Nascimento

1138 Palavras
Alguns minutos, talvez muitos, depois, Chanyeol entrou no quarto e tirou sua roupa, ficando apenas de boxer e se deitando ao meu lado. Abraçando minha cintura por trás. — Por que está chorando amor? — sussurrou em meu ouvido para não acordar Joongi, que também estava deitado na cama. — Coisas da gravidez, nada demais. — respondi secando as lágrimas. — Me fala a verdade. Eu te conheço Byun, o que aconteceu? — O Kyungsoo está grávido Chan, ele vai pra China por causa disso, porque o Kai não quer o bebê. — m*l consegui dizer a frase sem chorar. Eu não consigo evitar me colocar no lugar dele. Eu já passei pela mesma coisa. Hoje eu entendo que Chanyeol pensou que eu tivesse dando uma desculpa para que ele ficasse. Agora Kyungsoo não tem nem a chance de falar, Jongin não quer saber. — Era sobre isso que vocês estavam falando na cozinha aquela vez? — Uhum! — assenti e me virei entre seus braços, o abraçando forte. — O Jongin é um grande i****a! Eu vou falar com ele, tenho certeza que ele vai mudar de ideia! DOIS MESES DEPOIS CHANYEOL POV — Como está se sentindo, meu amor? — perguntei assim que Baekhyun entrou no quarto. Finalmente tínhamos conseguido comprar nosso apartamento novo, com três quartos e uma grande sala, onde Steve passava a maior parte do tempo. — Estou bem. Liguei para o Kyungsoo hoje, ele está voltando amanhã, disse que esse tempo com os pais dele foi h******l, que ele prefere ficar aqui. — disse deitando com dificuldade, já que estava no último estágio da gestação. Baekhyun já estava com 35 semanas, logo ele daria a luz a nossa pequena Jin Ha. — E ele falou sobre o Jongin? — Não, acho que ele tá tentando realmente esquecer, mas eu sei que eles ainda se amam muito, só não entenderam isso ainda. — Jongin foi muito e******o. Demais. Não entendo como ele não percebeu que o Kyunggie ama ele. — O Jongin é alguém bem problemático, vamos aceitar isso. — disse Baekhyun cobrindo-se. — Mas pelo menos ele parou com a bebida. Agora vamos dormir que eu estou muito cansado da mudança. Apesar de fazer quatro dias que estávamos na casa, ainda havia muita coisa para arrumar, principalmente no quarto do bebê. — Vamos. — desliguei a luz e deitei com Baekhyun, o abraçando. {•••} — Ah ah ah... Chanyeol... Hm... — Baekhyun apertou meu braço com força, quase gritando. — Chan...Yeol... Hmm... — O que foi? — perguntei ainda confuso.  — O bebê tá nascendo. — Baekhyun disse ofegante e na hora eu despertei. Corri pelo quarto e peguei a malinha do bebê que estava dentro do guarda-roupa e ajudei Baekhyun levantar. A cada cinco minutos ele apertava meu braço com uma força que eu nem sabia de onde ele havia tirado. Peguei Joongi no colo e os levei para o carro, correndo em direção ao hospital. Quando chegamos nem precisamos falar muito, o obstetra de Baekhyun logo o levou para sala de cirurgia. — Joongi, fique aqui, não saia daqui que logo voltaremos com a sua irmãzinha. — o pequeno balançou a cabeça e sentou no banco da sala de espera, bem em frente ao corredor. Dei um beijo em sua testa e entrei correndo para a sala de parto. Baekhyun já estava anestesiado e eles já faziam o parto. Segurei firme a mão de Baekhyun e em poucos minutos podemos ouvir o choro de Jin Ha. Os médicos a enrolaram num pano e me entregaram. A pequena olhava para todos os lados, mexendo a boquinha fofa de leve. — Ela é linda demais. — disse entregando a Baekhyun que chorava quando a pegou no colo. — Oi, minha pequena. Bem-vinda. — ela olhou para Baekhyun e mexeu as mãozinhas em direção ao seu rosto, deixando-o mais emocionado. — Isso é lindo demais Baekhyun. — selei nossos lábios. Esse era um momento que estaria guardado em mim para sempre, algo meu também, o momento mais feliz da minha vida. {•••} — Cheguei na melhor hora. — Kyungsoo entrou feliz no quarto. Joongi finalmente havia voltado a dormir e estava na poltrona do quarto, eu estava de pé ao lado de Baekhyun que dava mama para nossa filha. Baekhyun m*l a trouxe para seu peito e a pequena agarrou a ele desesperada, sugando seu mamilo com força até ficar mais calma e fechar os olhinhos, mamando tranquila. — Chegou mesmo, amigo, olha essa linda. — Baekhyun disse acariciando os cabelos de Jin Ha e Kyungsoo chegou mais perto, beijando a testinha da minha filha. — Muito linda. Apesar dos cinco meses, minha barriga não cresceu muito. — Kyung disse passando a mão sobre a barriga, realmente pequena. — Como está se sentindo Chanyeol? Agora pode ver ela nascer. — disse animado. — Eu estou me sentindo muito feliz, eu amava ela dentro do Baekhyun e acho que não tem como medir o quanto eu amo agora que ela tá aqui. — disse e dei um selinho em Baekhyun, que sorriu bobo. — Vocês são tão lindos. Vão tem que me aguentar e me amar até eu ganhar meu bebê... Já que eu não tenho mais ninguém. — ele disse com um sorriso triste. Abracei Kyungsoo e acariciei seus cabelos. — Nossa, você fala como se fôssemos fazer esforço para ter você do lado. A gente te ama, Soo. — Baekhyun disse calmo. — Isso é mais pura verdade. — baguncei seus cabelos e ele riu. — Obrigado gente. Voltei por causa de vocês. Ninguém me entenderia melhor. A porta foi aberta de leve, e logo vimos Jongin entrar com um presentinho em mãos, chegando mais perto de nós. E, sem discrição alguma, a primeira coisa que ele olhou foi a barriga de Kyungsoo. — Kyunggie, achei que tivesse voltado de vez para a China. — comentou olhando ainda para a barriga do pequeno. — Eu vim conhecer o bebê, trouxe uma roupinha. Já lavei em casa com sabão de glicerina, ela pode usar. — Obrigado Jongin, a gente coloca nela depois do banho. — Uhum... Então, Kyungsoo, arrumou um namorado por lá? — Não. Enfim. Acho melhor eu ir andando. Eu volto amanhã para conhecer melhor a Jin Ha. — Kyung deu um beijo em Baekhyun e saiu do quarto. — Vocês sabiam sobre a gravidez dele? — Claro, Jongin. Eu disse que você se arrependeria das suas escolhas. — falo direto e frio, e Jongin saiu do quarto. — O que você acha que ele vai fazer? — Baekhyun perguntou enquanto tirava Jin Ha de seu peito e ninava. — Não sei, mas espero que ele não demore a entender o que ele está perdendo. O preço que eu paguei foi alto demais.
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