- E aí? - Ágatha perguntou com as mãos tampando os olhos.
- Furei. - exclamei e cheguei perto dela.
- Você tá perfeita. - gritou e me abraçou. - Ah! - exclamou. - Hoje tem baile.
- No último baile que eu fui. - comecei. - Quase morri.
- Aqui não tem baile de gala não. - falou rindo. - É funk.
- Ah. - soltei. - Não sei não.
- Ah, porque? - fez beicinho e eu bufei.
- Lugar perfeito pros seus amigos me pegarem. - expliquei.
- Atena. - segurou meu rosto e olhou nos meus olhos. - Ninguém vai te machucar aqui. Prometo.
- Sempre vão tentar. - rebati.
- Tentar é uma coisa. - ironizou e deu um sorriso. - Mas você é f**a, e resolve o b.o rapidinho.
- Vou pensar se vou. - falei com um sorrisinho amarelo.
- Mais tarde eu tô aqui. - me deu um beijinho na bochecha e saiu.
Peguei um pote de sorvete, coloquei em cima da copa da cozinha, peguei uma colher e comecei a comer.
Tive dois minutos de paz, até o Souza e Nemo abrirem a porta da minha casa.
Ficamos nos encarando, olhei pra eles depois pra minha arma em cima da mesa, os dois seguiram meu olhar.
Nemo começou a ir até a mesa, pulei a copa, peguei a arma que estava na mesa e a outra, que ficava agarrada na cadeira, apontei pra eles.
Os dois apontaram suas armas pra mim, e dei um sorrisinho.
- Tu é o capeta mermo. - Souza disse me encarando.
- Que que ces querem? - perguntei olhando pro Souza, me virei pro Nemo com um sorrisinho. - Caiu princesa?
- Namoral, eu vou te m***r hoje. - deu um passo pra frente.
- Pera ae. - Souza colocou o braço na frente dele. - Tamo na paz.
- Abaixa a arma então. - falei e eles me analisaram.
- Mata essa desgraçada logo. - Nemo exclamou.
- Cinderela, eu já te quebrei uma vez, posso fazer de novo. - debochei e Souza riu.
- p***a Souza, namoral. - Nemo resmungou.
- Quem é você? - Souza perguntou com um sorrisinho.
- Quer saber quem eu sou em qual país? - rebati.