23. Bárbara

1272 Palavras

O ar do fim de tarde estava morno, e o barulho da cidade contrastava com o silêncio pesado que vinha do carro preto encostado na calçada. O Coringa estava lá, do mesmo jeito de sempre, cigarro no canto da boca, braço pendendo pra fora da janela, óculos escuros mesmo com o sol já se despedindo. Assim que ele me viu, jogou a bituca no chão e abriu a porta com um estalo. — Bora, princesinha. O chefe disse pra não demorar. — Calma, Coringa, nem entrei ainda — resmunguei, ajeitando a mochila no ombro e entrando no carro. Ele me lançou um olhar rápido, avaliando meu humor. — Dia puxado, hein? Tá com uma cara de quem queria sumir. — Queria mesmo — murmurei, afivelando o cinto. — Mas, já que não dá, você pode pelo menos me fazer um favor. — Lá vem. — Ele arqueou uma sobrancelha, desconfiado

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR