CAPÍTULO 18

1150 Palavras
ELOÁ Chegamos em casa e o Pedro está guardando as coisas e eu sentada comendo batata. - Vai fazer o jantar? - pergunto. - Você quer que eu faça? - Claro que sim, quer vinho ou cerveja?... tem whisky também. - Rapaz, casa equipada né - Claro, vamos beber. - Eu quero cerveja. - Toma, meu cozinheiro. - Eu vou tomar vinho - Você e vinho são parceiros perigosos. - A gente se entende - ele rir. ●●● Enquanto ele está mexendo na panela, dou beijinhos em sua nuca, e ele vira pra me abraçar. - Queria dizer que não tava com saudade de você... mas isso seria a pior mentira que já falei na minha vida. - Tava com saudade da rabiscada aqui né - abraço seu pescoço. - Com certeza - falo me beijando. - Você falou com a Karina, ou só sumiu? - Eu não "só sumo" da vida das pessoas, eu mandei mensagem pra ela me desculpando por aquele dia... ela disse que entendeu e que voltou com o ex. - De la pra cá? já? - Ué eu não estou com você aqui? - É faz sentido... tempo é relativo. - Ela já estava enrolada com ele e ontem, pelo o que aconteceu ela foi pra casa dele e tals. - Tá né, agora pode ir apagando o númerozinho - ele rir. - Isso foi ciúmes? estou vendo isso direito? - Não é ciúmes... mas não tem porque ter o número dela. - Então ta - fala me abraçando e me empurrando até que meu corpo bater no balcão da cozinha, ele me beija em um beijo apressado e com saudade, suas mãos passeam pelo meu corpo e ele me coloca sentada no balcão e abre minha pernas - você não muda né - diz sorrindo por eu esta sem calcinha. - Me aperta, não gosto. - Mas eu gosto assim, tô reclamando não - diz levantando meu vestido sua boca me suga lentamente e meu corpo todo se arrepia, seguro seu cabelo enquanto gemidos começam a sair involuntariamente, ele introduz dois dedos em mim enquanto sua língua não para de trabalhar. Meu olhos estão quase virando e começamos a sentir um cheiro de queimado. - Pedro, o molho - falo vendo a fumaça saindo e ele vai desligar o fogo - queimou muito? - Queimou tudo - nos encaramos e damos risada - acho que vamos ter que pedir. - Depois, agora volta de onde você parou. - Seu pedido é uma ordem - ele me desse da mesa e me coloca de quatro e entra com tudo. Sua mão se entrelaçam com o meu cabelo e a outra passeia pelo meu corpo. - Meu Deus que saudade. - É? - fala de um jeito cínico e me da um t**a. Ele segura meu cabelo com força puxando fazendo meu rosto ir de encontro com o seu, e me beija segurando minha nuca alisa meu rosto e sinto um t**a suave no meu rosto. Ele me vira de frente e eu prendo minha pernas em sua cintura, seu olhar não sai do meu ... olho pra ele e me pergunto como eu conseguir ficar tanto tempo longe. ●●● Assisto a cara de prazer do Pedro enquanto sento nele, quando intensifico seus olhos fecham... acho que está tentando pensar em qualquer coisa, menos do que está acontecendo. - Aí Eloá desse jeito eu vou go... p**a que pariu - rebolo com mais intensidade e ele joga a cabeça pra trás e dou risada, sua mão crava na minha b***a agora de um jeito agressivo, o celular dele começa a tocar... mas ignoramos. Ele troca de posição, me colocando deitada no sofá e vindo por cima, ja sei que o segredo é deixar ele com saudade, o que já era bom está dez vezes melhor. Seu celular insiste em tocar, mas não acho que ele esteja preocupado com isso. Meu êxtase chega e arranho suas costas, o prendendo ainda mais em mim com minhas pernas, e depois ele chega também... mas tira de dentro antes, o que a gente não quer é um fruto. - Caraca nunca achei que fosse t*****r com a trilha sonora de um telefone, atende logo essa m***a - ele rir. - Quero levantar não, quero dormir. - Vai logo, seja lá quem for quer muito falar com você. - Cara que saco - fala levantando com a bundinha branca e eu deitada observando ele. * Oi mãe - diz atendendo e sentando do meu lado, porque a mãe dele tá ligando uma hora dessa?! - não sei, vou ver... sim tá bom, eu ligo pra avisar, tá bom... tchau... tchau mãe - fala e desliga. - O que foi? - pergunto. - O Lucca não tá mais lá e ela fica carente... e sai ligando pra gente, e lembra que tem outros filhos. - Ela é sua mãe cara. - Eu sei disso, ela me chamou pra ir jantar lá sábado, não sei se quero ir não... vamos ir comigo? - Eu mesmo não... todo mundo sabe como sua mãe é, e diferente das meninas eu não sou de ficar fazendo sala não, se ela falar alguma coisa eu já dou duas nela - ele rir. - Agora com toda certeza eu quero que você vá - reviro os olhos e ele rir se jogando em cima de mim. - Aí Pedro você é pesado e tá suado. DIA SEGUINTE Pedro foi trabalhar de manhã e me chamou pra almoçar, e me arrumei bem garota... porque vamos pra um restaurante maravilhoso. Eu não sou discreta mesmo, então caprichei no meu vestido branco. ••• Quando chego no restaurante o Pedro está com um senhor do lado, olho direito e é seu pai... falamos um dia que não vamos namorar e no outro dia o pai dele vai almoçar com a gente. - Oi - falo me aproximando. - Oi, Eloá... esse é meu pai - o Pedro diz sem animação... pelo visto não foi ele que chamou. - Oi, tudo bem? - falo. - Tudo ótimo, você é muito mais bonita de perto. - Obrigado - falo sorrindo. - Suas tatuagens são maravilhosas e... - Pai, para - o Pedro diz sério e dou risada. - Obrigado... que bom que gostou delas, eu sou suspeita pra falar... mas elas são realmente maravilhosas - ele sorrir. - Quando vamos marcar um jantar? você e suas irmãs... agora que a família Norte voltou pra Ono de novo. - Voltou? - pergunto sem entender. - Pai... - Pedro diz olhando pro pai que sorrir. - Sim, voltando... vamos marcar um jantar com meus filhos e minhas noras, pra nós conhecermos direito. - Claro, é só marcar - falo encarando o Pedro sem entender o "voltou", e ele com cara de que só queria enterrar a cabeça em algum lugar.
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