CAP 04 GUSTAVO LIRA

1808 Palavras
Gustavo Lira Saio da cama e deixo a loira lá por enquanto, mas daqui a pouco irei acordar ela para que ela possa voltar para a sua casa, não durmo com mais tomei isso como regra a muito tempo não quero mais me iludir por causa daquela mulher. Saio do quarto pelado e vou para a sacada do meu quarto e olho para a noite movimentada que tenho, e a cidade é muito bonita mais não iria conseguir morar aqui é quente demais, pelo menos mais que em Vegas, mais meu desejo mesmo é voltar para casa, mais dona Leticia disse que só posso frequentar nossa casa depois que eu melhorar meus modos, não entendo que modos são esses. Meu irmão não se mete ele entende os dois lados, e sei que ele não quer ficar no meio dessa briga que minha mãe criou entre nós dois, mas sinto falta de todos eles tenho perdido o crescimento do Adam e da nossa princesinha Helena. Sinto uma leve brisa e me deixo voltar para os dias que passei com aquela medrosa, eu tento mudar os rumos dos meus pensamentos, mas nem sempre consigo e os flash daquela nossa última noite que ficamos juntos como cada uma de nossas caricias teve um peso de despedida, as lagrimas começam a se formar em meus olhos e a seco. - Que tal procurar uma ajuda psicológica e tentar entender o porque não a esquece, ou melhor ir atrás dela. – Olho para trás e vejo a loira toda descabelada na porta da varanda enrolada no lençol. - Por que não sei onde ela está, e nem sei se realmente quero encontrar com aquela mulher novamente. – Ela se senta na espreguiçadeira e fica me olhando. - Te dou uma hora grátis se quiser, esqueci de te falar, mas sou terapeuta. – Ela solta uma risada gostosa e olho para ela com cuidado, por que é tão difícil me apaixonar por outra mulher como eu sou por aquela medrosa. - Não sei se quero falar, mais como sabe que tem alguma mulher no meu passado? – Ela bate no espaço do lado dela e vou andando meio receoso. - Você me chamou de Vanessa mais de três vezes e depois me acusou de medrosa. – Abaixo minha cabeça e fico envergonhado. - Me desculpe, a história é bem complicada para mim... – Viro meu rosto para as estrelas e sinto mais uma lagrima escorrendo. – Por que não foi embora quando troque seu nome? - Nenhuma história para mim que sou terapeuta é complicada, estou aqui para te ajudar a entender o caminho e a solução do que vai acontecer, e só para que decore me chamo Elizabeth, mas os mais íntimos podem me chamar apenas de Liza, e não fui embora por que a muito tempo eu não tinha um orgasmo tão maravilhoso como o que você me deu. – Caímos na gargalhada. - Eu me apaixonei por essa mulher de uma forma que não conseguia compreender na época, deixei muita coisa para trás para que ela se sentisse segura, mas descobri que não era o suficiente, meses depois a achei em outro país e ela estava linda gravida de outro. – Ela franziu as sobrancelhas e tento explicar. – Sei que não era meu, por que a ultima vez que tivemos juntos não bateria com o tamanho da barriguinha de gravida que ela estava. Solto um suspiro pesado, fecho os olhos e me deixo lembrar daquele dia. - A Vanessa é a mulher mais linda que já tive o prazer de conhece Liza, e desejei durante muitos meses que aquele bebê fosse meu, mais com o passar do tempo tudo foi mudando dentro de mim, me tornei o que você está vendo aqui. – Olho para ela e seu rosto estava tranquilo. - Posso ser sincera com você, talvez doa o que vou te dizer. – Eu fecho os olhos e aceito a sua opinião. - A procure uma última vez, converse e ponha tudo em pratos limpos seja honesto com você mesmo, e se caso o caminho que ela escolher não for o mesmo que o seu, é sinal que está na hora de que esqueça ela e encontre outra pessoa, mas não assim como faz. – Começo a rir. - Minha investida foi tão r**m assim? – Ela rir descaradamente na minha cara. - Sério Gustavo, você me deu um cartão falei com a sua assistente que me fez milhões de perguntas sobre minha saúde e como me previno. – E estranho por que ela deveria ter assinado o termo de confidencialidade. - Não assinou nada? – Vou precisar chamar atenção da Rosy, e isso nunca aconteceu. - Claro que assinei, e envie por e-mail para a sua assistente, o que me faz pensar o quão poderoso você não deva ser. – Ela começa a rir. - E isso é interessante? – Ela n**a com a cabeça. - Sempre tive pé no chão, e soube assim que me abordou que seria talvez uma transa, posso ter uma carinha de abobalhada, mas eu sei o que eu quero e não é formar minha carreira na fama de alguém. – Me viro completamente para e a olho com mais atenção, ela toca em meu rosto e minha respiração sai leve como a muito eu não a tinha. - Não faça isso, eu nunca serei a sua medrosa, seja