CAP 03 VANESSA DÍAZ

1245 Palavras
VANESSA DIAZ Deixo o Guilherme dormindo depois que contei mais de duas historinhas para ele, e decido voltar para a cozinha e conversar um pouco com o Juan sobre as coisas que estamos vivendo, na verdade estou muito feliz por tudo o que tem acontecido no último ano, amanhã é o último dia do ano e quero passar em família como sempre. Mesmo que eu e meu irmão sejamos colombianos nativos, nós consideramos brasileiros e tivemos sorte em conseguir documentos, vivemos tantos anos lá que os seus costumes se tornaram os nossos costumes. - Aqui outra vez Van, pensei que já fosse se deitar, disse que amanhã você tem que ir para a clínica. – Ele estava sentado no sofá assistindo um jogo de futebol, com uma garrafa de cerveja na mão, me sento ao seu lado. - Eu sei disso, mas queria conversar com você só um pouquinho até sentir sono. – Acho que ele percebe meu humor e começa a realmente prestar atenção em mim. - Me diz a verdade o que aconteceu para ficar tristinha assim. – Solto um suspiro pesado e inclino a minha cabeça em seu ombro. - Aquele sentimento de arrependimento que me consome, estava pensado em ligar para ele e tentar contar a verdade mais estou com medo. – Ele para de me olhar e volta para assistir o jogo. - Essa conversa é velha Vanessa, me lembro quando voltou de Vegas ... FLASHBACK ON - Deixa de ser teimosa e procure ele e diga que esta gravida, ele tem o direito de saber que vai ter um filho. – Olhava para ele como se fosse tão fácil assim. - Juan, ele tem saído todo dia estampando as manchetes brasileiras com uma modelo ou uma p**a qualquer, você acha que ele vai querer me ouvir depois de tudo, estamos com quase dois meses longes ele pode dizer que estou gravida de qualquer um. – Meu irmão começa a rir de mim. - Vanessa estamos nessa brincadeira de esconde esconde desde que voltou de Vegas, você acha que ele não vai te ouvir? – Achar não, tenho certeza. - Se estivesse no lugar dele, o que faria? – Ele pensa um pouco e foca a sua visão em algo mais distante. - Não sei Vanessa, nunca vi você tão envolvida com alguém como ficou com ele. – Isso é verdade. - Juan como poderia me envolver com alguém se o nosso pai só fazia escolhas erradas, e sempre tínhamos que fugir de madruga ou a hora que fosse para que não fossemos mortos. – Meu irmão não sofreu tanto como eu, ele é bem mais novo então sempre precisei cuidar dele e escondi o máximo que pude para que ele não percebesse o que estava acontecendo dentro de nossas vidas. - Você sabe que não tenho palavras para agradecer o quanto precisou abrir mão para me proteger de toda aquela bagunça que nosso pai fazia. – Infelizmente uma noite não tivemos tanta sorte assim, no meio do matagal alto o meu pai nos deixou escondidos e ele foi em outra direção para que não nos achassem, mas ele acabou sendo capturado pelos capangas do Carrillo e desde então estamos tentando fugir deles também. Meu pai escondeu uma grande fortuna e quantidade de drogas em algum lugar na Colômbia, mas nunca soube onde é que ele tenha escondido tudo isso, e nem se realmente é verdade. Por isso que sempre tive medo de me envolver com alguém, eu poderia também ser a responsável por uma morte. - Eu sei meu irmão. – Acabamos desconversando, por que não quero que o pai do meu filho acabe se envolvendo com tudo o que meu real nome possa trazer, um nome que nem gosto de pronunciar. FLASHBACK OFF - Eu sei Juan, mas o Guilherme está crescendo, e acho que logo ele vai me perguntar quem é o pai, sabe que o Gui é um garotinho muito inteligente, acho que puxou isso de família. – Começo a rir, dele que faz uma cara de muito ofendido. - AI Vanessa assim você realmente me ofende. – Ele volta a beber a sua cerveja. - Fala sério Juan inteligência você não tem nenhuma, nem sei como conseguiu concluir o primário. – Caio na gargalhada, eu adoro perturbar meu irmãozinho. - As vezes tenho quase certeza que você que é a criança na nossa família, deixe ser uma mãe m*l e apresente o Guilherme ao pai dele, não se esqueça que o meu sobrinho tem o direito de conhecer o outro lado da família, que não somos apenas nós três. – Abaixo a minha cabeça por que sempre reconheci esse meu erro. Sei que todos ficarão bastante magoados comigo depois que souberem o que escondi de todos o nascimento de um neto, principalmente a dona Leticia e o senhor Afonso, também fico imaginando como esteja a Helena e o bebê que a Bia estava esperando, eles devem ser praticamente da mesma idade, me arrependo de não ter falado sobre o Gui para eles no passado, agora tenho que conviver com as consequências e também com o que pode acontecer no futuro, criando meu filho sem o pai dele. Ficamos assistindo o jogo e meu irmão encrenqueiro me fala. - No dia que eu estiver bastante irritado com você, vou ligar para esse bonitão que você ainda ama e conto toda a verdade, chega de se esconder está passando da hora de você contar a verdade para esse homem, peça uma dispensa vá para o Brasil procure por ele. – n**o com a cabeça. – Você é teimosa. – Você que sabe, mais um dia mais cedo ou mais tarde a vida vai proporcionar esse encontro para vocês dois, e pode ter certeza que haverá tanta magoa no meio de vocês que talvez essa paixão que sente não vai conseguir superar tudo o que já aconteceu. – Fico olhando para ele desacreditada. - De onde saiu essas perolas de sabedoria meu irmão, eu que deveria dar conselhos assim para você. – Ele ri da minha cara e me puxa para um abraço. - Sim deveria, mas é burra demais. – Tinha que me ofender, estava demorando. Ficamos assistindo o jogo até tarde e depois vamos para nossos quartos para descansar. Na manhã seguinte já estava sentada na recepção para fazer os exames de admissão e seria a próxima, Rose que tinha ficado para ajudar o senhor Maycon já havia mandado varias mensagens perguntando sobre algo que não estava entendo e tentei o máximo ajudar ela, perguntei varias vezes se não queria que eu voltasse e faria os exames em outro momento, mas ela disse que não precisava que o CEO estava tranquilo aceitando as explicações e documentos que eles já passaram para ele. Depois de algumas horas finalmente estou passando pelas catracas do prédio de advocacia, aperto os botões dos elevadores e duas portas se abrem, estou ouvindo minha musicas então não consigo perceber se o outro elevador tinha alguém ou não, sinto aquele perfume que senti ontem outra vez, talvez seja o CEO que estava no outro elevador, graças a Deus entrei nesse e não no outro, começo a cantar baixinho a música que estava ouvindo e o perfume fica mais forte mais as portas estavam se fechando e eu estava encostada no painel de botões. A porta finalmente se fechou e fui para o meu setor que estava me esperando para superar o CEO arrogante.
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