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Segunda Chance

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Sinopse

Chanyeol escolheu seguir seu sonho e passar seis anos longe de Seul, longe da Coreia, de seu ex-namorado e seu filho. Mas alguns meses depois de voltar acidentalmente encontra Baekhyun desolado com a vida que tem lavado. Chanyeol descobre que seu filho tem uma grave doença e que talvez ele nunca seja capaz se recuperar aqueles seis anos perdidos.

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Reencontro
Baekhyun fazia o contorno dos meus lábios com o polegar e se concentrava apenas nisso. Nossos lábios estavam tão próximos que eu sentia sua respiração se misturar com a minha. Baekhyun rebolava lentamente em meu colo e parecia apreensivo sempre que me beijava ou voltava a me acariciar e observar, como se estivesse guardando cada detalhe para si. - O que aconteceu? Está preocupado com a viagem? Podemos continuar nosso namoro, só que a distância! - Eu estou grávido, Chanyeol. - falou sério e baixo, parando os movimentos. - C-como assim? - Assim... a gente transou sem se cuidar e eu engravidei. Você ainda assim vai embora? - perguntou triste. - E-eu... - hesitei. - Então essa é nossa última noite. - sussurrou. {•••} Acordei ofegante e suado. Fazia dois meses que eu estava de volta a Seul depois de seis anos, e em todos os dias desde a minha chegada eu tenho tido pesadelos com a última noite que tive com Baekhyun, o cara que namorei na faculdade. Passei a mão no rosto e levantei da cama indo para o banheiro e tomando um banho. Me arrumei e preparei um bom café, olhando os recados no meu celular enquanto degustava a bebida amarga. Mais de cinquenta mensagens do meu colega de trabalho me chamando para um barzinho. Terminei de tomar o café e levei a xícara. Peguei minha pasta e saí de casa eu ao meu carro e depois a empresa. Mal coloquei os pés na mesma e já encontrei um animado Jongin. - Vamos a esse barzinho cara, é muito f**a é tenho certeza que você vai sair da seca. - Você não estava ficando com o Kyungsoo, Jongin? - Estou, ele vai junto... Então vamos aproveitar. - pediu suplicante e eu revirei os olhos. - Tudo bem, tudo bem, mas não vou ficar muito, eu tenho muito trabalho acumulado. {•••} Quando deu sete e meia coloquei meu relógio no pulso e peguei a carteira e chaves do carro indo em direção a casa de Jongin, não era muito longe da minha. O moreno já estava me esperando em frente a porta como se eu tivesse horas atrasado, o que era bem diferente já que eu até adiantado estava, dois minutos, mas estava. - Vamos cara, o Kyungsoo já está até me esperando lá. Ri com a pressa de Jongin em ver o quase namorado e segui as coordenadas que o moreno me passou. Chegamos no local e Kyungsoo estava na porta conversando com o Segurança e fumando um cigarro naquela noite fria, abraçando os braços para se aquecer. Assim que viu o moreno jogou o cigarro no chão e correu até o moreno dando um beijo em seus lábios. - Já estava com saudades de você, bebê. - deu vários selinhos no moreno e nem ligou para a minha presença. - Para com isso Kyungsoo, sabe que não gosto. Vamos logo. Entramos no bar e logo Kyungsoo puxou Jongin para o centro e começou a dançar - se esfregar - no moreno e roubar alguns beijos do mesmo, mesmo com a música baixa e lenta eles não pareciam loucos naquela pista praticamente vazia. Só quando entramos eu notei porque Jongin queria tanto ir aquele lugar, era uma bar gay, ele não precisava esconder quem era. Sentei na cadeira ao lado de um rapaz loiro que estava com a cabeça baixa, uma garrafa de soju quase vazia e os óculos desajustados no rosto, pedi uma cerveja para o garçom e não consegui deixar de observar o rapaz, ele era muito bonito. Mas além disso eu achava o conhecer algum lugar. Vi lágrimas escorrer por sua face e não me segurei ao perguntar. - Você está bem? - toquei em seu ombro. - Se eu disser que não faz alguma diferença? O que você vai poder fazer? - disse com a voz embargada e meio enrolada pela bebida. - Talvez, nem tudo é inalcançável. - Meu filho precisa de tratamento urgente e eu não tenho como fazer nada, eu sou um pai solteiro e me sinto um inútil. - ele disse aquilo com raiva e quando ele olhou em meus olhos sentindo meu peito doer de tão rápido que meus batimentos cardíacos aceleraram de repente. - O-o que o seu filho tem? - Leucemia. Ele precisa de medula, mas a minha não é compativel. Sabe como eu estou me sentindo? É meu filho e eu posso o ver morrer, ele tem apenas seis anos. - disse chorando. Aquilo me doeu o coração, afinal... Era também meu filho. Aquele que eu me neguei a conhecer... - Você precisa sair daqui e descansar, encher a cara não vai ajudar em nada. - Eu não quero... Eu... Eu não sei o que fazer. - seu choro era tão dolorido. Falei com o garçom e paguei sua conta, o segurei pelos ombros e perguntei onde ele morava, disse que o levaria para casa, ele negou muito antes de aceitar minha oferta, parecendo bêbado e desnorteado demais para recusar. Baekhyun parecia ter dormido durante o caminho, então estacionei em frente ao seu prédio e