MARIA JÚLIA — Cala a boca. — gritei com meu pai que de todas as formas xingava Rafael. — Se você quer tanto a cabeça dele, pra que precisa de mim? Você não o conhece, para de falar como se conhecesse. — Você tem certeza que eu não conheço? — ele riu e olhou o tal Rei, ele foi até uma prateleira do armário próximo de nós e pegou papéis dentro de uma pasta. — Aqui eu tenho alguns documentos que comprovam quem ele é, Maria Júlia, e que certificam que você não conhece esse cara. Para de ser ingênua, eu não te criei assim. — ele apontou o dedo na minha cara. Ele estendeu uma pilha de papéis na minha frente e eu peguei ainda o encarando. — Leia isso e me diga se você realmente o conhece. Era uma matéria de jornal, de quase dez anos atrás. A foto de Rafael estava estampada nela e em letras

