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ENTRE O DEVER E A LIBERDADE

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Sinopse

Maria Júlia, uma jovem que sempre escondeu o sofrimento em seu lar, é forçada a viver sob as rédeas de pais rígidos e controladores. Em um mundo onde suas amizades são selecionadas pelo status social e suas vontades ignoradas, ela sonha em trilhar seu próprio caminho na Medicina Veterinária, distante da Administração imposta. No entanto, o destino a coloca no centro de um universo perigoso, quando Rafael, o enigmático chefe do tráfico do Rio de Janeiro, decide protegê-la. Filho do delegado mais influente do estado, Maria Júlia se vê dividida entre o dever familiar e o desejo ardente de liberdade que Rafael, conhecido como Talibã, oferece. Em meio a festas universitárias regadas a excessos e a crescente tensão entre o mundo do crime e a lei, a vida de Maria Júlia e Rafael se entrelaça em um romance proibido e repleto de desafios. Será que o amor poderá florescer onde a linha entre o certo e o errado se torna cada vez mais tênue? E como os dois conseguirão escapar das garras de seus mundos opostos para viver uma vida de escolhas e paixão?

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cap 01 vamos a festa
MARIA JÚLIA - Quinta-Feira. Acordei depois de uma noite longa, me vesti desanimada para mais um dia na faculdade que sou obrigada a ir. Meus pais são rígidos quanto à minha educação, passei minha vida toda sendo manipulada para ser o que eles queriam que eu fosse, por isso hoje faço um curso que nunca gostei, mas preciso sempre ser a melhor, sempre me destacar em tudo, como eles mesmos dizem. Coloquei roupas confortáveis, fiz um coque frouxo no cabelo e uma maquiagem leve para esconder minhas olheiras. Desci as escadas da mansão onde eu vivia, me sentei à mesa sozinha, já que meus pais saíram mais cedo que eu para trabalhar. Meu pai é o maior delegado do Rio de Janeiro, minha mãe é dona de um dos maiores restaurantes da cidade, por esse motivo eles têm tanto dinheiro. E para compensar a falta de amor, eles me dão do bom e do melhor. Tanto na vestimenta, quanto alimentação, educação e segurança, todos são dos melhores. Estudo na universidade mais cara do Rio, onde só tem gente mesquinha e filhinho de papai, que não mede as consequências de nada, pois sabe que os pais irão encobrir cada erro. Estou no sétimo período de Administração. Nada contra o curso, mas nunca foi o que eu quis fazer. Espero não estar sendo ingrata em reclamar por fazer um curso que é o sonho de muita gente, mas meu sonho sempre foi e sempre será fazer Medicina Veterinária. Amo animais, amo a área, mas meus pais disseram que é uma área que não dá dinheiro. Mais uma vez sendo manipulada pelas decisões deles. — Bom dia, florzinha. — Diana beijou minha cabeça e se posicionou perto de mim. Ela era a única funcionária quase da minha idade, sempre conversamos e ela sempre entendia meu lado. Os outros funcionários eram como marionetes dos meus pais, programados para não dirigir a palavra a mim. Se não fosse por Diana, eu entraria em colapso dentro dessa casa. — Bom dia, meu amor. — respondi e sorri para ela. — Já comeu? — Ainda não, estava limpando umas coisas. — ela riu sem graça. — Senta aí, vamos comer. — quase ordenei e ela me olhou contrariada. — Vamos logo, Di. Você precisa comer, saco vazio não para em pé. Ela revirou os olhos e sentou na minha frente, servindo-se de bolo e pães que estavam ali, e suco também. Conversamos um pouco antes de eu precisar sair. Ela fez uma mini marmita para que eu comesse na faculdade e eu sorri, saindo de casa. Peguei meu carro, passei na casa de Laura, que morava no mesmo condomínio que eu, e fomos para a faculdade. Ela cursava Publicidade, algo que ela gostava e os pais a apoiaram. De certa forma, bem no fundo eu tinha certa inveja de Laura e sua relação com os pais. Meus pais nunca se importaram com as minhas vontades, e se eu os contrariasse, haveriam consequências. — Bom dia, amor da minha vida. — ela entrou no carro e beijou meu rosto várias vezes e eu resmunguei, nunca fui muito fã de grude. — Seu humor está caótico, sai para lá com essa aura pesada. — Bom dia, Laurinha. Minha aura está muito boa, obrigada. — ela riu e conectou seu celular no painel do carro, colocando algumas músicas completamente aleatórias para tocar. No meio do caminho começou a tocar um funk e ela se empolgou dançando. A olhei estranho e apertei o botão para trocar de música. Odeio funk, são músicas sem cabimento, letra completamente machista e que só a batida é boa. — Como você é chata. — ela revirou os olhos. — Você está no meu carro e me chamando de chata? — eu ri dela. — Sabe que eu posso te jogar bem aqui na rua, né? — Tá, tá. Vou ficar quieta. — continuou cantarolando as músicas até chegarmos na faculdade. — Está sabendo da festa que o Caio estava falando para todo mundo? — ela perguntou enquanto caminhávamos para entrar na universidade. — Eu nunca sei de nada, Laura. — ela riu. — E eu nem gosto de ir às festas da faculdade, todo mundo é tão depravado. — Mas essa parece ser diferente e não vai ser organizada por ninguém daqui de dentro, vai ser longe daqui. — ela riu parecendo lembrar de alguma coisa. — Acredita que Caio me chamou para ir com ele? Eu só ri, ele atira para todo lado, mas graças a Deus nunca acertou em mim. — Nem em mim! — ela riu. Caio era o organizador das festas da faculdade, metade das meninas já ficaram com ele, e se duvidar, meninos também. Laura estava certa quando disse que ele atira para todo lado. — Mas vamos nessa festa, Maju? Em comemoração ao fim do semestre. — Vou pensar, Laura. — na verdade eu não ia, mas se dissesse agora que não, ela iria insistir até que eu aceitasse. — Mas pensa com carinho, pensa bem. — ela beijou meu rosto e foi para sua aula. Eu segui meu trajeto até minha sala de aula e quando entrei o professor ainda não tinha chegado, estavam todos os alunos conversando, alguns dormindo. Me sentei na cadeira de todos os dias, atrás de mim senta um rapaz que nunca prestei atenção no nome e na minha frente senta a Vanessa, uma mulher na casa dos 30. Geralmente eles não puxam assunto comigo, na verdade eu não dou a******a a quase ninguém. — Maria, está sabendo da festa de sábado? — o rapaz de trás de mim perguntou. — Ouvi falar, mas acho que não tenho interesse. — torci o nariz e ele riu. — Mas vai ser legal, vamos comigo? — ele ofertou e eu fiquei tentada a dizer um não. — Te busco e te deixo na porta da sua casa. — Eu vou pensar direitinho! — ele piscou e me deu um pedaço de papel com seu nome e contato escrito. Lucas. Esse era seu nome. — Vou esperar. Assenti com um sorriso sem os dentes e me virei novamente para frente, logo o professor chegou e começou a dar a matéria. Conforme ele falava, mais sono me dava, mas me mantive atenta até o horário do intervalo, onde fui no refeitório comprar um café. Enquanto andava nos corredores, via cartazes, imagens e tudo relacionado à tal festa. Uma pitada de curiosidade surgiu em mim, porque tanta divulgação. Geralmente as festas são divulgadas só pelo w******p e é suficiente para lotar. Encontrei Laura na mesa onde sempre ficávamos. — Eu vou à festa. — falei assim que cheguei perto dela com meu copo de café. — Pensou com carinho? — cerrei os olhos para ela. — Está bom, está bom, não vou questionar muito para você não mudar de ideia, mas estou animada para curtirmos essa festa. — Talvez eu tenha me animado um pouquinho também. — ela riu e balançou os ombros em uma dancinha.

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