anos. Lucas. Que por sinal, Elis só conheceu no dia em que viajou para Santa Catarina, para buscá-lo no abrigo para menores_ local para onde o menino foi enviado depois da morte da mãe. Ela também lhe deixou uma carta, pedindo desculpas por não ter mantido contato após o nascimento de Lucas e dizendo que Elis era a única em quem ela confiava para cuidar de seu filho, uma vez que seus pais estavam mortos, e que o pai de Lucas era um homem complicado. Carla em nenhum momento na carta mencionou quem era o pai do garoto. Mas a julgar pelos anos que ela passou num estranho e problemático relacionamento com Nicolau_ um dos irmãos mais velhos de Elis_ , ela deduziu que só podia ser Nico o pai do menino. Não conseguia pensar em outra opção, embora não fosse impossível. Afinal, ficou muitos anos sem saber da amiga. Elis se lembrava perfeitamente do choque que sentiu com tanta informação. Mas mesmo não estando preparada para tamanha responsabilidade, mesmo Carla tendo rejeitado sua amizade em todos esses anos, ela não podia desamparar aquele garoto. Ela não podia simplesmente virar as costas para aquela criança que já tinha perdido tanto. Então alterou toda a sua vida para acolher Lucas. Largou seu emprego de garçonete em Santo Amaro, se candidatou a uma vaga de professora de História numa escola particular de tempo integral no Rio de Janeiro_ porque se conseguisse a vaga, se mudaria para perto de sua irmã, Dionne, e teria ajuda com Lucas_, e vendeu sua pequena quitinete. Agora, estava num novo estado, num novo emprego onde finalmente exerceria sua profissão de formação, cuidando de um adolescente tímido, que ela conhecia há poucos meses. “No que você me meteu, Carla?” ela pensou, enquanto observava Lucas dar uma mordida em sua fatia de pizza. _ Está nervoso com a escola?_ Elis perguntou, tentando quebrar um pouco daquele silêncio. _ Um pouco. Não sei o que esperar_ Lucas respondeu a olhando com algo quase parecido com expectativa. _ Não é tão assustador quanto parece. Com certeza não será tão estranha quanto foi a minha experiência na escola. _ Foi r**m? _ Bom, eu estudava numa das escolas mais tradicionais de São Paulo, e não me encaixava nela. E sendo o meu pai quem é, digamos que foi uma época estranha. Lucas não perguntou mais, não perguntou sobre o pai de Elis e ela imaginou que isso se devia provavelmente, porque Lucas já sabia que ela não gostava muito de falar sobre seu pai e sua família no geral. _ Acha que vou me sair bem? _ É claro que sim. Você é muito parecido com a sua mãe e todos gostavam muito dela na escola_ Elis então se mexeu um pouco inquieta na cadeira_ Lucas, desculpe não ter conseguido uma vaga para você na escola onde vou dar aula… É um lugar cheio de frescuras e eles não aceitam alunos no meio do ano, mas ano que vem... _ Eu não me importo_ Lucas a interrompeu_ E você já me explicou isso. _ Eu sei, mas é que seria tão mais fácil para você se você estudasse lá, perto de mim_ Elis suspirou. Tentou muito conseguir a transferência dele para a escola onde ela ensinaria, mas nem o fato de ela começar a trabalhar lá, foi de ajuda. Pelo menos, eles prometeram uma vaga pro menino no lugar no próximo ano letivo. _ Você está pronta para dar aulas de novo?