CAPÍTULO 19

1294 Palavras
ELOÁ Depois de tanto o Pedro insistir, estou indo no jantar da mãe dele com ele. Eu já estou imaginando a cena, mas não foi eu que me ofereci e sim ele que insistiu pra eu ir. - Tá preparado pro rajadão? - pergunto rindo pro Pedro já na porta da casa dos pais dele. - Ela é só pressão, não vai te dizer nada... minha mãe adora um enxame, só isso. ... Ele toca a campanhia e ela logo abre sorrindo, mas o sorriso vai morrendo quando me ver... eu queria mas seria m*l educado da minha parte. Eu sei o quanto ela odeia a minha família, o quanto ela e minha mãe quando se cumprimentam parecem que a qualquer momento vai sair uma faísca... da parte dela né, porque minha mãe tá nem aí pra nada. - Oi mãe - o Pedro diz abraçando ela que ainda está chocada - essa é a Eloá. - Eu sei quem ela é - diz me medindo de cima a baixo. - Que bom... que ja nos poupa as apresentações - falo dando um sorriso falso. - Vocês chegaram - o pai do Pedro chega sorrindo - Uau como está bonita - diz me abraçando. - Muito obrigado, o senhor também está elegante. - Obrigado... me esforcei - dou um sorriso e quando olho pro lado a querida está de cara de cu como sempre. - Vem filho, fiz seu prato preferido - ela diz puxando o Pedro. - A senhora ainda lembra dessa informação? - Óbvio que eu lembro, eu sei tudo sobre vocês. ●●● Já estamos jantando e ela está fazendo de tudo pra me ignorar, porém com o Pedro e o pai dele me colocando toda hora na conversa é impossível. Ela serviu todo mundo, menos a mim... e o Pedro me serviu, essa veia é mais louca do que eu imaginava. - E como está na empresa filho? - Tudo bem mãe, nos damos conta. - Não sei porque o Lucca saiu de lá, todos os irmãos lá e ele resolve abrir mão da família. - O nome disso é vontade própria mãe. - Mas ele precisa honrar o nome da família... ultimamente nenhum está fazendo isso - diz direcionando o olhar pra mim. - Está se sentindo desonrado pai? - Não, pelo contrário... que orgulho que eu estou de vocês - diz também me encarando - honrando o pai de vocês - o Pedro da risada. - Por isso que eles são assim, você sempre apoia essas loucuras, cada dia uma vergonha diferente, primeiro é o Lucca, agora você - diz me olhando de cima a baixo de novo. - Então prepara o coração que tem mais duas vergonhas pra senhora aguentar, duas vergonhas bem bonitas e ricas - falo e vejo o Pedro segurando o riso e negando com a cabeça e o pai sorrir e ela olha sem entender. - Essa menina tá falando de que? - ela pergunta direcionando ao Pedro. - Não sei, a senhora tá sabendo de alguma coisa? - Não... você tem visto seus irmãos? eles esqueceram que tem mãe. - Porque será em mãe? ... e vi eles, pareciam está bem felizes, sei que essa é a sua maior preocupação - ele com certeza falou com ironia, queria saber mais histórias dessa família, que com certeza tem coelho aqui, e muitos - E o Lucca? a senhora já foi lá ver ele? - Ele sabe onde é minha casa. - Nossa, o rei perdeu a majestade? estou realmente chocado - nossa o Pedro parece realmente magoado - já viu o filho dele? um bebê de verdade pra senhora mimar. - O que está acontecendo com você filho? só está me atacando desde da hora que chegou... sei que muitas coisas estão mudando sua cabeça, mas ainda sou sua mãe - muitas coisas sou eu no caso. - Minha cabeça sempre foi essa, mas a senhora estava ocupada demais preocupada em passar as cuecas do Lucca - nossa se formou um clima bem estranho na mesa. - E você Eloá já sabe qual a próxima viagem? - o pai dele muda o assunto. - Ainda não, me dei umas férias pra descansar um pouco. - É bom, quando fez sua primeira tatuagem? - eu acho engraçado que ele implicou com minhas tatuagens. - Fiz nova, mas foi uma atrás da outra, nem lembro perfeitamente qual a primeira. - Sua mãe que deve ter amado - assim que ele fala a mãe do Pedro quase se engasga... o que minha mãe tem com essa família? preciso investigar. - Com certeza ela amou - falo ironicamente - o senhor conhece bem ela né ? - ele da um sorriso de lado igualzinho o do Pedro... meu Deus ele e minha mãe? será? - Nos conhecemos quando éramos mais novos, tenho um carinho por sua família. - É...as Norte tem o poder de conquistar os corações Ono - falo sorrindo. - Vou pegar a sobremesa - ela com repante levanta da mesa. - Tá tudo bem? - o Pedro pergunta só pra mim ouvir - se quiser ir embora pode dizer, que a gente vai. - Não, to de boa - Você falou com suas irmãs do nosso encontro? - Ainda não... mas vou dizer sim, iremos sair juntas novamente e vou lembrar de comentar. - Certo, fale mesmo... quero conhecer todas minhas noras direito. - Todas? - ela pergunta com a sobrancelha arquiada. - Sim, a do Filipe e do Eduardo. - Eles estão namorando? - Sim, com as minhas irmãs - falo e ela senta na cadeira, eu acho que ela ficou chocada. - Com suas irmãs? não é possível - diz mas pra ela do que pra gente. - Sim, olha que sorte... todas suas noras são uma Norte... é bom que estamos todos em família - o olhar de decepção dela chega a ser engraçado. - É... eu acho que esqueci uma coisa na cozinha - diz saindo e o pai dele vai atrás. - Acha que ela tá bem? - pergunto ao Pedro. - Tá, é só a realidade caindo por terra... as vezes é chocante quando se vive no mundo da lua. - Pedro - Ué falei nada demais. Eles voltam e a mãe dele seria e o pai sorrindo. - O senhor vai pro almoço na casa do Lucca? - o Pedro pergunta. - Sim, nos vamos. - Seria uma oportunidade boa de todo mundo se conhecer ... os meninos também foram convidados, provavelmente as meninas também vão - o Pedro lembra. - Sim é uma oportunidade... vai ser muito bom - ele diz empolgado. O resto da noite a mãe dele passou quieta... parecia está com a cabeça longe. ●●● Nos despedimos e o pai dele me abraçou me beijou... enquanto a mãe dele m*l falou com ele e comigo nem olhou na cara. Saímos de lá e fomos pra praia... - Achou o que? - pergunto assim que chegamos. - Que minha melhor decisão foi sair de casa cedo. - Eu estava falando do jantar. - É justamente, com o jantar de hoje eu percebi o porque eu sou o que menos vai lá. - Acho que a realidade está caindo aos olhos dela e ela vai perceber que vocês são adultos com vontades e desejos próprios. - Já era pra ter percebido né... fazer o que, mas vamos aproveitar essa praia - fala tirando a blusa. - Vai entrar na água? - pergunto rindo. - Claro, que vem no mar e não entra na água? - Ué, todo mundo que vem a noite e a água está gelada? - Eu não sou todo mundo e nem você - fala me puxando pra água.
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