Três e trinta da manhã eu sai. Não aguentei ficar confinada em casa. Sai andando pelo morro, até chegar perto da casa do Thiago. Apesar do horário, ele estava na varanda, olhando o morro. Assim que me viu, deu um sorriso. - Conseguiu dormir não? - neguei com a cabeça. Ele cruzou as braços e deu um sorrisinho. - Por que? - Não consigo parar de pensar em você. - dei de ombros e ele sorriu sem graça. - Entra ai. Assenti, entrei na casa dele e acelerei o passo, até chegar na varanda. Thiago continuou de costas. - Gaia falou que cê me ama. Não exatamente assim, mas deu a entender. - deu um gole no copo com whisky e me olhou, assenti. - Então fala. - Por que? - perguntei. - Quero ouvir de você. - dei de ombros. - Eu não vou mudar minha vida. - comecei. Thiago assentiu. - Não que

