102. Bárbara

1070 Palavras

Acordei com um cheiro doce. Não era o café da Lurdes, era algo diferente. Abri os olhos devagar e me deparei com dois pares de olhos me encarando na beira da cama. Murilo, de pé, segurando uma bandeja de café da manhã com as duas mãos e eu sabia o quanto ele odiava aquele papel de "gentleman". E Joãozinho, ao lado dele, segurando um envelope com suas mãozinhas ainda trêmulas, mas com um sorriso de orelha a orelha. — Bom dia, mãe! — João disse, sua voz fraca mas cheia de empolgação. Murilo não disse nada, só colocou a bandeja com cuidado na minha frente. Tinha um café, um suco de laranja, torradas e - meu Deus - uma pequena rosa vermelha num copo de água. — O que é isso? — perguntei, ainda meio atordoada pelo sono. — É o nosso café, namorada — Murilo respondeu, a voz dele mais suave do

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