_ Lucas perguntou surpreendendo Elis. Ele não falava muito. E muito menos costumava criar tópicos para conversas. _ Não tenho certeza. Quer dizer, eu não dou aulas há cinco anos… _ Por que parou de dar aulas? Você não gostava? _ Eu gostava. Mas fiquei um pouco perdida depois que meu irmão Elton morreu… Larguei tudo, as aulas, as coisas que eu gostava de fazer… Resolvi viajar por um tempo para clarear as ideias, fiz um mochilão… Quando voltei, não consegui meu emprego de volta, então simplesmente desisti. E graças a você, estou de volta. Lucas sorriu meio sem jeito e desviou o olhar. Ele fazia muito aquilo quando estava sem graça. _ Bom, espero que a escola seja legal_ o menino disse olhando para a fatia de pizza em seu prato_ A minha e a sua. _ Vão ser. Elis conseguia entender a insegurança de Lucas. Começar numa nova escola não era fácil, ainda mais num novo estado praticamente no meio do ano letivo e onde as pessoas eram totalmente diferentes do que o garoto estava acostumado. Lucas era um pouco introvertido e pelo pouco que Elis conhecia dele, ela sabia que o menino não tinha amigos na antiga escola. _ Posso comer mais um pedaço de pizza?_ Lucas perguntou meio do nada. _ É claro. Houve um silêncio entre eles, que Elis não soube como preencher. _ Lucas? _ Hum?_ o menino que estava desfiando sua segunda fatia de pizza, olhou para ela. _ Toda essa mudança… Eu sei que não é fácil. Quer dizer, você esteve em lugares diferentes nos últimos meses… O abrigo em Santa Catarina, depois São Paulo e agora aqui… Você nem teve tempo de se adaptar. _ Eu não gostava do abrigo, então fico feliz de não ter me adaptado lá e de ter sido só por algumas semanas. E bom, não fiquei muito tempo em São Paulo. _ Eu sei, o que eu quero dizer é que eu entendo que os últimos meses foram complicados, todas as mudanças pelas quais você passou… Eu gostaria de poder facilitar as coisas. Lucas não disse nada. Ele ficou olhando para Elis com aqueles olhos castanhos inocentes e com uma expressão que ela não soube identificar. _ Bom, o que você está achando? Digo, sair de Santa Catarina, vir para uma nova cidade, ir à uma nova escola… Morar comigo. Lucas parou para pensar um pouco. _ Bom, eu preferia que minha mãe estivesse viva… Tirando isso, acho que tudo bem. Elis acenou em compreensão e não disse mais nada. Ela aproveitou que o menino voltou sua atenção para a sua própria refeição e fez o mesmo, mordendo sua pizza que já estava meio fria. Ok, isso não seria fácil. Cuidar daquele menino não seria fácil. Mas apesar de toda a confusão, do medo de errar na criação do garoto, Elis se sentia conectada a ele de alguma forma. Talvez por Lucas ser filho de Carla, que um dia foi sua melhor amiga, talvez pela ligação de sangue dos dois, uma vez que ela acreditava que Lucas era, na verdade, seu sobrinho, filho de Nico. Elis não sabia com certeza, mas sentia a necessidade de proteger o menino. E apesar de m*l ter começado aquela empreitada de ser mãe_ Meu Deus, ela era uma mãe agora?_, provedora e cuidadora de outra pessoa, ela tinha certeza que faria o seu melhor, não decepcionaria nem Carla, nem Lucas.                                                                                             - Elis deu um suspiro, olhando à sua volta. Estava parada na entrada do refeitório em seu novo local de trabalho, segurando uma bandeja com o almoço e procurando um lugar para sentar. O local estava ruidoso por causa dos alunos almoçando e aproveitando o tempo para fazerem a zona que não podiam fazer em sala de aula. Naquela manhã, ela havia dado o seu melhor para estar apresentável no primeiro dia de trabalho. Prendeu o cabelo ondulado castanho num r**o de cavalo bem apertado, vestiu sua melhor calça jeans preta e a melhor blusa social que tinha, até mesmo colocou um salto. E reunindo toda a sua coragem, chegou na escola quase 1h antes das aulas começarem. Descobriu que não precisava se esforçar tanto, pois