Angeline Müller Entro em casa e dou de cara com minha mãe parada no corredor, braços cruzados, expressão rígida, como se estivesse prestes a me dar voz de prisão. — Onde você estava, Angeline? — ela pergunta com a voz gelada. — Na casa do Igor. — minto, tentando parecer tranquila. — Não me trate como i****a. — ela rebate de imediato. — Eu sei que você não estava com o Igor. Ele mesmo me ligou perguntando por você. Sinto meu rosto empalidecer. — Droga... e o que a senhora disse? — pergunto, envergonhada. — Que você estava indisposta. — responde firme. — Obrigada… — murmuro, com o olhar baixo. — Não me agradeça. Não fiz isso por você. Fiz pelo Igor. Ele não merece ser enganado desse jeito. — Ele não está sendo enganado, mãe. Ele quis voltar comigo sabendo que eu não o amava. Nunca

