Manu
- Que é? - perguntei quando a Luiza ficou me olhando.
- Nada. - e olhou pro chão.
Encarei ela por uns instantes, balancei a cabeça, desci do camarote, com RF me acompanhando pelo olhar sempre, joguei a garrafa de tequila no lixo, enchi um copo e fui pro meio da pista dançar.
- É assim, Fera? - uma menina perguntou do meu lado.
- Desse jeito. - sorri e dancei ao lado dela.
Dei uma golada no meu copo, continuei dançando, depois de algumas músicas parei, me abanei, senti alguém segurar minha cintura e me virei na hora, Rafael me olhou com um sorriso, e levantou a sobrancelha, dei um beijo nele, virei e comecei a dançar.
- Achou que ia dançar sozinha, é? - Ju perguntou, já do meu lado e sorrimos uma pra outra.
Depois de quase seis músicas, me virei pro Rafael e abracei ele, que retribuiu e me apertou ainda mais. Enquanto abraçava ele, vi Juan, meio perdido perto da Luiza, quando ele me olhou, fiz sinal pra que abraçasse ela, Juan fez, e ela sorriu.
- Tá falando com quem? - RF perguntou ainda me abraçando e eu ri.
- Juan. - nós rimos.
- Quer que eu abrace mais? - perguntou e me aconcheguei nos braços dele.
- Pra sempre? - perguntei.
- Pra sempre. - respondeu e nos separou o suficiente pra ele me olhar.
Sorri, e o beijei. Quando nos separamos, senti alguém me cutucar, virei e vi a menina que estava dançando comigo alguns momentos antes, me olhando com um sorriso, então sorri pra ela.
- Tão com copo? - ela perguntou.
Eu e RF nos entreolhamos, então mostramos nossos copos. Ela sorriu. Fiquei meio confusa. RF olhou pra frente, e todos estavam nos olhando, inclusive nossos amigos.
- À Fera. - alguém puxou o brinde, então todos me olharam.
- Ao Alemão. - levantei meu copo com um sorriso.
- Ao Alemão. - todos gritaram e bateram os copos.
- À nós, meu amor. - Rafael falou no meu ouvido, me virei e nós sorrimos.
- Vocês são tão melosos! - Rangel disse, veio com o Claudinho e puxou o Rafael de mim.
- Eu odeio quando vocês fazem isso! - falei alto e eles riram.
- Mas eu adoro! - Letícia e Monica me puxaram também.
Depois de 7 anos com o Rafael, eu ainda não entendia qual o prazer que nossos amigos tinham em nos privar de ficar um com o outro em lugares públicos, ou sei lá! Bufei, e fui encher meu copo, enquanto as meninas ficaram me esperando.
- Posso conversar contigo? - enchi meu copo, virei e olhei pra Luiza.
- Tô ouvindo. - dei um gole e ela sorriu.
- Desculpa, Manu. - começou e eu levantei uma sobrancelha. - Cê sabe que eu não acho o Bê, ou qualquer um dos seus pequenos m*l educados, muito pelo contrário! Eles são os mais educados! - minha v*****e era de falar "eu sei" mas fiquei só ouvindo. - E eu também nunca bateria nele!
- Ah, que bom que você entrou no assunto. - interrompi ela. - Por que se um dia você realmente bater, teremos problemas maiores do que só algumas porradas. Eu mato você.
- Eu sei, Manu, desculpa! - continuou. - E você me bateu com toda razão, eu nem tinha que ter revidado! Mas me desculpa, eu amo você e não quero estragar nossa amizade.
Percebi que os meninos estavam por perto, olhando pra nós duas. Olhei pra ela, e percebi que não estava mentindo. Ok. Tudo bem. Mas se ela fizesse de novo, ia ser muito pior.
- Tá bom. - respondi, ela sorriu e nós nos abraçamos. - E vê se não desconta tudo Juan!
- Ah. - ela riu. - As vezes acontece.
- Ele tá se achando insuficiente. - Luiza me olhou surpresa.
- Sério? - perguntou, olhei pra ela, dei de ombros e sai.
Luiza veio atrás, parou do meu lado, fizemos fileira com as meninas, e ficamos dançando. Àquela altura a saudade dos meus filhos já estava matando, mas eu precisava me divertir, pelo menos uma noite por semana, eu sabia que merecia, não só eu, Rafael também. Dei uma golada no copo e dancei mais um pouco, quando vi que as meninas estavam saindo, sai também, como sempre, por último, subi, e me sentei no colo do Rafael.
- Que que pega, vida? - perguntou me olhando preocupado.
- Tô com saudade deles. - falei fazendo beicinho e ele riu.
- Já tá amanhecendo, da pra ir. - respondeu e eu arregalei os olhos, olhei em volta e vi que realmente, o sol já havia nascido.
Ele riu, peguei a mão dele, e o puxei, fazendo Rafael levantar, ainda rindo. Pegamos o caminho de casa, e percebi que estava derrotada de tão cansada.
- Tô com um sono do c*****o. - resmunguei e ele sorriu.
- Nada fora do normal por aqui. - disse olhando pros lados, dei um soquinho nele, e nós rimos. - Resolveu com a Luiza?
- Acho que sim. - olhei pra ele dando de ombros. - Ela pediu desculpa, falou que nunca bateria neles, que eles são os mais educados.
- Isso eu sei. - se gabou me interrompendo e eu ri.
- E eu falei que se um dia ela bater, eu mato ela. - completei olhando pra ele.
- Sem dúvidas. - e nós nos entreolhamos. - Eu te ajudo a m***r.
- Eu sei, vida. - e sorrimos. - Eu te amo.
- Eu te amo também. - disse passando o braço pelo meu ombro. Então suspirou, olhei pra ele. - Eu quero tanto t*****r.
- Eu quero tanto tanto tanto! - soltei rindo.
RF
Chegamos em casa, Manu foi dispensar e agradecer a Dona Maria, e eu fui direto pro quarto, tomei um banho, quando sai, Manu estava sentada na cama, ela ficou me olhando e eu sorri.
- Ai, eu amo isso! - resmungou e eu ri. - Vou tomar um banho e já volto.
A doida passou por mim mordendo os lábios, dei um t**a na b***a dela, que se virou e me olhou com cara de s****a, então entrou no banheiro. Fechei a porta, liguei o ar, e fiquei esperando. Ela saiu só de toalha, parou bem na minha frente, então deixou a toalha cair e me olhou com cara de abusada.
- p**a que pariu. - soltei, olhando o corpo dela, e ela sorriu.
Ela arrancou minha toalha com um puxão só, e eu a olhei. Minha mulher. Cada dia que se passava eu ficava mais bobo por ela. Manu subiu em cima de mim, me olhou nos olhos, sorriu, e me beijou.