o oposto dela e a procure mais uma vez e tenha a conversa que precisa para terminar com essa tormenta na sua vida e possa ser livre. – Aceito o que ela me diz e está realmente na hora de tentar achar ela mais uma vez. - Obrigado por conversar comigo Liza, eu prometo que farei isso. – Ela se levanta elegantemente e anda na pontinha dos pés. - Agora me retiro, e obrigada pela f**a magnifica que você me deu, não esperava que fosse ser assim. – Fico em pé e tento esconde meu p*u com as mãos e ela fica rindo. Fico vendo ela se arrumar para ir embora e ofereço pagar um taxi para ela que n**a e faz uma cara quase que ofendida. - Posso não ser rica senhor Lira, mas tenho dinheiro para poder voltar para casa. – Fico rindo dela. - Me diga que tem um cartão aí com você, quem sabe eu precise de outra consulta em algum momento. Ela se vira de costa e me pede ajuda com o seu vestido e fecho o zíper. - Sua assistente me acha, ele deve ter um dossiê completo agora mesmo com meu nome enorme na capa. – Acho que ela deve estar lendo muitos livros. - Você é hilária, a pasta deve ter no máximo seu contato e residência e o que você mesmo passou. – Ela pega a sua bolsa e vai para a porta. – Até um dia Gustavo, e faça o que lhe disse está na hora de se livra desse sentimento que o prende no lugar, Adeus. A ver partir me deu um gatilho enorme, mais dessa vez não vou me afundar na bebida amanhã tenho uma reunião importante para participar e sei que provavelmente vou ter muita dor de cabeça. Me sento no pequeno escritório que foi montado para mim aqui nesse quarto e tento me concentrar em algumas coisas que preciso fazer, vejo que a empresa do Bruno não cresceu como eu disse que seria nesse trimestre e faço uma nota mental para que veja o que está acontecendo por lá. Mando um e-mail para a Rosy pedindo que ela providencie a minha ida para Argentina o mais rápido possível, de preferência ainda essa semana, ainda tenho que ir na refinaria e ver como esta o balancete desse mês, sei que essa empresa nunca me deu dor de cabeça desde que comecei a administrar ela. Com tudo resolvido volto para a cama e fico olhando as estrelas e me lembro da história que minha sobrinha sempre conta sobre como ela ganhou a sua mãe, pedindo-a ao papai do céu. - Quem sabe né, não sou muito religioso, mais se ouviu as orações de uma garotinha por que não poderia ouvir a história de um homem que está quebrado de todas as formas que poderia se imaginar, deixe-me encontrar com ela outra vez e saber se ainda existe amor entre a gente. – Sinto o meu corpo ficar tão relaxado e até mesmo tranquilo e pego no sono. Sonho com ela caminhando com a Bia e a minha mãe, acordo e o dia já estava amanhecendo saio da cama peço o meu café e vou para o banho e me arrumar para sair, quando já estava completamente arrumado parecendo o CEO, o café já estava na mesa arrumado apenas me esperando me sento e olho meu tablet para ver se tinha algo de importante para esses dias. Do lado de fora do hotel, tem um carro a minha espera para ir para o escritório e dessa vez me surpreendo com a organização do lugar e vou para a sala do advogado que está no responsável. - Arrumou uma faxineira presumo? – Ele fica rindo e me estende a mão. - Bom dia senhor Lira, quase isso contratei uma secretária e ela tem bastante experiência e nos deu uma força enorme ontem mesmo. – Fico rindo. - Depois me apresente a essas mãos magicas. – Caímos na risada, mas eu entendo o que ele quer dizer antes de achar a Rosy passei por uns maus bocados, entramos na reunião que durou a manhã seguinte. - Fico muito satisfeito com o progresso que a empresa fez até aqui, espero que ela cresça mais ainda, mas agora tenho que ir preciso ir à sede da refinaria que tenho aqui também. – Apertamos as mãos e entro no elevador para descer. Olho para o relógio e acho que ainda consigo ir almoçar no Luigi, quando as portas se abrem sinto o perfume dela e olho para os lados e uma voz baixinha mais quando paro na frente do outro elevador que estava quase toda fechada não vejo o rosto da mulher apenas ouço a sua voz bem baixinha, parece muito com a dela mais tenho certeza que é apenas coisa da minha cabeça olho para o elevador e vejo em que andar ele vai parar e quando vejo o número do andar e ia entrar para averiguar quem é a dona do perfume e da voz o meu telefone toca e não espero que toque uma segunda vez. - O senhor está atrasado, devo cancelar a reunião com os acionistas da refinaria? – Respiro fundo. - Não chegou lá em poucos minutos. – Saio da frente do elevador e saio do prédio indo para o meu outro compromisso. - Vai ficar para outro dia conhecer você.
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