CAPÍTULO 17

1143 Palavras
ELOÁ Estou conversando com a minha família depois do almoço e meu celular começa a tocar e é o Pedro. *Oi * Tá podendo falar? * Estou na casa da minha mãe, o que foi? * Eu queria saber se tinha como a gente conversar * Ter tem, hoje? * Sim, quando você tiver disponível. * Tá bom, se você não quiser conversar a noite ... hoje eu vou no mercado, se quiser me fazer companhia - ouço ele ir - e já me poupa o dinheiro do carro. * Certo, é só me passar o endereço que vou te buscar. ••• - Nestante vou embora, o Pedro vem me buscar e a gente vai no mercado. - Não era vocês que tinham se desentendido a horas atrás? - Uma coisa não tem nada a ver com a outra, ele quer conversar e eu quero fazer compras... é só juntar o útil ao agradável, meu pai me ensinou... sempre poupe seu tempo. - É isso aí filha... você foi a única que aprendeu. - A única que parece com você - minha mãe diz - você é seu pai sem tirar nem por. - Eu achava que eu era você jovem. - A Helena parece mais... assim o jeito. - Eu vim na cagada né... a mais velha sempre se lasca - a Cecília protesta e damos risada. - Você sempre foi perfeitinha desde criança, nunca deu trabalho nenhum - meu pai fala - sempre muito obediente, educada e muito inteligente... muito certinha. - Oxe e a gente é errada é? - falo colocando a mão na cintura. - A Cecília pegou o nosso melhor lado, você é seu pai todinha, a Helena sou eu e a Aurora é a nossa mistura perfeita, ela é exatamente o equilíbrio da nossa melhor e pior versão, sabe ser extremamente boazinha e compreensiva / super decidida e dona de si. - Você está descrevendo a gente - a Helena diz ofendida - Tô não, você só ficou com o "decidida" e a Eloá com o "dona de si", o resto tem que cavar um pouquinho pra achar. - Mãe - falamos juntas e a Cecília começa a rir. - Suas erradas, porque eu sou perfeita - diz se gabando. - Rapaz nem como empregada de uma empresa eu era tão humilhada assim - todo mundo rir - pai eu quero ver um carro, cansei de andar de carona, voltei pro Brasil quero um carro novo. - Amanhã passa lá na loja e pega o seu - meu pai é dono de uma loja de carro de luxo. - Pai eu vou pagar - Você é filha do dono Eloá, aproveita. - Eu não, amanhã vou ver qual eu gosto e vou pagar. - Então ta- o Pedro me manda mensagem dizendo que chegou. - Agora vou fazer minha feira do mês com o meu não namorado. - Vocês implicaram com esses Ono em, o que eles tem em? - meu pai questiona. - Ah pai, se o senhor soubesse... era um choque - todo mundo rir menos ele. - A noite vamos sair viu gatona, não esquece. - Viu... mãe, pai amo vocês - falo beijando eles - e amanhã venho almoçar aqui e talvez eu durma aqui. - Finalmente alguém vai dormir aqui, porque suas irmãs não lembram que tem pai. - Ô velho dramático meu Deus - a Helena fala e meu pai joga uma almofada nela. - Tchau galerinha, fui - saio e o Pedro já está na porta - Quer entrar? - Não, aquele dia na chamada já foi o suficiente - dou risada. - Então vamos. - Tá chateada comigo? - Não ué... a gente só precisa ser sincero e resolver as coisas. - É... bom eu queria dizer que eu fiquei chateado quando você falou que tinha ficado com outra pessoa. - Isso eu percebi né, mas que bom que está admitindo. - E o Filipe realmente tinha razão, eu sempre odiei dividir minhas coisas... desde de criança. Quando eu falei da carta branca era porque eu sei o quanto você é uma pessoa livre e independente, e não queria "sufocar" você, por que sei que eu não tenho o direito de te cobrar nada, e eu fiquei com esse pensamento de viver minha vida aqui no Brasil, porque não tínhamos nada, mas eu não conseguir... não conseguir ficar com ninguém, e quando você falou que tinha ficado com uma pessoa, eu pensei o quanto era fácil pra você conhecer gente nova, beijar novas bocas, eu me forcei a "sair da minha zona de conforto" pra talvez viver como você vivia, e isso me deixou realmente pensativo sobre o que tínhamos construído, porque era óbvio que você não queria namorar e nem eu, mas o que a gente tem é algo importante, mesmo não sendo um relacionamento sério. - Você quer ficar só comigo, mas sem namorar? - Não... não é isso, estou dizendo que eu fiquei chateado com a situação, porém eu cai mim que a gente não tinha relacionamento, e ja tínhamos conversado sobre todas essas situações. - Eu não sei se eu quero namorar. - Você tem vontade de ficar com outras pessoas né? - Não é que eu tenha vontade, o caso com o Lorenzo foi algo específico... é que a palavra relacionamento me dá um pouquinho de susto, tipo anel, apresentar a família... essas coisas assim, aquele dia do telefonema eu estava brincando... então é bem mais facil, o meu último relacionamento não foi la a melhor experiência do mundo, então eu meio que fico com o pé atrás, mas não é que eu queira sair beijando as pessoas. - Mas você quer ficar comigo? - Eu quero ficar com você. - Então ta. - Simples assim? - Simples assim - diz e continua dirigindo. ... Chegamos no mercado e começamos a escolher as coisas, quando falo "começamos" é no sentido literal da palavra, porque o Pedro que está escolhendo basicamente tudo. Ele fala com tanta propriedade das coisas, que eu sinto que nunca morei sozinha na vida, sendo que moro sozinha ha anos. - Pronto dono de casa? - Pronto - Podemos ir? - Claro ... - Vou sair com as meninas hoje, vamos também... comemorar a minha volta - falo já dentro do carro. - Eu vou ser o único homem com vocês? - Eu não sei, mas se for não tem problema... vai esta acompanhado de três pretas maravilhosas - ele rir . - Realmente - Você vai então? - Vou - É... precisa sair mais de casa, não só pra conhecer meninas em bares... tem que sair pra dançar, beber, se divertir e claro me fazer companhia... porque eu amo sair. - É... depois temos que falar disso. - Não temos que falar nada - falo e ele rir.
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