Henry Fontinelle Depois que deixo a Angeline no prédio dela, sigo pelas ruas da cidade como um zumbi ao volante. O rádio toca algo meloso. Troco. Toca algo animado. Troco também. Nada combina com o buraco no meu peito. Ela. O cheiro dela ainda está na minha memória, no banco do passageiro, na minha maldita respiração. — Que p***a eu tô fazendo? — falo alto, com a testa colada no volante quando estaciono em frente ao meu prédio. Tô com uma mulher que não amo. Tô dormindo com uma mentira. Tô bebendo como um i****a só pra tentar esquecer alguém que… c*****o… tá entalada aqui dentro. Subo cambaleando para o apartamento, puxo a garrafa de uísque e sirvo mais uma dose. Última. Juro. O líquido desce queimando a garganta, mas não apaga a imagem da Angeline me encarando antes de sair d

