Na cultura ocidental, a personificação da morte não tem rosto ou gênero, mas sim uma aparência cadavérica, coberta por um manto preto e empunhando a foice que ceifará a alma de todos aqueles prontos para cruzarem o fino véu da vida. Na cultura sul-coreana, no entanto, o fim da vida é espreitado por uma criatura esguia e visualmente humana, usando um hanbok tradicional preto e um chapéu de abas largas, tradicionais no país chamado gat (갓). O nome desse ser misterioso é Jeoseung Saja (mensageiro do além vida, em tradução livre). Seu trabalho não é julgar ou m***r, somente guiar a alma do recém falecido até o além, através do Caminho Hwangcheon, até o julgamento em Shi-wang, ou mundo inferior.
Muitas lendas dizem que o Ceifador é um fiel servo de Yama, Rei do Inferno na cultura budista, mas muitos o identificam como uma entidade sozinha e fiel a sua incumbência com os vivos de guiar os falecidos. Ele aparece para pessoas tomadas por doenças graves e prestes a partir, podendo ser visto em locais permeados pela aura da morte – como hospitais e áreas propícias para acidentes fatais -, devotos a tarefa, não é possível negociar ou suborná-lo, uma vez que Jeoseung Saja aparece, sabe-se que é o fim.