seu primeiro dia de aula não foi tão assustador como ela pensou que seria. Se deu conta de que ainda tinha jeito para ensinar e, principalmente, descobriu que ainda gostava, mesmo depois de tantos anos longe de uma sala de aula. Mas desconfiava que o que mais a motivou, foi o bilhete de “Boa sorte” que Lucas escreveu e colocou dentro de sua bolsa sem ela perceber. Foi a primeira coisa que viu ao abrir a bolsa para tirar suas anotações e aquilo lhe deu um gás, uma motivação. Estava pronta para a parte da tarde. Agora estava mais preocupada em arranjar um lugar para almoçar. Ela olhou ao redor, procurando uma mesa vazia ou, pelo menos, uma com algum dos outros professores a ocupando. Desde que começou naquela manhã, ela teve pouco contato com os outros professores. Não porque não quis, mas porque não teve tempo mesmo chegando bem adiantada, uma vez que chegou e imediatamente o diretor da escola, lhe mostrou o local e a sala da sua primeira aula do dia, além de lhe dar muitas instruções sobre isso e aquilo, como se ela fosse uma das outras alunas em vez de uma professora. Quando estava a ponto de se virar, sair e ir comer em uma das mesinhas que ficavam na parte externa do refeitório, uma mulher loira de uns cinquenta e poucos anos, talvez um pouco mais, acenou para ela da mesa que ficava perto da janela, fazendo um gesto com a mão para que ela fosse até lá. Elis se lembrava de ter sido rapidamente apresentada a ela mais cedo, quando chegou. Sofia ou Sônia, algo assim, professora de Geografia, se ela não estava enganada. Então Elis caminhou até a mesa em que ela estava, e se sentou do outro lado, de frente para ela. _ Estava desistindo de comer aqui?_ a mulher loira perguntou com um sorriso. _ Sim, pensei em comer lá fora ao ar livre. Ainda estou conhecendo os outros professores, não queria parecer intrometida ou algo assim. _ Bom, se isso ajuda, você já me conhece. Podemos almoçar juntas, eu também não trabalho aqui há muito tempo_ então ela se inclinou um pouco sobre a mesa e falou baixinho como quem conta um segredo_ E convenhamos que a maioria dos professores aqui são um pouco esnobes. Elis deu um pequeno sorriso confuso. Ela ainda não sabia, não os conhecia para ter uma opinião, mas esperava que fosse exagero da outra mulher. _ Você é Sofia, não é? Desculpe se eu estiver enganada, eu tenho um pouco de dificuldade para lembrar nomes... _ É isso mesmo, Sofia Castro, professora de Geografia _ Sofia disse, estendendo a mão. _ Prometo me esforçar para lembrar _ Elis segurou a mão dela e as duas se cumprimentaram_ Eu sou Elis Novaes. _ Sim, eu sei, acho que não tem como esquecer, Elis era o nome de uma das maiores cantoras que já existiu_ Sofia sorriu_ Um nome muito marcante. _ Eu que o diga. Meus pais colocaram nomes de cantores famosos em quase todos os filhos, com exceção da minha irmã Anna e do meu irmão Nicolau, que ganharam esses nomes em homenagem aos meus avós paternos. _ Você tem quantos irmãos e irmãs? _ Duas irmãs e cinco irmãos… Quer dizer, quatro irmãos. Elton morreu há cinco anos. _ Sinto muito. _ Eu é que sinto, estou falando demais_ Elis corou um pouco, envergonhada. Desde que chegou no Rio de Janeiro, as únicas pessoas com quem realmente conversou foram Lucas e Dionne. Era bom falar com mais alguém. _ Tudo bem. Também gosto de conversar. E pelo pouco que a conheço, já posso perceber que é bem mais interessante do que o resto dos professores. Elis sorriu agradecida. _ Você disse que dá aulas aqui há pouco tempo. Quanto?