Capítulo 40 — Tempestade no D-3

1578 Palavras

Joel A chuva começou no telhado como dedos batendo em lata. O corredor do D-3 inchou de rumor; quando o gerador tossiu e a luz oscilou, entendi que a tempestade do lado de fora só estava avisando o que a de dentro queria fazer. Motim não começa com grito, começa com ritmo: três talheres tocando bandeja ao mesmo tempo, duas risadas cortadas no meio, um “sem querer” que acerta o ombro certo. — D-3, posição! — Caveira anunciou, feliz como quem ganha palco. “Posição” aqui é outra palavra para pressão. Magrão alargou peito; Teco procurou Neto com olho de pesca. Coruja, vindo de canto, afinou a língua: — Tá cheirando a noite boa, poeta. Sem vidro, todo mundo canta mais alto. Respirei em oito. A visita voltará. Preciso estar inteiro. Só canal oficial, só disciplina. A minha regra é a minha t

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