o peguei quase no colo para tirar do carro. Avisei ao porteiro que ele estava dormindo e por ver Baekhyun ele me deixou entrar. Quando estávamos no elevador o pequeno escondeu seu rosto em meu pescoço e começou a beijar e mordiscar a área me deixando arrepiado. Mal entramos no apartamento de Baekhyun quando ele me atacou, beijando e tocando de uma forma que eu não consegui dizer não e acabamos por t*****r no chão da sua sala, com ele sobre mim, arranhando meu peito e mordendo tudo que alcançava. {•••} Acordei com Baekhyun se remexendo na cama e cheirando meu pescoço. - Meu Deus, que m***a eu fiz. - disse com a voz rouca e baixa. O pequeno tateou tudo em volta até achar seus óculos e olhar para meu rosto, tomando um susto que o fez prender o grito de pavor. - I-isso... Você... Aqui... Não... Você Não é real. - Eu sou real, agora fica calmo. - Não como... Você foi embora e... Não é real. - Baekhyun, eu te encontrei ontem a noite e te trouxe pra casa. Lembra, Você falou do nosso filho. - M-meu filho! Meu filho! - Sim, tá... seu filho. Fica calmo Baekhyun. Baekhyun pareceu respirar fundo e contar até dez se cobrindo com o edredom. - Como você veio parar aqui? - Você estava bêbado demais quando te encontrei, então eu disse que te levaria para casa, você dormiu no meio do caminho e acordou quando chegamos. Quando estávamos no elevador você passou a me atacar e... E no fim acabamos na cama. - falei e suspirei. - Você Abusou de mim, eu estava bebado! - Eu não abusei de você! Eu jamais faria uma coisa como essa! Baekhyun eu sinto muito pelo que aconteceu no passado, você acreditando ou não isso me atormenta todos os dias, mas não tem como voltar atrás. - Eu não posso fingir que nada aconteceu e te perdoar. Suspirei e o puxei para mim, já que Baekhyun estava sentado na cama e eu deitado. Abracei seu corpo e acariciei seus cabelos, ao contrário do que acreditei, Baekhyun apenas se aconchegou a mim com um bico nos lábios. Isso mostra o quanto ele está realmente frágil, em outros tempos Baekhyun me tiraria dessa casa a ponta pés. - Não precisa fingir e nem me perdoar agora, mas me dá a chance de conhecer o garoto. - Joongi, o nome dele é Joongi. - Tá, tudo bem. E onde ele está? - Ele está... - Baekhyun foi interrompido por barulhos na casa - Ele chegou. Baekhyun levantou as pressas e começou a se vestir apressadamente e me olhou com um olhar bravo ao me ver ainda na cama, o que me fez levantar rapidamente e colocar minha calça jeans e uma blusa. - Não fala de como nos encontramos, não comenta a quanto tempo está aqui e finge que a gente nunca transou. - eu queria muito dizer pra ele que era totalmente óbvio que tínhamos transado, mas fiquei calado. Baekhyun abriu a porta do quarto e saiu andando vagarosamente, ao chegar na sala tinham duas pessoas lá Haneul e o nosso filho. Eu não saberia dizer de que forma, mas ver Joongi me impactou. Ele era tão pequenino e magrinho, sua pele estava tão branca que era capaz de ser visto suas veias por toda a parte amostra, ele era careca e quando Baekhyun parou em sua frente para beijá-lo ele parecia estar tendo uma forte crise de falta de ar. O pequeno puxou o ar com força o que ocasionou uma tosse. Haneul tirou da bolsa uma garrafinha com água e entregou a Baekhyun para que ele desse ao menino. - Omma, ele já tomou os remédios? Sabe que é bom tomar bem cedo, para que ele possa ter um dia agradável. - Eu sei Baekhyun, não se preocupe que eu sei cuidar do meu neto. Baekhyun suspirou e quase revirou os olhos para mãe, parece que esse hábito não mudou. Quando Joongi pareceu mais calmo, Baekhyun secou seu rosto e pescoço que estavam bem suados e o abraçou dando beijinhos em seu rosto. - Pode ir omma, obrigado por ter cuidado dele. Agora vou fazer um almoço bem reforçado pra esse garotão. - Tome cuidado pra ele não se resfriar, parece que vai chover essa semana, e ele acordou um pouco enjoadinho. Por ele estávamos aqui logo cedo, mas acho que fiz uma boa escolha em não vir. - olhou séria para mim, raivosa talvez - Como está, Chanyeol? Foi bom o tempo longe daqui? Eu ia abrir minha boca para responder, mas Baekhyun interveio. - Não é hora nem lugar pra isso, obrigado por tudo que fez omma e mais tarde a gente conversa. - Tudo bem. - Haneul fez uma cara de desgosto de saiu da casa. - Não quero ver vocês brigando, okay? Você está aqui por aquele motivo, então mantenha o foco e não machuque quem esteve ao meu lado durante esses seis anos. - Tudo bem, então vamos para cozinha. - falo e me abaixo perto de Joongi que se esconde atrás das pernas de Baekhyun - Oi garotão, eu vim aqui só pra ver você sabia? - ele negou com a cabeça - Pois é, seu appa me contou como você estava e eu quis ver você, e agora tô pensando em uma coisa ainda mais divertida, que tal se eu cozinhar pra você, quer provar a minha comida? - Ele cozinha bem omma? - Joongi perguntou baixinho como se eu não fosse ouvir e Baekhyun riu assentindo com a cabeça. - Eu quero, tio... Mas appa disse que eu não posso falar com estranhos, então qual é seu nome? - Chanyeol, Park Chanyeol.

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