ELOÁ
Chegamos em casa e o Pedro está guardando as coisas e eu sentada comendo batata.
- Vai fazer o jantar? - pergunto.
- Você quer que eu faça?
- Claro que sim, quer vinho ou cerveja?... tem whisky também.
- Rapaz, casa equipada né
- Claro, vamos beber.
- Eu quero cerveja.
- Toma, meu cozinheiro.
- Eu vou tomar vinho
- Você e vinho são parceiros perigosos.
- A gente se entende - ele rir.
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Enquanto ele está mexendo na panela, dou beijinhos em sua nuca, e ele vira pra me abraçar.
- Queria dizer que não tava com saudade de você... mas isso seria a pior mentira que já falei na minha vida.
- Tava com saudade da rabiscada aqui né - abraço seu pescoço.
- Com certeza - falo me beijando.
- Você falou com a Karina, ou só sumiu?
- Eu não "só sumo" da vida das pessoas,
eu mandei mensagem pra ela me desculpando por aquele dia... ela disse que entendeu e que voltou com o ex.
- De la pra cá? já?
- Ué eu não estou com você aqui?
- É faz sentido... tempo é relativo.
- Ela já estava enrolada com ele e ontem, pelo o que aconteceu ela foi pra casa dele e tals.
- Tá né, agora pode ir apagando o númerozinho - ele rir.
- Isso foi ciúmes? estou vendo isso direito?
- Não é ciúmes... mas não tem porque ter o número dela.
- Então ta - fala me abraçando e me empurrando até que meu corpo bater no balcão da cozinha, ele me beija em um beijo apressado e com saudade, suas mãos passeam pelo meu corpo e ele me coloca sentada no balcão e abre minha pernas - você não muda né - diz sorrindo por eu esta sem calcinha.
- Me aperta, não gosto.
- Mas eu gosto assim, tô reclamando
não - diz levantando meu vestido sua boca me suga lentamente e meu corpo todo se arrepia, seguro seu cabelo enquanto gemidos começam a sair involuntariamente, ele introduz dois dedos em mim enquanto sua língua não para de trabalhar.
Meu olhos estão quase virando e começamos a sentir um cheiro de queimado.
- Pedro, o molho - falo vendo a fumaça saindo e ele vai desligar o fogo - queimou muito?
- Queimou tudo - nos encaramos e damos
risada - acho que vamos ter que pedir.
- Depois, agora volta de onde você parou.
- Seu pedido é uma ordem - ele me desse da mesa e me coloca de quatro e entra com tudo. Sua mão se entrelaçam com o meu cabelo e a outra passeia pelo meu corpo.
- Meu Deus que saudade.
- É? - fala de um jeito cínico e me da um t**a.
Ele segura meu cabelo com força puxando fazendo meu rosto ir de encontro com o seu, e me beija segurando minha nuca alisa meu rosto e sinto um t**a suave no meu rosto.
Ele me vira de frente e eu prendo minha pernas em sua cintura, seu olhar não sai do meu ... olho pra ele e me pergunto como eu conseguir ficar tanto tempo longe.
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Assisto a cara de prazer do Pedro enquanto sento nele, quando intensifico seus olhos fecham... acho que está tentando pensar em qualquer coisa, menos do que está acontecendo.
- Aí Eloá desse jeito eu vou go... p**a que pariu - rebolo com mais intensidade e ele joga a cabeça pra trás e dou risada, sua mão crava na minha b***a agora de um jeito agressivo, o celular dele começa a tocar... mas ignoramos.
Ele troca de posição, me colocando deitada no sofá e vindo por cima, ja sei que o segredo é deixar ele com saudade, o que já era bom está dez vezes melhor.
Seu celular insiste em tocar, mas não acho que ele esteja preocupado com isso.
Meu êxtase chega e arranho suas costas, o prendendo ainda mais em mim com minhas pernas, e depois ele chega também... mas tira de dentro antes, o que a gente não quer é um fruto.
- Caraca nunca achei que fosse t*****r com a trilha sonora de um telefone, atende logo essa m***a - ele rir.
- Quero levantar não, quero dormir.
- Vai logo, seja lá quem for quer muito falar com você.
- Cara que saco - fala levantando com a bundinha branca e eu deitada observando ele.
* Oi mãe - diz atendendo e sentando do meu lado, porque a mãe dele tá ligando uma hora dessa?! - não sei, vou ver... sim tá bom, eu ligo pra avisar, tá bom... tchau... tchau mãe - fala e desliga.
- O que foi? - pergunto.
- O Lucca não tá mais lá e ela fica carente... e sai ligando pra gente, e lembra que tem outros filhos.
- Ela é sua mãe cara.
- Eu sei disso, ela me chamou pra ir jantar lá sábado, não sei se quero ir
não... vamos ir comigo?
- Eu mesmo não... todo mundo sabe como sua mãe é, e diferente das meninas eu não sou de ficar fazendo sala não, se ela falar alguma coisa eu já dou duas nela - ele rir.
- Agora com toda certeza eu quero que você vá - reviro os olhos e ele rir se jogando em cima de mim.
- Aí Pedro você é pesado e tá suado.
DIA SEGUINTE
Pedro foi trabalhar de manhã e me chamou pra almoçar, e me arrumei bem garota... porque vamos pra um restaurante maravilhoso. Eu não sou discreta mesmo, então caprichei no meu vestido branco.
•••
Quando chego no restaurante o Pedro está com um senhor do lado, olho direito e é seu pai... falamos um dia que não vamos namorar e no outro dia o pai dele vai almoçar com a gente.
- Oi - falo me aproximando.
- Oi, Eloá... esse é meu pai - o Pedro diz sem animação... pelo visto não foi ele que chamou.
- Oi, tudo bem? - falo.
- Tudo ótimo, você é muito mais bonita de perto.
- Obrigado - falo sorrindo.
- Suas tatuagens são maravilhosas e...
- Pai, para - o Pedro diz sério e dou risada.
- Obrigado... que bom que gostou delas, eu sou suspeita pra falar... mas elas são realmente maravilhosas - ele sorrir.
- Quando vamos marcar um jantar? você e suas irmãs... agora que a família Norte voltou pra Ono de novo.
- Voltou? - pergunto sem entender.
- Pai... - Pedro diz olhando pro pai que sorrir.
- Sim, voltando... vamos marcar um jantar com meus filhos e minhas noras, pra nós conhecermos direito.
- Claro, é só marcar - falo encarando o Pedro sem entender o "voltou", e ele com cara de que só queria enterrar a cabeça em algum lugar.