_ ela perguntou, dando uma garfada em sua torta de carne seca. _ Cinco meses, ou seja, desde o começo desse ano letivo. Estou voltando a trabalhar depois de muito tempo parada. _ Eu também_ ok, era mais um assunto que elas teriam para conversar, Elis pensou_ Quanto tempo ficou longe? _ Dez anos_ Sofia respondeu_ Nessa época meu casamento não ia bem e eu decidi largar as aulas pra me dedicar mais a minha família. Foi um milagre terem me dado um emprego depois de tantos anos parada. Mas o fato de eu ter estudado na época de faculdade com o atual diretor, foi uma grande ajuda. De qualquer forma, eu precisei me atualizar bastante. _ Pelo menos desistiu por um motivo nobre. Família é sempre um bom motivo para tudo_ Elis disse, pensando repentinamente em Lucas. Ela também havia mudado toda a sua vida pelo bem de outra pessoa, aquele garoto que agora era sua família. _ Sim, mas me arrependo um pouco. Perdi muito tempo e quando voltei, estava enferrujada, ainda estou. E trabalhar com adolescentes não é fácil. _ Bom, tenho certeza de que vai se adaptando aos poucos. _ Tom diz isso o tempo todo. _ Tom? _ Meu filho mais velho. Ele é o meu maior incentivador. Você tem filhos? Elis ficou alguns segundos em silêncio. Agora que tinha Lucas, poderia se considerar uma mãe, não é? Mesmo que não fosse biológica, ela era a responsável por aquele menino agora. Então… _ Sim, um menino, Lucas. Bom, não sou a mãe verdadeira dele… É uma longa história. Sofia então lhe lançou um olhar de compreensão. _ Olha, meu filho mais novo está chegando na cidade para passar um tempo, então talvez você e Lucas possam ir jantar conosco no sábado. Assim, as duas famílias se conhecem, e pronto, você e seu menino terão amigos aqui. O que acha? Parece bom? Elis piscou um pouco surpresa. Não esperava por aquilo. E por mais que Sofia fosse simpática, o convite dela a surpreendeu. Pensou em dizer que não precisava, que ela e Lucas não estavam totalmente sozinhos, já que sua irmã, Dionne, vivia a poucas quadras de distância dela, mas ao mesmo tempo, não se sentiu confortável em dizer não. A mulher parecia querer fazê-la se sentir bem-vinda, aparentemente, e ela deveria ser grata. _ Parece ótimo. Obrigada, Sofia. Nós vamos sim. _ Então está combinado. Sábado, às 19h nós vamos receber vocês. Depois te passo o meu endereço. Elis sorriu e assentiu. O resto do almoço foi recheado de conversas sobre a faculdade e a dificuldade de voltar a dar aulas depois de tanto tempo. Elis gostou de Sofia de graça. Ela era simpática, prestativa e parecia ser uma mulher forte. Era bom fazer uma amizade nova tão rápido quando você era novata. Pensou em Lucas e desejou que o menino estivesse tendo um primeiro dia de escola tão bom quanto ela estava tendo um primeiro dia de trabalho. Quando o almoço acabou e Elis voltou para a sala de aula, ela olhou novamente para o bilhete que Lucas escreveu. “Boa sorte”. Elis deu um pequeno sorriso para o pedaço de papel em sua mão, enquanto os alunos do 2ª ano entravam na sala num falatório sem fim. Ela pensou na primeira parte de seu dia. Deu dois tempos produtivos de aula, conheceu a simpática Sofia Castro e de quebra saiu do almoço com um convite para um jantar no próximo sábado e a possibilidade de novas amizades. Para uma novata, não só no trabalho, mas também na cidade, até que ela estava indo bem. Sim, aquele parecia ser um bom dia de sorte. _ Obrigada, Lucas_ disse baixinho e guardou o bilhete de volta na bolsa, se voltando então para os alunos já acomodados. A segunda parte do seu dia estava só começando e Elis já sabia que continuaria sendo bom.

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