E tudo que posso sentir é este momento

1251 Palavras
— Joongi está na escola, Jin Ha está dormindo... sabe o que isso quer dizer? – perguntou Chanyeol me abraçando por trás e beijando meus ombros. — Que esse é um bom momento para que você volte a trabalhar pegando casos longos e que nos rendam dinheiro para que a gente não morra de fome. – disse rindo, mas não deixava de ser uma verdade. Jin Ha já estava com três meses, Joongi passava muito tempo na escola para conseguir acompanhar os coleguinhas, no caso, nossa vida estava finalmente andando, mas a gente tinha que parar de fazer corpo mole, infelizmente Chanyeol precisava voltar a trabalhar, por enquanto estávamos mesmo era vivendo das nossas economias. — Você quer tanto assim se livrar de mim, amor? — Agora que eu finalmente tenho você acha que eu quero que se afaste? Óbvio que não, acontece que é uma coisa que precisamos, temos dois filhos, uma casa maior... isso são custos que- – tive minha boca calada por seus lábios. Chanyeol virou meu corpo de frente para o seu aprofundando o beijo e adentrando suas mãos e minha blusa larga. Eu ainda não estava confortável o suficiente com meu corpo, afinal eu estava com aquela barriguinha e os peitinhos de uma gravidez recente, mas como Chanyeol disse uma vez, apenas eu ligo para isso. Ele errou tanto em nosso passado, mas isso ficou tão distante que às vezes é difícil até lembrar o motivo de estarmos separados por tanto tempo. Como eu pude ficar longe dos seus beijos, abraços e sorrisos por seis anos? Seis longos anos! Tem dias que eu acordo e penso que Chanyeol é um i*****l, já disse várias vezes que brigamos até pela toalha molhada sobre a cama, mas tudo isso acaba quando ele vem pelado em minha direção, rindo, pega a d***a da toalha e me beija como se isso fosse o mais importante. Quantas vezes chorei em seu colo? Quantas vezes seus abraços foram a única coisa a acalmar meu coração? Quantas vezes eu precisei de Chanyeol simplesmente por ser ele?  Inúmeras vezes, diria até infinitas, já que nenhuma delas tiveram sua última vez, eu tenho certeza. — Eu estava pensando em algo bom de fazer e você quer falar de assuntos sérios, amor? – disse sorrindo — Eu estava pensando de irmos para o quarto, eu faço uma massagem nos seus ombros, beijo seu pescoço, você rebola no meu colo... – falou num tom baixo, beijando meu pescoço e meu ombro. — Três meses... você bate p*****a sempre que eu saio né? — Quando você vai para o banho também, toda vez que eu lembro dessa b***a em cima de mim... Baekhyun, você me enche de t***o só de respirar. – disse esfregando seu corpo contra o meu, o que me fez rir. — Ai meu deus, eu vou m***r meu marido, vamos para o quarto que em vinte minutos eu resolvo isso. — Não, eu quero o dia todo. – respondeu manhoso, agarrado a minha cintura enquanto eu andava para o quarto. — Logo a Jin Ha acorda, então aceita o tempo que a gente tem. Entramos no quarto e eu comecei tirando sua blusa e logo seguro suas bochechas, tomando seus lábios de forma intensa e delicada, apesar do momento não ser para isso eu não conseguia não rir. Eu gostava do contato dos lábios de Chanyeol junto aos meus, suas mãos desenhando meu corpo, que logo tiraram a minha blusa, revelando o corpo um tanto gordinho, que ele não estava nem aí, eu nunca estou r**m para Chanyeol, ele sempre quer mais de mim, assim como eu quero dele. — Eu estava com saudade até desse seu cheirinho de baunilha, Baekkie. É possível amar tanto alguém como eu amo você? – perguntou olhando nos meus olhos, e aquele contato durou longos segundos antes de nossos lábios se encontrarem de forma intensa novamente. Chanyeol guiou meu corpo para o centro da cama, sem descolar meus lábios dos seus. A aura mudou completamente quando olhei em seus olhos, quando senti que tínhamos o mesmo sentimento vivido desde o dia em que o conheci no ensino médio. Já éramos adultos formados, já tínhamos dois filhos, mas aquela paixão intensa, aquele amor que faz a gente colocar o outro sempre a frente nunca mudou. Nunca mudou. Já que eu coloquei Chanyeol a frente do que eu sentia o deixando partir, ele me colocou a sua frente mudando de carreira por amor ao que talvez pudéssemos ter tido. Eu já não estava mais ao seu lado, mesmo assim ele não deixou de pensar em mim. Eu nunca o esqueci e mesmo com toda a mágoa precisávamos um do outro para curar as feridas que nós mesmos fizemos. O amor é uma coisa engraçada, que nos molda em etapas, nós mudamos para ter espaço dentro de nós para nossos próprios sentimentos, mas ele não é capaz de mudar nem um pouco, que sejamos do seu tamanho e não ele do nosso então, pois somos pequenos diante daquilo que ainda não sabemos enfrentar. Chanyeol tirou minha bermuda com carinho, beijando minha barriga e descendo aos poucos, mas eu não o queria tão afastado, eu queria seus lábios junto aos meus novamente. E é aí que começa a pressa. Eu sorri quando pude o beijar novamente, mas não tirei suas vestes com a mesma delicadeza, nem de longe. Eu fui muito mais bruto, arranhei suas costas até chegar às nádegas, que apertei com vontade, sentindo seu m****o ereto se friccionar ao meu ainda vestido. Chanyeol me enchia de um sentimentos, e eu estava inebriado em todos eles, sentindo meu corpo quente, suspirando em seu ouvido, abraçando seu corpo, beijando seus ombros e redescobrindo como eu amo a temperatura da sua pele, a textura, o cheiro de seu corpo. Como é gostoso distribuir beijos por ali e voltar para seus lábios com ainda mais intensidade, até que o fôlego fosse necessário e nos impusesse um limite. Mesmo com a mente branca com todas aquelas sensações não éramos irresponsáveis, não de novo, tomamos os cuidados necessários e logo ele estava onde tanto queríamos; dentro de mim. Chanyeol se movia lentamente, de uma forma até torturante, mas assim pelo menos eu podia abraçar mais, beijar mais, acariciar a sua pele, ter aquela sensação de liberdade. Trocamos as posições e foi a sua vez de abraçar o meu corpo, de dedilhar a minha pele, dar beijos onde seus lábios pudessem alcançar. Apesar de que, o que ele gostava mesmo era apertar a minha b***a enquanto eu o beijava. Chegar ao ápice parecia uma consequência insuficiente diante de todas aquelas sensações, que pediam ainda mais de nós, mesmo com a nossa respiração ofegante, pernas trêmulas e lábios formigando depois de tantos beijos intensos.  Após recuperar um pouco o fôlego eu deitei em seu peito e comecei a rir novamente, sentindo seu carinho doce em meus cabelos. — Eu acho que a gente nunca fez assim... tão... — Eu também não sei dizer como foi, mas foi muito bom. – disse dando um selinho em sua boca e abraçando seu corpo enquanto nossos lábios ainda estavam colados e eu podia fazer carinho em seus cabelos. Mas ao contrário do que tínhamos imaginado, não foi um chorinho que nos fez sair da nossa pequena bola e sim o celular de Chanyeol tocando infinitas vezes. Com muita preguiça ele vestiu uma cueca e foi pegar o aparelho. — Chanyeol, cara, minha filha está nascendo, vocês precisam ver, ela está nascendo.
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