Me encolhi no sofá e continuei lendo a ficha do tal rival do Souza. Não era lá grande coisa, o que me fazia pensar porque um cara desse seria chefe de qualquer lugar. Mordi meu chocolate e continuei lendo. Bizarro. O cara aparentava - e eu tinha certeza que era isso mesmo - ser mais burro que uma porta. Com uma ignorância surreal. Alguém bateu na porta e eu bufei. Incrível como não conseguia ficar um dia sequer, sem alguém entrar na minha casa. - Tô ocupada. - gritei. - Tô nem aí não. - Souza retrucou e eu ri. Ele abriu a porta e olhou os papéis espalhados, depois me olhou. Ajeitei tudo numa pilha, e guardei numa gaveta qualquer. Souza não queria que eu fosse atrás do Perigo, o tal rival dele, mas era inevitável. Eu sempre estava atrás de alguém, e agora, era a vez do Perig

