Ela esfregou o rosto pedindo carinho, beijou a mão dele. — Só um pouco. Depois você pode ir, estou com medo. Ele sorriu a acariciando. — Certo, o que quiser, mas não fica m.al acostumada não, pô. — Mas ó… Só um pouco. Tá com medo de quê, doida? Deitaram abraçados, ela repousou a cabeça em seu peito. — Eu prometo não te enrolar. Só sei lá, sinto falta de casa, da família, meus amigos. Ele fez como ela pediu, começou a fazer carinho mexendo no cabelo. A cada movimento ela sentia dores pelo corpo, os hematomas estavam piores. Estar deitada com ele a trazia um sentimento de segurança em meio ao caos. Muitas vezes ela pensou como a vida podia ser irônica: sua própria família a largou e um trafi.cante ban.dido cuidou dela quando ninguém mais faria. De tão ingênua, não imaginava a quantid

